{"id":1073832,"date":"2026-06-11T22:32:51","date_gmt":"2026-06-11T20:32:51","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/"},"modified":"2026-06-11T22:32:51","modified_gmt":"2026-06-11T20:32:51","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O DO ACTO ADMINISTRATIVO. I &#8211; A fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos praticados no exercicio de poderes discricionarios ha-de ter-se como uma garantia do direito ao recurso contencioso, fazendo parte integrante do seu proprio ambito de protec\u00e7\u00e3o constitucional. Nessa parte, o Decreto-Lei n. 256-A\/77, primeiro, e a revis\u00e3o constitucional de 1982, depois, vieram apenas explicitar a garantia que nessa medida minima ja decorria do proprio direito constitucional originariamente reconhecido no artigo 269 da Constitui\u00e7\u00e3o. II &#8211; Nenhum argumento em contrario da conclus\u00e3o anterior pode ser tirado do facto de a revis\u00e3o constitucional de 1982, quando veio reconhecer explicitamente o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos, o ter colocado ao lado e independentemente do direito ao recurso contencioso. III &#8211; Uma vez adquirido que a exigencia de fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos ja estava contida, numa certa medida, no direito ao recurso contencioso, ent\u00e3o a garantia constitucional deste abrange tambem aquela, tornando constitucionalmente ilegitima qualquer norma que viesse dispor contra ela a margem das vias constitucionais admissiveis, designadamente fora dos termos do artigo 18 da Constitui\u00e7\u00e3o. IV &#8211; O artigo 1 do Decreto-Lei n. 356\/79, de 31 de Agosto, na medida em que veio dispensar a motiva\u00e7\u00e3o verdadeira e propria dos actos administrativos praticados no exercicio de poderes discricionarios, esta desde logo ferido de inconstitucionalidade por ofensa do direito ao recurso contencioso, garantido no artigo 269, n. 2 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o, na medida em que aquela constitui garantia minima deste. V &#8211; Mesmo que se entenda que o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos, no dominio da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o, era um direito de origem e nivel exclusivamente legal, sempre haveria de considerar-se que se tratava de um direito de natureza analoga aos direitos, liberdades e garantias constitucionais, pois que se trata de uma garantia de defesa dos cidad\u00e3os perante o Estado, que e a rela\u00e7\u00e3o tipica de incidencia dos classicos direitos, liberdades e garantias. VI &#8211; Por menos exigente que se seja quanto a medida em que o regime constitucional dos direitos, liberdades e garantias e aplicavel aos direitos analogos de origem legal, sempre restara, como minimo irremissivel, a proibi\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es injustificadas ou desproporcionadas. VII &#8211; A redu\u00e7\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o a invoca\u00e7\u00e3o da &quot;conveniencia de servi\u00e7o&quot; traduz-se numa substancial restri\u00e7\u00e3o injustificada (ou, ao menos, desproporcionada) do direito a fundamenta\u00e7\u00e3o, pelo que tambem por esta via se desemboca na conclus\u00e3o da sua inconstitucionalidade. VIII &#8211; Integrando o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos a categoria dos direitos, liberdades e e garantias, a competencia para legislar sobre ele estava reservada a Assembleia da Republica. IX &#8211; A ratifica\u00e7\u00e3o parlamentar dos diplomas legislativos governamentais, com a natureza que essa figura apresentava na vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o &#8211; e que, entretanto, foi acentuada com a revis\u00e3o constitucional de 1982 -, ja n\u00e3o detinha, mesmo quando assumia a forma de ratifica\u00e7\u00e3o expressa, a virtualidade de convalidar, nem mesmo apenas com efeitos para o futuro, um decreto-lei originariamente inconstitucional por viola\u00e7\u00e3o da competencia reservada da Assembleia da Republica.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/793111f03988e3828025682d006486b5?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O DO ACTO ADMINISTRATIVO. I &#8211; A fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos praticados no exercicio de poderes discricionarios ha-de ter-se como uma garantia do direito ao recurso contencioso, fazendo parte integrante do seu proprio ambito de protec\u00e7\u00e3o constitucional. Nessa parte, o Decreto-Lei n. 256-A\/77, primeiro, e a revis\u00e3o constitucional de 1982, depois, vieram apenas explicitar a garantia que nessa medida minima ja decorria do proprio direito constitucional originariamente reconhecido no artigo 269 da Constitui\u00e7\u00e3o. II &#8211; Nenhum argumento em contrario da conclus\u00e3o anterior pode ser tirado do facto de a revis\u00e3o constitucional de 1982, quando veio reconhecer explicitamente o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos, o ter colocado ao lado e independentemente do direito ao recurso contencioso. III &#8211; Uma vez adquirido que a exigencia de fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos ja estava contida, numa certa medida, no direito ao recurso contencioso, ent\u00e3o a garantia constitucional deste abrange tambem aquela, tornando constitucionalmente ilegitima qualquer norma que viesse dispor contra ela a margem das vias constitucionais admissiveis, designadamente fora dos termos do artigo 18 da Constitui\u00e7\u00e3o. IV &#8211; O artigo 1 do Decreto-Lei n. 356\/79, de 31 de Agosto, na medida em que veio dispensar a motiva\u00e7\u00e3o verdadeira e propria dos actos administrativos praticados no exercicio de poderes discricionarios, esta desde logo ferido de inconstitucionalidade por ofensa do direito ao recurso contencioso, garantido no artigo 269, n. 2 