{"id":1074761,"date":"2026-06-12T00:58:22","date_gmt":"2026-06-11T22:58:22","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0073-1985-01-30\/"},"modified":"2026-06-12T00:58:22","modified_gmt":"2026-06-11T22:58:22","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0073-1985-01-30","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-84-0073-1985-01-30\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 84-0073 \u2013 1985-01-30"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: FISCALIZA\u00c7\u00c3O CONCRETA DA CONSTITUCIONALIDADE. I &#8211; As normas de direito internacional, quer comum, quer convencional, vinculativas do Estado Portugues, vigoram como tais na ordem interna, sem necessidade de serem &quot;traduzidas&quot; em lei ou &quot;transformadas&quot; em direito interno. II &#8211; A norma de direito interno que pretenda alterar uma norma de conven\u00e7\u00e3o internacional, suposto que o n\u00e3o possa fazer face a Constitui\u00e7\u00e3o, so indirectamente viola a lei fundamental pois que, directamente, viola apenas a conven\u00e7\u00e3o internacional. III &#8211; A conclus\u00e3o anterior n\u00e3o e alterada ainda que se admita que o principio &quot;pacta sunt servanda&quot; foi recebido no direito portugues com valor constitucional pois que tal principio so saira violado na medida em que a norma de direito interno infrinja a norma de conven\u00e7\u00e3o internacional. IV &#8211; Com as excep\u00e7\u00f5es expressamente previstas na Constitui\u00e7\u00e3o, so o conhecimento da inconstitucionalidade directa, que n\u00e3o a que resultar da viola\u00e7\u00e3o, em primeira linha, de normas interpostas, e que cabe na competencia do Tribunal Constitucional, a quem esta cometida, primacialmente, a defesa do &quot;estal\u00e3o&quot; constitucional. V &#8211; Ja, porem, o caso de um decreto-lei que seja publicado no uso de uma autoriza\u00e7\u00e3o legislativa ou que desenvolva as bases gerais de um regime juridico, em materia da exclusiva competencia da Assembleia da Republica, e se n\u00e3o subordina a correspondente lei, fica submetido ao julgamento do Tribunal Constitucional, o mesmo acontecendo na hipotese de um decreto regulamentar violar, o decreto-lei regulamentado, em materia reservada a lei, ou na de um qualquer regulamento ilegal que ofenda materialmente a Constitui\u00e7\u00e3o, pois que em todos estes casos, para alem da viola\u00e7\u00e3o da norma interposta, existe ofensa directa e autonoma da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/4edbae72e10c1ba08025682d0064ba67?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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