{"id":1001624,"date":"2026-05-28T11:26:51","date_gmt":"2026-05-28T09:26:51","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-do-porto-processo-524-24-4t8pvz-p1-2026-05-13\/"},"modified":"2026-05-28T11:26:56","modified_gmt":"2026-05-28T09:26:56","slug":"acordao-tribunal-da-relacao-do-porto-processo-524-24-4t8pvz-p1-2026-05-13","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-do-porto-processo-524-24-4t8pvz-p1-2026-05-13\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o do Porto \u2013 Processo 524\/24.4T8PVZ.P1 \u2013 2026-05-13"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ANA OL\u00cdVIA LOUREIRO. I &#8211; A prova pericial dirige-se, como todos os demais meios de prova, \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o de factos. A \u00fanica diferen\u00e7a entre ju\u00edzos de facto periciais e os demais ju\u00edzos de facto \u00e9 que aqueles exigem conhecimentos espec\u00edficos enquanto os demais decorrem dos conhecimentos comuns. II &#8211; Os ju\u00edzos periciais s\u00e3o tamb\u00e9m ju\u00edzos de facto, pelo que devem constar dos factos provados sob pena de n\u00e3o poderem ser tidos em conta na decis\u00e3o. III &#8211; O legislador adjetivo estabeleceu uma equipara\u00e7\u00e3o dos efeitos da in\u00e9rcia do r\u00e9u aos da confiss\u00e3o prevista nos artigos 352.\u00ba e seguintes do C\u00f3digo Civil e a confiss\u00e3o constitui prova plena contra o confitente. IV &#8211; A prova plena n\u00e3o est\u00e1 sujeita a contraprova e apenas pode ser contrariada por meio de prova que demonstre n\u00e3o ser verdadeiro o facto que dela for objeto. V &#8211; Pelo que em face da revelia do r\u00e9u n\u00e3o cabe ao autor produzir qualquer prova (pericial ou outra) nem ao Tribunal diligenciar pela mesma, com vista \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o dos factos dados por confessados que se devam julgar plenamente provados por n\u00e3o estarem sujeitos a um meio de prova vinculado. VI &#8211; Para reverenciar \u00e0 equidade o valor da san\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria compuls\u00f3ria o Tribunal deve ter em conta, nomeadamente: &#8211; a natureza sancionat\u00f3ria e compuls\u00f3ria da quantia a fixar, n\u00e3o podendo a mesma ser de tal forma baixa que n\u00e3o constitua suficiente incentivo ao cumprimento; &#8211; o grau de gravidade da conduta do devedor; &#8211; a dura\u00e7\u00e3o do seu incumprimento; &#8211; a relev\u00e2ncia do direito do credor que se quer acautelar; &#8211; as consequ\u00eancias da demora do cumprimento; &#8211; bem como as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas do devedor e outros elementos relevantes do caso que se tenham podido averiguar. (Sum\u00e1rio da responsabilidade da Relatora)<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jtrp.nsf\/56a6e7121657f91e80257cda00381fdf\/1112b5a807140c3c80258dfd004cc957?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ANA OL\u00cdVIA LOUREIRO. I &#8211; A prova pericial dirige-se, como todos os demais meios de prova, \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o de factos. 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