{"id":1073740,"date":"2026-06-11T22:21:36","date_gmt":"2026-06-11T20:21:36","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/"},"modified":"2026-06-11T22:21:36","modified_gmt":"2026-06-11T20:21:36","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: COMPETENCIA DOS TRIBUNAIS MILITARES. I &#8211; O artigo 218 da Constitui\u00e7\u00e3o, na sua vers\u00e3o originaria, foi objecto de duas interpreta\u00e7\u00f5es antagonicas, uma das quais ia no sentido de considerar que aquele preceito havia definido &#8211; salvo, obviamente, o previsto no seu n. 2 &#8211; &quot;toda&quot; a competencia dos tribunais militares que, assim, tinham perdido a competencia para julgar recursos contenciosos em materia administrativa militar. II &#8211; Segundo outra interpreta\u00e7\u00e3o, no artigo 218 n\u00e3o se encontrava uma enuncia\u00e7\u00e3o exaustiva da competencia dos tribunais militares, mas t\u00e3o-so da respectiva competencia em materia criminal, competencia essa que teria de se encontrar expressamente definida, face ao disposto no n. 3 do artigo 213 da Lei Fundamental, na sua primitiva redac\u00e7\u00e3o. III &#8211; Conhecida a polemica, a altera\u00e7\u00e3o introduzida no n. 1 do artigo 218 pela Lei Constitucional n. 1\/82, de 30 de Setembro, e que se traduziu na elimina\u00e7\u00e3o do inciso &quot;em materia criminal&quot;, destinou-se seguramente a clarificar que a competencia dos tribunais militares e &quot;apenas&quot; a que resulta expressamente daquele preceito, com exclus\u00e3o, designadamente, do conhecimento de recursos contenciosos interpostos em materias do foro administrativo. IV &#8211; Desde o acord\u00e3o n. 61\/84 que o Tribunal Constitucional vem sustentando que a interpreta\u00e7\u00e3o que adoptou relativamente ao n. 1 do artigo 218 encontra conforto no principio da taxatividade da defini\u00e7\u00e3o constitucional da competencia dos org\u00e3os de soberania, constante do n. 2 do artigo 113, deste preceito se devendo necessariamente retirar que, salvo quando a Constitui\u00e7\u00e3o autorizar, a competencia dos org\u00e3os de soberania e apenas a que vem definida na propria Constitui\u00e7\u00e3o. V &#8211; Assim, for\u00e7oso e concluir que a Constitui\u00e7\u00e3o ao definir no n. 1 do artigo 218 a competencia dos tribunais militares (eles proprios org\u00e3os de soberania), o esta a fazer com caracter taxativo e n\u00e3o meramente exemplificativo, so podendo a lei alargar essa competencia nos casos e termos expressamente previstos nos ns. 2 e 3 do mesmo artigo. VI &#8211; Pelo exposto, conclui-se que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o consente que a lei atribua aos tribunais militares, e designadamente ao Supremo Tribunal Militar, competencia para conhecerem das quest\u00f5es de contencioso administrativo militar.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/3443cf177a2a0fa18025682d006486bc?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: COMPETENCIA DOS TRIBUNAIS MILITARES. I &#8211; O artigo 218 da Constitui\u00e7\u00e3o, na sua vers\u00e3o originaria, foi objecto de duas interpreta\u00e7\u00f5es antagonicas, uma das quais ia no sentido de considerar que aquele preceito havia definido &#8211; salvo, obviamente, o previsto no seu n. 2 &#8211; &#8220;toda&#8221; a competencia dos tribunais militares que, assim, tinham perdido a competencia para julgar recursos contenciosos em materia administrativa militar. II &#8211; Segundo outra interpreta\u00e7\u00e3o, no artigo 218 n\u00e3o se encontrava uma enuncia\u00e7\u00e3o exaustiva da competencia dos tribunais militares, mas t\u00e3o-so da respectiva competencia em materia criminal, competencia essa que teria de se encontrar expressamente definida, face ao disposto no n. 3 do artigo 213 da Lei Fundamental, na sua primitiva redac\u00e7\u00e3o. III &#8211; Conhecida a polemica, a altera\u00e7\u00e3o introduzida no n. 1 do artigo 218 pela Lei Constitucional n. 1\/82, de 30 de Setembro, e que se traduziu na elimina\u00e7\u00e3o do inciso &#8220;em materia criminal&#8221;, destinou-se seguramente a clarificar que a competencia dos tribunais militares e &#8220;apenas&#8221; a que resulta expressamente daquele preceito, com