{"id":1077631,"date":"2026-06-12T08:44:05","date_gmt":"2026-06-12T06:44:05","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/"},"modified":"2026-06-12T08:44:05","modified_gmt":"2026-06-12T06:44:05","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: PROCESSO CONSTITUCIONAL. I &#8211; Em caso de concorrencia dos vicios de inconstitucionalidade e de ilegalidade, o Tribunal Constitucional e competente se o vicio predominante for o de inconstitucionalidade; se prevalecer o de ilegalidade, so o sera se norma especial lhe atribuir competencia para o seu conhecimento. II &#8211; A Lei Uniforme sobre Letras e Livran\u00e7as tem a natureza de direito internacional convencional e n\u00e3o simplesmente a natureza de direito interno. III &#8211; O artigo 13 do Anexo II a Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, de 7 de Junho de 1930, contem uma &quot;clausula de reserva&quot;, de que o Estado Portugues n\u00e3o usou no momento da ratifica\u00e7\u00e3o, pelo que o artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, na parte em que, com recep\u00e7\u00e3o do disposto no n. 1 da Portaria n. 581\/83, de 18 de Maio, elevou a taxa de juros de mora de titulos cambiarios, esta em substancial oposi\u00e7\u00e3o aos artigos 48, n. 2, e 49, n. 3, da Lei Uniforme. IV &#8211; Contudo, as circunstancias facticas e juridicas existentes a data da assun\u00e7\u00e3o, pelo Estado Portugues, da obriga\u00e7\u00e3o concretizada nesses preceitos da Lei Uniforme quanto aos &quot;titulos cambiarios passados e pagaveis em territorio portugues&quot; (estabilidade inflaccionaria; taxa legal de juros de mora anual de 6 por cento nas obriga\u00e7\u00f5es civis e comerciais), estavam profundamente alteradas na epoca da publica\u00e7\u00e3o do Decreto-Lei n. 262\/83 (inflac\u00e7\u00e3o agravada, atingindo taxas anuais de 20 por cento; taxa legal de juros de mora elevando-se para 15 por cento em 1980 e para 23 por cento em 1983), altera\u00e7\u00e3o que importou a transforma\u00e7\u00e3o radical da dimens\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o em causa. Por isso, aquando da entrada em vigor do aludido Decreto-Lei, e merce da incidencia da regra de direito internacional &quot;rebus sic stantibus&quot;, estava ja excluida da ordem interna a clausula sobre a taxa de juros de mora dos referidos Titulos internacionalmente aceite pelo Estado portugues, e extinto o consequente compromisso por este assumido no plano internacional, restando intocada, por &quot;divisibilidade&quot; da mesma clausula, a parte restante da Conven\u00e7\u00e3o. V &#8211; O artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, enquanto aos mencionados titulos se reporta, n\u00e3o contraria qualquer norma internacional convencional e nenhum vicio de inconstitucionalidade lhe pode, nessa medida, ser atribuido.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/641bf82734118e668025682d0064bb7f?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: PROCESSO CONSTITUCIONAL. I &#8211; Em caso de concorrencia dos vicios de inconstitucionalidade e de ilegalidade, o Tribunal Constitucional e competente se o vicio predominante for o de inconstitucionalidade; se prevalecer o de ilegalidade, so o sera se norma especial lhe atribuir competencia para o seu conhecimento. II &#8211; A Lei Uniforme sobre Letras e Livran\u00e7as tem a natureza de direito internacional convencional e n\u00e3o simplesmente a natureza de direito interno. III &#8211; O artigo 13 do Anexo II a Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, de 7 de Junho de 1930, contem uma &#8220;clausula de reserva&#8221;, de que o Estado Portugues n\u00e3o usou no momento da ratifica\u00e7\u00e3o, pelo que o artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, na parte em que, com recep\u00e7\u00e3o do disposto no n. 1 da Portaria n. 581\/83, de 18 de Maio, elevou a taxa de juros de mora de titulos cambiarios, esta em substancial oposi\u00e7\u00e3o aos artigos 48, n. 2, e 49, n. 3, da Lei Uniforme. IV &#8211; Contudo, as circunstancias facticas e juridicas existentes a data da assun\u00e7\u00e3o, pelo Estado Portugues, da obriga\u00e7\u00e3o concretizada nesses preceitos da Lei Uniforme quanto aos &#8220;titulos cambiarios passados e pagaveis