{"id":1078253,"date":"2026-06-12T10:40:30","date_gmt":"2026-06-12T08:40:30","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/"},"modified":"2026-06-12T10:40:30","modified_gmt":"2026-06-12T08:40:30","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0030 \u2013 1987-01-28"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: TRIBUNAL ARBITRAL. I &#8211; A &quot;comiss\u00e3o arbitral&quot; prevista no artigo 49 das Condi\u00e7\u00f5es Gerais de Venda de Energia Electrica em Alta Tens\u00e3o, anexas ao Decreto-Lei n. 43335, de 19 de Novembro de 1960, na redac\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, de 28 de Julho, configura-se como um tribunal arbitral necessario. II &#8211; Quer face ao texto primitivo da Constitui\u00e7\u00e3o, quer face ao texto revisto em 1982, eram e s\u00e3o admissiveis os tribunais arbitrais necessarios. III &#8211; Na aprecia\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es de constitucionalidade que lhe s\u00e3o postas, e respeitado que seja o objecto do processo (definido pela norma ou normas em causa), n\u00e3o tem o Tribunal Constitucional de confinar-se ao alegado pelas partes, mas antes lhe e licito aborda-las igualmente, ou ate preferencialmente, por outros angulos. IV &#8211; Independentemente da posi\u00e7\u00e3o que se adopte quanto a inclus\u00e3o &quot;directa&quot; da materia relativa a organiza\u00e7\u00e3o e competencia dos tribunais arbitrais na reserva de competencia legislativa da Assembleia da Republica, sempre havera de entender-se que tal reserva (constante da alinea j) do artigo 167 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o e hoje da alinea q) do n. 1 do artigo 168) n\u00e3o pode deixar de operar sempre que essa legisla\u00e7\u00e3o afecte ou contenda com a defini\u00e7\u00e3o da competenciua dos tribunais estaduais, naquele nivel ou grau em que tal defini\u00e7\u00e3o entre na reserva parlamentar. V &#8211; E o que se verifica com a nova redac\u00e7\u00e3o dada ao citado artigo 49 pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, pelo que esta ultima norma, emitida pelo Governo sem autoriza\u00e7\u00e3o parlamentar, e organicamente inconstitucional. VI &#8211; A interpreta\u00e7\u00e3o autentica &#8211; isto e, a fixa\u00e7\u00e3o obrigatoria (para todos os operadores juridicos) do sentido de uma norma, feita pelo &quot;legislador&quot; -integra o proprio exercicio da fun\u00e7\u00e3o normativa, e, portanto, tratando-se de leis em sentido formal, da fun\u00e7\u00e3o legislativa; assim, so tem legitimidade para tal interpreta\u00e7\u00e3o o org\u00e3o que detem competencia para, &quot;ab initio&quot;, produzi-la; o que significa que, em se tratando de normas que versem sobre materia da competencia reservada da Assembleia da Republica, so esta, ou o Governo por ela autorizado, podem interpreta-las autenticamente. VII &#8211; Assim, a entender-se que o artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82 se tera limitado, nalguns aspectos da regulamenta\u00e7\u00e3o do artigo 49, a fazer interpreta\u00e7\u00e3o autentica deste, uma vez que as materias versadas por esse artigo se encontram abrangidos pela reserva de competencia legislativa parlamentar, for\u00e7oso e concluir pela inconstitucionalidade organica do citado artigo 1. VIII &#8211; Concluindo-se pela inconstitucionalidade de todo o preceito, desnecessario se torna averiguar se o mesmo, em alguns aspectos parcelares e especificos do regime juridico que define, contraria tambem substantivamente a Constitui\u00e7\u00e3o, porque, ainda quando viesse a responder-se afirmativamente a essa quest\u00e3o, tal resposta em nada adiantaria a decis\u00e3o do recurso.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/e924bfe6830eb5828025682d00648704?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: TRIBUNAL ARBITRAL. I &#8211; A &#8220;comiss\u00e3o arbitral&#8221; prevista no artigo 49 das Condi\u00e7\u00f5es Gerais de Venda de Energia Electrica em Alta Tens\u00e3o, anexas ao Decreto-Lei n. 43335, de 19 de Novembro de 1960, na redac\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, de 28 de Julho, configura-se como um tribunal arbitral necessario. II &#8211; Quer face ao texto primitivo da Constitui\u00e7\u00e3o, quer face ao texto revisto em 1982, eram e s\u00e3o admissiveis os tribunais arbitrais necessarios. III &#8211; Na aprecia\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es de constitucionalidade que lhe s\u00e3o postas, e respeitado que seja o objecto do processo (definido pela norma ou normas em causa), n\u00e3o tem o Tribunal Constitucional de confinar-se ao alegado pelas partes, mas antes lhe e licito aborda-las igualmente, ou ate preferencialmente, por outros angulos. 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VI &#8211; A interpreta\u00e7\u00e3o autentica &#8211; isto e, a fixa\u00e7\u00e3o obrigatoria (para todos os operadores juridicos) do sentido de uma norma, feita pelo &#8220;legislador&#8221; -integra o proprio exercicio da fun\u00e7\u00e3o normativa, e, portanto, tratando-se de leis em sentido formal, da fun\u00e7\u00e3o legislativa; assim, so tem legitimidade para tal interpreta\u00e7\u00e3o o org\u00e3o que detem competencia para, &#8220;ab initio&#8221;, produzi-la; o que significa que, em se tratando de normas que versem sobre materia da competencia reservada da Assembleia da Republica, so esta, ou o Governo por ela autorizado, podem interpreta-las autenticamente. 