exclus\u00e3o, designadamente, do conhecimento de recursos contenciosos interpostos em materias do foro administrativo. IV &#8211; Desde o acord\u00e3o n. 61\/84 que o Tribunal Constitucional vem sustentando que a interpreta\u00e7\u00e3o que adoptou relativamente ao n. 1 do artigo 218 encontra conforto no principio da taxatividade da defini\u00e7\u00e3o constitucional da competencia dos org\u00e3os de soberania, constante do n. 2 do artigo 113, deste preceito se devendo necessariamente retirar que, salvo quando a Constitui\u00e7\u00e3o autorizar, a competencia dos org\u00e3os de soberania e apenas a que vem definida na propria Constitui\u00e7\u00e3o. V &#8211; Assim, for\u00e7oso e concluir que a Constitui\u00e7\u00e3o ao definir no n. 1 do artigo 218 a competencia dos tribunais militares (eles proprios org\u00e3os de soberania), o esta a fazer com caracter taxativo e n\u00e3o meramente exemplificativo, so podendo a lei alargar essa competencia nos casos e termos expressamente previstos nos ns. 2 e 3 do mesmo artigo. VI &#8211; Pelo exposto, conclui-se que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o consente que a lei atribua aos tribunais militares, e designadamente ao Supremo Tribunal Militar, competencia para conhecerem das quest\u00f5es de contencioso administrativo militar.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":[],"kji_country":[7762],"kji_court":[135460],"kji_chamber":[],"kji_year":[135461],"kji_subject":[7660],"kji_keyword":[25223,83069,84753,65093,57082],"kji_language":[7770],"class_list":["post-1073740","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-tribunal-constitucional-ate-1998","kji_year-135461","kji_subject-constitutionnel","kji_keyword-artigo","kji_keyword-competencia","kji_keyword-constituicao","kji_keyword-militares","kji_keyword-tribunais","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.9 (Yoast SEO v27.9) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: COMPETENCIA DOS TRIBUNAIS MILITARES. I - O artigo 218 da Constitui\u00e7\u00e3o, na sua vers\u00e3o originaria, foi objecto de duas interpreta\u00e7\u00f5es antagonicas, uma das quais ia no sentido de considerar que aquele preceito havia definido - salvo, obviamente, o previsto no seu n. 2 - &quot;toda&quot; a competencia dos tribunais militares que, assim, tinham perdido a competencia para julgar recursos contenciosos em materia administrativa militar. II - Segundo outra interpreta\u00e7\u00e3o, no artigo 218 n\u00e3o se encontrava uma enuncia\u00e7\u00e3o exaustiva da competencia dos tribunais militares, mas t\u00e3o-so da respectiva competencia em materia criminal, competencia essa que teria de se encontrar expressamente definida, face ao disposto no n. 3 do artigo 213 da Lei Fundamental, na sua primitiva redac\u00e7\u00e3o. III - Conhecida a polemica, a altera\u00e7\u00e3o introduzida no n. 1 do artigo 218 pela Lei Constitucional n. 1\/82, de 30 de Setembro, e que se traduziu na elimina\u00e7\u00e3o do inciso &quot;em materia criminal&quot;, destinou-se seguramente a clarificar que a competencia dos tribunais militares e &quot;apenas&quot; a que resulta expressamente daquele preceito, com exclus\u00e3o, designadamente, do conhecimento de recursos contenciosos interpostos em materias do foro administrativo. IV - Desde o acord\u00e3o n. 61\/84 que o Tribunal Constitucional vem sustentando que a interpreta\u00e7\u00e3o que adoptou relativamente ao n. 1 do artigo 218 encontra conforto no principio da taxatividade da defini\u00e7\u00e3o constitucional da competencia dos org\u00e3os de soberania, constante do n. 2 do artigo 113, deste preceito se devendo necessariamente retirar que, salvo quando a Constitui\u00e7\u00e3o autorizar, a competencia dos org\u00e3os de soberania e apenas a que vem definida na propria Constitui\u00e7\u00e3o. V - Assim, for\u00e7oso e concluir que a Constitui\u00e7\u00e3o ao definir no n. 1 do artigo 218 a competencia dos tribunais militares (eles proprios org\u00e3os de soberania), o esta a fazer com caracter taxativo e n\u00e3o meramente exemplificativo, so podendo a lei alargar essa competencia nos casos e termos expressamente previstos nos ns. 2 e 3 do mesmo artigo. VI - Pelo exposto, conclui-se que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o consente que a lei atribua aos tribunais militares, e designadamente ao Supremo Tribunal Militar, competencia para conhecerem das quest\u00f5es de contencioso administrativo militar.