em territorio portugues&#8221; (estabilidade inflaccionaria; taxa legal de juros de mora anual de 6 por cento nas obriga\u00e7\u00f5es civis e comerciais), estavam profundamente alteradas na epoca da publica\u00e7\u00e3o do Decreto-Lei n. 262\/83 (inflac\u00e7\u00e3o agravada, atingindo taxas anuais de 20 por cento; taxa legal de juros de mora elevando-se para 15 por cento em 1980 e para 23 por cento em 1983), altera\u00e7\u00e3o que importou a transforma\u00e7\u00e3o radical da dimens\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o em causa. Por isso, aquando da entrada em vigor do aludido Decreto-Lei, e merce da incidencia da regra de direito internacional &#8220;rebus sic stantibus&#8221;, estava ja excluida da ordem interna a clausula sobre a taxa de juros de mora dos referidos Titulos internacionalmente aceite pelo Estado portugues, e extinto o consequente compromisso por este assumido no plano internacional, restando intocada, por &#8220;divisibilidade&#8221; da mesma clausula, a parte restante da Conven\u00e7\u00e3o. V &#8211; O artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, enquanto aos mencionados titulos se reporta, n\u00e3o contraria qualquer norma internacional convencional e nenhum vicio de inconstitucionalidade lhe pode, nessa medida, ser atribuido.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":[],"kji_country":[7762],"kji_court":[135460],"kji_chamber":[],"kji_year":[135461],"kji_subject":[7660],"kji_keyword":[107296,57742,14172,131413,135528],"kji_language":[7770],"class_list":["post-1077631","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-tribunal-constitucional-ate-1998","kji_year-135461","kji_subject-constitutionnel","kji_keyword-decreto-lei","kji_keyword-internacional","kji_keyword-juros","kji_keyword-portugues","kji_keyword-titulos","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.9 (Yoast SEO v27.9) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: PROCESSO CONSTITUCIONAL. I - Em caso de concorrencia dos vicios de inconstitucionalidade e de ilegalidade, o Tribunal Constitucional e competente se o vicio predominante for o de inconstitucionalidade; se prevalecer o de ilegalidade, so o sera se norma especial lhe atribuir competencia para o seu conhecimento. II - A Lei Uniforme sobre Letras e Livran\u00e7as tem a natureza de direito internacional convencional e n\u00e3o simplesmente a natureza de direito interno. III - O artigo 13 do Anexo II a Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, de 7 de Junho de 1930, contem uma &quot;clausula de reserva&quot;, de que o Estado Portugues n\u00e3o usou no momento da ratifica\u00e7\u00e3o, pelo que o artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, na parte em que, com recep\u00e7\u00e3o do disposto no n. 1 da Portaria n. 581\/83, de 18 de Maio, elevou a taxa de juros de mora de titulos cambiarios, esta em substancial oposi\u00e7\u00e3o aos artigos 48, n. 2, e 49, n. 3, da Lei Uniforme. IV - Contudo, as circunstancias facticas e juridicas existentes a data da assun\u00e7\u00e3o, pelo Estado Portugues, da obriga\u00e7\u00e3o concretizada nesses preceitos da Lei Uniforme quanto aos &quot;titulos cambiarios passados e pagaveis em territorio portugues&quot; (estabilidade inflaccionaria; taxa legal de juros de mora anual de 6 por cento nas obriga\u00e7\u00f5es civis e comerciais), estavam profundamente alteradas na epoca da publica\u00e7\u00e3o do Decreto-Lei n. 262\/83 (inflac\u00e7\u00e3o agravada, atingindo taxas anuais de 20 por cento; taxa legal de juros de mora elevando-se para 15 por cento em 1980 e para 23 por cento em 1983), altera\u00e7\u00e3o que importou a transforma\u00e7\u00e3o radical da dimens\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o em causa. Por isso, aquando da entrada em vigor do aludido Decreto-Lei, e merce da incidencia da regra de direito internacional &quot;rebus sic stantibus&quot;, estava ja excluida da ordem interna a clausula sobre a taxa de juros de mora dos referidos Titulos internacionalmente aceite pelo Estado portugues, e extinto o consequente compromisso por este assumido no plano internacional, restando intocada, por &quot;divisibilidade&quot; da mesma clausula, a parte restante da Conven\u00e7\u00e3o. V - O artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, enquanto aos mencionados titulos se reporta, n\u00e3o contraria qualquer norma internacional convencional e nenhum vicio de inconstitucionalidade lhe pode, nessa medida, ser atribuido.