{"id":1001693,"date":"2026-05-28T11:40:27","date_gmt":"2026-05-28T09:40:27","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-do-porto-processo-2138-24-0t8mts-p2-2026-05-13\/"},"modified":"2026-05-28T11:40:27","modified_gmt":"2026-05-28T09:40:27","slug":"acordao-tribunal-da-relacao-do-porto-processo-2138-24-0t8mts-p2-2026-05-13","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-do-porto-processo-2138-24-0t8mts-p2-2026-05-13\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o do Porto \u2013 Processo 2138\/24.0T8MTS.P2 \u2013 2026-05-13"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ISABEL SILVA. I &#8211; O estado de c\u00f4njuge deriva da celebra\u00e7\u00e3o de um contrato de casamento (art.\u00ba 1577\u00ba do CC), sendo que a celebra\u00e7\u00e3o desse contrato vincula os c\u00f4njuges aos deveres de respeito, fidelidade, coabita\u00e7\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia: art.\u00ba 1672\u00ba do CC. II &#8211; Definindo a lei a uni\u00e3o de facto como \u201ca situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de duas pessoas que, independentemente do sexo, vivam em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0s dos c\u00f4njuges h\u00e1 mais de dois anos\u201d, s\u00e3o essenciais ao reconhecimento duma uni\u00e3o de facto a coabita\u00e7\u00e3o (resid\u00eancia em comum) e a assist\u00eancia (entreajuda, partilha de recursos). III &#8211; Uma a\u00e7\u00e3o de simples aprecia\u00e7\u00e3o negativa tem por finalidade terminar com um estado de incerteza relativamente a um direito ou a um facto, estado de incerteza esse que tem de ser objetivo e de respeitar a interesses juridicamente relevantes, competindo ao R\u00e9u a prova de que o direito existe. IV &#8211; Pese embora a demonstra\u00e7\u00e3o de um relacionamento amoroso est\u00e1vel (em que um frequenta a casa do outro com assiduidade, a\u00ed tomando refei\u00e7\u00f5es, pernoitando e convivendo com os filhos e netos, e pagando algumas despesas nos estabelecimentos comerciais), n\u00e3o \u00e9 de reconhecer a exist\u00eancia de uma uni\u00e3o de facto se n\u00e3o se prova a resid\u00eancia comum e a partilha de recursos para os encargos da vida familiar. V &#8211; Por mais frequente ou normal que se afigure na realidade social, uma rela\u00e7\u00e3o humana s\u00f3 assume relev\u00e2ncia jur\u00eddica na medida em que for disciplinada pelo Direito. VI &#8211; O fen\u00f3meno de relacionamento humano conhecido como \u201cLiving Apart Together\u201d, n\u00e3o preenche os pressupostos da uni\u00e3o de facto tal como reconhecida pela Lei n\u00ba 7\/2001, de 11.05.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jtrp.nsf\/56a6e7121657f91e80257cda00381fdf\/748acc1c2753cd1780258dfe0052d94c?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ISABEL SILVA. 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