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"2 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-06-11T20:21:36+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/05\\\/Logo-Kohen-1000.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/05\\\/Logo-Kohen-1000.webp\",\"width\":1000,\"height\":1000,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/","og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19","og_description":"Relator: COMPETENCIA DOS TRIBUNAIS MILITARES. I - O artigo 218 da Constitui\u00e7\u00e3o, na sua vers\u00e3o originaria, foi objecto de duas interpreta\u00e7\u00f5es antagonicas, uma das quais ia no sentido de considerar que aquele preceito havia definido - salvo, obviamente, o previsto no seu n. 2 - \"toda\" a competencia dos tribunais militares que, assim, tinham perdido a competencia para julgar recursos contenciosos em materia administrativa militar. II - Segundo outra interpreta\u00e7\u00e3o, no artigo 218 n\u00e3o se encontrava uma enuncia\u00e7\u00e3o exaustiva da competencia dos tribunais militares, mas t\u00e3o-so da respectiva competencia em materia criminal, competencia essa que teria de se encontrar expressamente definida, face ao disposto no n. 3 do artigo 213 da Lei Fundamental, na sua primitiva redac\u00e7\u00e3o. III - Conhecida a polemica, a altera\u00e7\u00e3o introduzida no n. 1 do artigo 218 pela Lei Constitucional n. 1\/82, de 30 de Setembro, e que se traduziu na elimina\u00e7\u00e3o do inciso \"em materia criminal\", destinou-se seguramente a clarificar que a competencia dos tribunais militares e \"apenas\" a que resulta expressamente daquele preceito, com exclus\u00e3o, designadamente, do conhecimento de recursos contenciosos interpostos em materias do foro administrativo. IV - Desde o acord\u00e3o n. 61\/84 que o Tribunal Constitucional vem sustentando que a interpreta\u00e7\u00e3o que adoptou relativamente ao n. 1 do artigo 218 encontra conforto no principio da taxatividade da defini\u00e7\u00e3o constitucional da competencia dos org\u00e3os de soberania, constante do n. 2 do artigo 113, deste preceito se devendo necessariamente retirar que, salvo quando a Constitui\u00e7\u00e3o autorizar, a competencia dos org\u00e3os de soberania e apenas a que vem definida na propria Constitui\u00e7\u00e3o. V - Assim, for\u00e7oso e concluir que a Constitui\u00e7\u00e3o ao definir no n. 1 do artigo 218 a competencia dos tribunais militares (eles proprios org\u00e3os de soberania), o esta a fazer com caracter taxativo e n\u00e3o meramente exemplificativo, so podendo a lei alargar essa competencia nos casos e termos expressamente previstos nos ns. 2 e 3 do mesmo artigo. VI - Pelo exposto, conclui-se que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o consente que a lei atribua aos tribunais militares, e designadamente ao Supremo Tribunal Militar, competencia para conhecerem das quest\u00f5es de contencioso administrativo militar.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"2 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-11T20:21:36+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0120-1986-03-19\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0120 \u2013 1986-03-19"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Logo-Kohen-1000.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Logo-Kohen-1000.webp","width":1000,"height":1000,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/1073740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1073740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=1073740"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=1073740"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=1073740"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=1073740"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=1073740"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=1073740"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=1073740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}