{"id":1073909,"date":"2026-06-11T22:54:50","date_gmt":"2026-06-11T20:54:50","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0029-1985-12-11\/"},"modified":"2026-06-11T22:54:50","modified_gmt":"2026-06-11T20:54:50","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0029-1985-12-11","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0029-1985-12-11\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0029 \u2013 1985-12-11"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: COMPETENCIA DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL. I &#8211; Nos casos em que uma norma inferior se opuser substancialmente a uma norma superior e se verificar desbordamento da regra constitucional definidora da escala normativa, ha inconstitucionalidade, sem prejuizo de existir tambem ilegalidade. II &#8211; Onde houver concorrencia destes dois vicios, ha que destrin\u00e7ar, para efeitos de determinar a compet:ncia do Tribunal Constitucional, qual o vicio que, do ponto de vista da Constitui\u00e7\u00e3o, e prevalecente e por isso consome o outro, sendo que a regra e a de que o vicio mais grave, ou seja, o de inconstitucionalidade, prevalece sobre o menos grave. III &#8211; N\u00e3o tem suporte constitucional a distin\u00e7\u00e3o entre inconstitucionalidade indirecta, por viola\u00e7\u00e3o de normas relativas a hierarquia das fontes, e inconstitucionalidade directa. IV &#8211; So havera oposi\u00e7\u00e3o entre conven\u00e7\u00e3o internacional, que, na materia em causa, contem uma clausula de reserva que Portugal n\u00e3o invocou atempadamente, e decreto-lei que fixa taxas de juro superiores as previstas nessa conven\u00e7\u00e3o, se, ao tempo da entrada em vigor deste decreto-lei, estiverem em vigor na ordem interna as correspondentes disposi\u00e7\u00f5es da Conven\u00e7\u00e3o. V &#8211; Verificaram-se os pressupostos facticios e juridicos para a invoca\u00e7\u00e3o da regra &quot;rebus sic stantibus&quot; como causa da extin\u00e7\u00e3o de uma obriga\u00e7\u00e3o internacional, a qual se admite que opera &quot;ipso jure&quot;, sem embargo de se exigir manifesta\u00e7\u00e3o de vontade, implicita ou explicita, nesse sentido, por parte do Estado beneficiario, na parte respeitante as letras passadas e pagaveis em territorio portugu:s. VI &#8211; O Decreto-Lei n.262\/83 valeu como manifesta\u00e7\u00e3o dessa vontade. VII &#8211; A conven\u00e7\u00e3o em causa consente a divisibilidade da clausula sobre a taxa de juros de mora na parte respeitante as letras passadas e pagaveis em territorio nacional. VIII &#8211; Porem, o compromissso sobre juros de mora, no respeitante a letras passadas no territorio de um dos Estados partes e pagaveis no territorio de outro, que o Estado portugues aceitou, conserva a validade na ordem internacional e na ordem interna. IX &#8211; A viola\u00e7\u00e3o desse compromisso envolve viola\u00e7\u00e3o da regra costumeira internacional &quot;pacta sunt servanda&quot; e, portanto, do artigo 8, n.1 da Constitui\u00e7\u00e3o. Mas tambem e violado o n.2 do mesmo artigo que situa o direito internacional pacticio, ele proprio de valor infra-constitucional porque sujeito a controlo de constitucionalidade, em plano superior ao da lei ordinaria, pois esta n\u00e3o o pode revogar.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/33c63255ede491e08025682d0063f7b8?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: COMPETENCIA DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL. 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VII - A conven\u00e7\u00e3o em causa consente a divisibilidade da clausula sobre a taxa de juros de mora na parte respeitante as letras passadas e pagaveis em territorio nacional. VIII - Porem, o compromissso sobre juros de mora, no respeitante a letras passadas no territorio de um dos Estados partes e pagaveis no territorio de outro, que o Estado portugues aceitou, conserva a validade na ordem internacional e na ordem interna. IX - A viola\u00e7\u00e3o desse compromisso envolve viola\u00e7\u00e3o da regra costumeira internacional &quot;pacta sunt servanda&quot; e, portanto, do artigo 8, n.1 da Constitui\u00e7\u00e3o. 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