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IV - Independentemente da posi\u00e7\u00e3o que se adopte quanto a inclus\u00e3o &quot;directa&quot; da materia relativa a organiza\u00e7\u00e3o e competencia dos tribunais arbitrais na reserva de competencia legislativa da Assembleia da Republica, sempre havera de entender-se que tal reserva (constante da alinea j) do artigo 167 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o e hoje da alinea q) do n. 1 do artigo 168) n\u00e3o pode deixar de operar sempre que essa legisla\u00e7\u00e3o afecte ou contenda com a defini\u00e7\u00e3o da competenciua dos tribunais estaduais, naquele nivel ou grau em que tal defini\u00e7\u00e3o entre na reserva parlamentar. V - E o que se verifica com a nova redac\u00e7\u00e3o dada ao citado artigo 49 pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, pelo que esta ultima norma, emitida pelo Governo sem autoriza\u00e7\u00e3o parlamentar, e organicamente inconstitucional. VI - A interpreta\u00e7\u00e3o autentica - isto e, a fixa\u00e7\u00e3o obrigatoria (para todos os operadores juridicos) do sentido de uma norma, feita pelo &quot;legislador&quot; -integra o proprio exercicio da fun\u00e7\u00e3o normativa, e, portanto, tratando-se de leis em sentido formal, da fun\u00e7\u00e3o legislativa; assim, so tem legitimidade para tal interpreta\u00e7\u00e3o o org\u00e3o que detem competencia para, &quot;ab initio&quot;, produzi-la; o que significa que, em se tratando de normas que versem sobre materia da competencia reservada da Assembleia da Republica, so esta, ou o Governo por ela autorizado, podem interpreta-las autenticamente. VII - Assim, a entender-se que o artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82 se tera limitado, nalguns aspectos da regulamenta\u00e7\u00e3o do artigo 49, a fazer interpreta\u00e7\u00e3o autentica deste, uma vez que as materias versadas por esse artigo se encontram abrangidos pela reserva de competencia legislativa parlamentar, for\u00e7oso e concluir pela inconstitucionalidade organica do citado artigo 1. VIII - Concluindo-se pela inconstitucionalidade de todo o preceito, desnecessario se torna averiguar se o mesmo, em alguns aspectos parcelares e especificos do regime juridico que define, contraria tambem substantivamente a Constitui\u00e7\u00e3o, porque, ainda quando viesse a responder-se afirmativamente a essa quest\u00e3o, tal resposta em nada adiantaria a decis\u00e3o do recurso.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"3 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0030 \u2013 1987-01-28 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-06-12T08:40:30+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0030 \u2013 1987-01-28\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/en\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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VI - A interpreta\u00e7\u00e3o autentica - isto e, a fixa\u00e7\u00e3o obrigatoria (para todos os operadores juridicos) do sentido de uma norma, feita pelo \"legislador\" -integra o proprio exercicio da fun\u00e7\u00e3o normativa, e, portanto, tratando-se de leis em sentido formal, da fun\u00e7\u00e3o legislativa; assim, so tem legitimidade para tal interpreta\u00e7\u00e3o o org\u00e3o que detem competencia para, \"ab initio\", produzi-la; o que significa que, em se tratando de normas que versem sobre materia da competencia reservada da Assembleia da Republica, so esta, ou o Governo por ela autorizado, podem interpreta-las autenticamente. VII - Assim, a entender-se que o artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82 se tera limitado, nalguns aspectos da regulamenta\u00e7\u00e3o do artigo 49, a fazer interpreta\u00e7\u00e3o autentica deste, uma vez que as materias versadas por esse artigo se encontram abrangidos pela reserva de competencia legislativa parlamentar, for\u00e7oso e concluir pela inconstitucionalidade organica do citado artigo 1. VIII - Concluindo-se pela inconstitucionalidade de todo o preceito, desnecessario se torna averiguar se o mesmo, em alguns aspectos parcelares e especificos do regime juridico que define, contraria tambem substantivamente a Constitui\u00e7\u00e3o, porque, ainda quando viesse a responder-se afirmativamente a essa quest\u00e3o, tal resposta em nada adiantaria a decis\u00e3o do recurso.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"3 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0030 \u2013 1987-01-28 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-12T08:40:30+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0030-1987-01-28\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0030 \u2013 1987-01-28"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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