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o, na medida em que aquela constitui garantia minima deste. V &#8211; Mesmo que se entenda que o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos, no dominio da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o, era um direito de origem e nivel exclusivamente legal, sempre haveria de considerar-se que se tratava de um direito de natureza analoga aos direitos, liberdades e garantias constitucionais, pois que se trata de uma garantia de defesa dos cidad\u00e3os perante o Estado, que e a rela\u00e7\u00e3o tipica de incidencia dos classicos direitos, liberdades e garantias. VI &#8211; Por menos exigente que se seja quanto a medida em que o regime constitucional dos direitos, liberdades e garantias e aplicavel aos direitos analogos de origem legal, sempre restara, como minimo irremissivel, a proibi\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es injustificadas ou desproporcionadas. VII &#8211; A redu\u00e7\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o a invoca\u00e7\u00e3o da &#8220;conveniencia de servi\u00e7o&#8221; traduz-se numa substancial restri\u00e7\u00e3o injustificada (ou, ao menos, desproporcionada) do direito a fundamenta\u00e7\u00e3o, pelo que tambem por esta via se desemboca na conclus\u00e3o da sua inconstitucionalidade. VIII &#8211; Integrando o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos a categoria dos direitos, liberdades e e garantias, a competencia para legislar sobre ele estava reservada a Assembleia da Republica. IX &#8211; A ratifica\u00e7\u00e3o parlamentar dos diplomas legislativos governamentais, com a natureza que essa figura apresentava na vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o &#8211; e que, entretanto, foi acentuada com a revis\u00e3o constitucional de 1982 -, ja n\u00e3o detinha, mesmo quando assumia a forma de ratifica\u00e7\u00e3o expressa, a virtualidade de convalidar, nem mesmo apenas com efeitos para o futuro, um decreto-lei originariamente inconstitucional por viola\u00e7\u00e3o da competencia reservada da Assembleia da Republica.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":[],"kji_country":[7762],"kji_court":[135460],"kji_chamber":[],"kji_year":[135461],"kji_subject":[7660],"kji_keyword":[57517,135647,9422,24509,82611],"kji_language":[7770],"class_list":["post-1073832","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-tribunal-constitucional-ate-1998","kji_year-135461","kji_subject-constitutionnel","kji_keyword-actos","kji_keyword-administrativos","kji_keyword-constitucional","kji_keyword-direito","kji_keyword-fundamentacao","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.9 (Yoast SEO v27.9) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O DO ACTO ADMINISTRATIVO. I - A fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos praticados no exercicio de poderes discricionarios ha-de ter-se como uma garantia do direito ao recurso contencioso, fazendo parte integrante do seu proprio ambito de protec\u00e7\u00e3o constitucional. Nessa parte, o Decreto-Lei n. 256-A\/77, primeiro, e a revis\u00e3o constitucional de 1982, depois, vieram apenas explicitar a garantia que nessa medida minima ja decorria do proprio direito constitucional originariamente reconhecido no artigo 269 da Constitui\u00e7\u00e3o. II - Nenhum argumento em contrario da conclus\u00e3o anterior pode ser tirado do facto de a revis\u00e3o constitucional de 1982, quando veio reconhecer explicitamente o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos, o ter colocado ao lado e independentemente do direito ao recurso contencioso. III - Uma vez adquirido que a exigencia de fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos ja estava contida, numa certa medida, no direito ao recurso contencioso, ent\u00e3o a garantia constitucional deste abrange tambem aquela, tornando constitucionalmente ilegitima qualquer norma que viesse dispor contra ela a margem das vias constitucionais admissiveis, designadamente fora dos termos do artigo 18 da Constitui\u00e7\u00e3o. IV - O artigo 1 do Decreto-Lei n. 356\/79, de 31 de Agosto, na medida em que veio dispensar a motiva\u00e7\u00e3o verdadeira e propria dos actos administrativos praticados no exercicio de poderes discricionarios, esta desde logo ferido de inconstitucionalidade por ofensa do direito ao recurso contencioso, garantido no artigo 269, n. 2 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o, na medida em que aquela constitui garantia minima deste. V - Mesmo que se entenda que o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos, no dominio da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o, era um direito de origem e nivel exclusivamente legal, sempre haveria de considerar-se que se tratava de um direito de natureza analoga aos direitos, liberdades e garantias constitucionais, pois que se trata de uma garantia de defesa dos cidad\u00e3os perante o Estado, que e a rela\u00e7\u00e3o tipica de incidencia dos classicos direitos, liberdades e garantias. VI - Por menos exigente que se seja quanto a medida em que o regime constitucional dos direitos, liberdades e garantias e aplicavel aos direitos analogos de origem legal, sempre restara, como minimo irremissivel, a proibi\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es injustificadas ou desproporcionadas. VII - A redu\u00e7\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o a invoca\u00e7\u00e3o da &quot;conveniencia de servi\u00e7o&quot; traduz-se numa substancial restri\u00e7\u00e3o injustificada (ou, ao menos, desproporcionada) do direito a fundamenta\u00e7\u00e3o, pelo que tambem por esta via se desemboca na conclus\u00e3o da sua inconstitucionalidade. VIII - Integrando o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos a categoria dos direitos, liberdades e e garantias, a competencia para legislar sobre ele estava reservada a Assembleia da Republica. IX - A ratifica\u00e7\u00e3o parlamentar dos diplomas legislativos governamentais, com a natureza que essa figura apresentava na vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o - e que, entretanto, foi acentuada com a revis\u00e3o constitucional de 1982 -, ja n\u00e3o detinha, mesmo quando assumia a forma de ratifica\u00e7\u00e3o expressa, a virtualidade de convalidar, nem mesmo apenas com efeitos para o futuro, um decreto-lei originariamente inconstitucional por viola\u00e7\u00e3o da competencia reservada da Assembleia da Republica.