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"2 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-06-12T06:44:05+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/05\\\/Logo-Kohen-1000.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/05\\\/Logo-Kohen-1000.webp\",\"width\":1000,\"height\":1000,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/","og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15","og_description":"Relator: PROCESSO CONSTITUCIONAL. I - Em caso de concorrencia dos vicios de inconstitucionalidade e de ilegalidade, o Tribunal Constitucional e competente se o vicio predominante for o de inconstitucionalidade; se prevalecer o de ilegalidade, so o sera se norma especial lhe atribuir competencia para o seu conhecimento. II - A Lei Uniforme sobre Letras e Livran\u00e7as tem a natureza de direito internacional convencional e n\u00e3o simplesmente a natureza de direito interno. III - O artigo 13 do Anexo II a Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, de 7 de Junho de 1930, contem uma \"clausula de reserva\", de que o Estado Portugues n\u00e3o usou no momento da ratifica\u00e7\u00e3o, pelo que o artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, na parte em que, com recep\u00e7\u00e3o do disposto no n. 1 da Portaria n. 581\/83, de 18 de Maio, elevou a taxa de juros de mora de titulos cambiarios, esta em substancial oposi\u00e7\u00e3o aos artigos 48, n. 2, e 49, n. 3, da Lei Uniforme. IV - Contudo, as circunstancias facticas e juridicas existentes a data da assun\u00e7\u00e3o, pelo Estado Portugues, da obriga\u00e7\u00e3o concretizada nesses preceitos da Lei Uniforme quanto aos \"titulos cambiarios passados e pagaveis em territorio portugues\" (estabilidade inflaccionaria; taxa legal de juros de mora anual de 6 por cento nas obriga\u00e7\u00f5es civis e comerciais), estavam profundamente alteradas na epoca da publica\u00e7\u00e3o do Decreto-Lei n. 262\/83 (inflac\u00e7\u00e3o agravada, atingindo taxas anuais de 20 por cento; taxa legal de juros de mora elevando-se para 15 por cento em 1980 e para 23 por cento em 1983), altera\u00e7\u00e3o que importou a transforma\u00e7\u00e3o radical da dimens\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o em causa. Por isso, aquando da entrada em vigor do aludido Decreto-Lei, e merce da incidencia da regra de direito internacional \"rebus sic stantibus\", estava ja excluida da ordem interna a clausula sobre a taxa de juros de mora dos referidos Titulos internacionalmente aceite pelo Estado portugues, e extinto o consequente compromisso por este assumido no plano internacional, restando intocada, por \"divisibilidade\" da mesma clausula, a parte restante da Conven\u00e7\u00e3o. V - O artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, enquanto aos mencionados titulos se reporta, n\u00e3o contraria qualquer norma internacional convencional e nenhum vicio de inconstitucionalidade lhe pode, nessa medida, ser atribuido.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"2 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-12T06:44:05+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0226-1986-10-15\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0226 \u2013 1986-10-15"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Logo-Kohen-1000.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Logo-Kohen-1000.webp","width":1000,"height":1000,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/1077631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1077631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=1077631"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=1077631"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=1077631"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=1077631"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=1077631"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=1077631"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=1077631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}