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"3 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-06-11T20:32:51+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/05\\\/Logo-Kohen-1000.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/05\\\/Logo-Kohen-1000.webp\",\"width\":1000,\"height\":1000,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/","og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05","og_description":"Relator: FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O DO ACTO ADMINISTRATIVO. I - A fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos praticados no exercicio de poderes discricionarios ha-de ter-se como uma garantia do direito ao recurso contencioso, fazendo parte integrante do seu proprio ambito de protec\u00e7\u00e3o constitucional. Nessa parte, o Decreto-Lei n. 256-A\/77, primeiro, e a revis\u00e3o constitucional de 1982, depois, vieram apenas explicitar a garantia que nessa medida minima ja decorria do proprio direito constitucional originariamente reconhecido no artigo 269 da Constitui\u00e7\u00e3o. II - Nenhum argumento em contrario da conclus\u00e3o anterior pode ser tirado do facto de a revis\u00e3o constitucional de 1982, quando veio reconhecer explicitamente o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos, o ter colocado ao lado e independentemente do direito ao recurso contencioso. III - Uma vez adquirido que a exigencia de fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos ja estava contida, numa certa medida, no direito ao recurso contencioso, ent\u00e3o a garantia constitucional deste abrange tambem aquela, tornando constitucionalmente ilegitima qualquer norma que viesse dispor contra ela a margem das vias constitucionais admissiveis, designadamente fora dos termos do artigo 18 da Constitui\u00e7\u00e3o. IV - O artigo 1 do Decreto-Lei n. 356\/79, de 31 de Agosto, na medida em que veio dispensar a motiva\u00e7\u00e3o verdadeira e propria dos actos administrativos praticados no exercicio de poderes discricionarios, esta desde logo ferido de inconstitucionalidade por ofensa do direito ao recurso contencioso, garantido no artigo 269, n. 2 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o, na medida em que aquela constitui garantia minima deste. V - Mesmo que se entenda que o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos, no dominio da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o, era um direito de origem e nivel exclusivamente legal, sempre haveria de considerar-se que se tratava de um direito de natureza analoga aos direitos, liberdades e garantias constitucionais, pois que se trata de uma garantia de defesa dos cidad\u00e3os perante o Estado, que e a rela\u00e7\u00e3o tipica de incidencia dos classicos direitos, liberdades e garantias. VI - Por menos exigente que se seja quanto a medida em que o regime constitucional dos direitos, liberdades e garantias e aplicavel aos direitos analogos de origem legal, sempre restara, como minimo irremissivel, a proibi\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es injustificadas ou desproporcionadas. VII - A redu\u00e7\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o a invoca\u00e7\u00e3o da \"conveniencia de servi\u00e7o\" traduz-se numa substancial restri\u00e7\u00e3o injustificada (ou, ao menos, desproporcionada) do direito a fundamenta\u00e7\u00e3o, pelo que tambem por esta via se desemboca na conclus\u00e3o da sua inconstitucionalidade. VIII - Integrando o direito a fundamenta\u00e7\u00e3o dos actos administrativos a categoria dos direitos, liberdades e e garantias, a competencia para legislar sobre ele estava reservada a Assembleia da Republica. IX - A ratifica\u00e7\u00e3o parlamentar dos diplomas legislativos governamentais, com a natureza que essa figura apresentava na vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o - e que, entretanto, foi acentuada com a revis\u00e3o constitucional de 1982 -, ja n\u00e3o detinha, mesmo quando assumia a forma de ratifica\u00e7\u00e3o expressa, a virtualidade de convalidar, nem mesmo apenas com efeitos para o futuro, um decreto-lei originariamente inconstitucional por viola\u00e7\u00e3o da competencia reservada da Assembleia da Republica.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"3 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-11T20:32:51+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0023-1986-03-05\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0023 \u2013 1986-03-05"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Logo-Kohen-1000.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Logo-Kohen-1000.webp","width":1000,"height":1000,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/1073832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1073832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=1073832"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=1073832"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=1073832"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=1073832"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=1073832"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=1073832"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=1073832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}