{"id":1078504,"date":"2026-06-12T11:36:59","date_gmt":"2026-06-12T09:36:59","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25\/"},"modified":"2026-06-12T11:36:59","modified_gmt":"2026-06-12T09:36:59","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0026 \u2013 1987-02-25"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: TRIBUNAL ARBITRAL. I &#8211; A &quot;comiss\u00e3o arbitral&quot; prevista no artigo 49 das Condi\u00e7\u00f5es Gerais de Venda de Energia Electrica em Alta Tens\u00e3o, anexas ao Decreto-Lei n. 43335, de 19 de Novembro de 1960, na redac\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, de 22 de Julho, configura-se como um tribunal arbitral necessario. II &#8211; Quer face ao texto primitivo da Constitui\u00e7\u00e3o, quer face ao texto revisto em 1982, eram e s\u00e3o admissiveis os tribunais arbitrais necessarios. III &#8211; Independentemente da posi\u00e7\u00e3o que se adopte quanto a inclus\u00e3o &quot;directa&quot; da materia relativa a organiza\u00e7\u00e3o e competencia dos tribunais arbitrais na reserva de competencia legislativa da Assembleia da Republica, sempre havera de entender-se que tal reserva (constante da alinea j) do artigo 167 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o e hoje da alinea q) do n. 1 do artigo 168) n\u00e3o pode deixar de operar sempre que essa legisla\u00e7\u00e3o afecte ou contenda com a defini\u00e7\u00e3o da competencia dos tribunais estaduais naquele nivel ou grau em que tal defini\u00e7\u00e3o entra na reserva parlamentar. IV &#8211; E o que se verifica com a nova redac\u00e7\u00e3o dada ao citado artigo 49 pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, pelo que esta ultima norma, emitida pelo Governo sem autoriza\u00e7\u00e3o parlamentar, e organicamente inconstitucional. V &#8211; A interpreta\u00e7\u00e3o autentica &#8211; isto e, a fixa\u00e7\u00e3o obrigatoria (para todos os operadores juridicos) do sentido de uma norma, feita pelo &quot;legislador&quot; &#8211; integra o proprio exercicio da fun\u00e7\u00e3o normativa, e, portanto, tratando-se de leis em sentido formal, da fun\u00e7\u00e3o legislativa; assim, so tem legitimidade para tal interpreta\u00e7\u00e3o o org\u00e3o que detem competencia para, &quot;ab initio&quot;, produzi-la, o que significa que, em se tratando de normas que versam sobre materia da competencia reservada da Assembleia da Republica, so esta, ou o Governo por ela autorizado, podem interpreta- -las autenticamente. VI &#8211; Assim, a entender-se que o artigo 1 do Decreto-Lei n. 269\/82, se tera limitado, nalguns aspectos da regulamenta\u00e7\u00e3o do artigo 49, a fazer interpreta\u00e7\u00e3o autentica deste, uma vez que as materias versadas por esse artigo se encontram abrangidas pela reserva de competencia legislativa parlamentar, for\u00e7oso e concluir pela inconstitucionalidade organica do citado artigo 1. VII &#8211; As normas legislativas emitidas para dar execu\u00e7\u00e3o a uma previa &quot;lei de bases&quot; n\u00e3o perdem o caracter &quot;legislativo&quot;, n\u00e3o podendo, pois, atribuir-se-lhes natureza regulamentar. Assim, n\u00e3o tem natureza regulamentar o Decreto-Lei n. 296\/82, tal como o Decreto-Lei n. 43335, que veio alterar, emitidos ambos no quadro da &quot;lei de bases&quot; que era a &quot;Lei de Electrifica\u00e7\u00e3o do Pais&quot; (Lei n. 2002, de 26 de Dezembro de 1944). VIII &#8211; Uma &quot;lei de bases&quot; produzida na vigencia da Constitui\u00e7\u00e3o de 1933, dentro do respectivo esquema de reparti\u00e7\u00e3o de competencia e do correspondente quadro de legitimidade, n\u00e3o pode &quot;transpor-se&quot; para um outro dominio constitucional, como o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1976, com um esquema de reparti\u00e7\u00e3o de competencias e um quadro de legitimidade radicalmente diversos, e valer ai como habilita\u00e7\u00e3o bastante para o Governo legislar em materia de reserva relativa da Assembleia da Republica n\u00e3o limitada as &quot;bases do respectivo regime&quot;.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/343284eff158ff478025682d00648714?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: TRIBUNAL ARBITRAL. I &#8211; A &#8220;comiss\u00e3o arbitral&#8221; prevista no artigo 49 das Condi\u00e7\u00f5es Gerais de Venda de Energia Electrica em Alta Tens\u00e3o, anexas ao Decreto-Lei n. 43335, de 19 de Novembro de 1960, na redac\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, de 22 de Julho, configura-se como um tribunal arbitral necessario. II &#8211; Quer face ao texto primitivo da Constitui\u00e7\u00e3o, quer face ao texto revisto em 1982, eram e s\u00e3o admissiveis os tribunais arbitrais necessarios. III &#8211; Independentemente da posi\u00e7\u00e3o que se adopte quanto a inclus\u00e3o &#8220;directa&#8221; da materia relativa a organiza\u00e7\u00e3o e competencia dos tribunais arbitrais na reserva de competencia legislativa da Assembleia da Republica, sempre havera de entender-se que tal reserva (constante da alinea j) do artigo 167 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o e hoje da alinea q) do n. 1 do artigo 168) n\u00e3o pode deixar de operar sempre que essa legisla\u00e7\u00e3o afecte ou contenda com a defini\u00e7\u00e3o da competencia dos tribunais estaduais naquele nivel ou grau em que tal defini\u00e7\u00e3o entra na reserva parlamentar. IV &#8211; E o que se verifica com a nova redac\u00e7\u00e3o dada ao citado artigo 49 pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, pelo que esta ultima norma, emitida pelo Governo sem autoriza\u00e7\u00e3o parlamentar, e organicamente inconstitucional. V &#8211; A interpreta\u00e7\u00e3o autentica &#8211; isto e, a fixa\u00e7\u00e3o obrigatoria (para todos os operadores juridicos) do sentido de uma norma, feita pelo &#8220;legislador&#8221; &#8211; integra o proprio exercicio da fun\u00e7\u00e3o normativa, e, portanto, tratando-se de leis em sentido formal, da fun\u00e7\u00e3o legislativa; assim, so tem legitimidade para tal interpreta\u00e7\u00e3o o org\u00e3o que detem competencia para, &#8220;ab initio&#8221;, produzi-la, o que significa que, em se tratando de normas que versam sobre materia da competencia reservada da Assembleia da Republica, so esta, ou o Governo por ela autorizado, podem interpreta- -las autenticamente. 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I - A \"comiss\u00e3o arbitral\" prevista no artigo 49 das Condi\u00e7\u00f5es Gerais de Venda de Energia Electrica em Alta Tens\u00e3o, anexas ao Decreto-Lei n. 43335, de 19 de Novembro de 1960, na redac\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, de 22 de Julho, configura-se como um tribunal arbitral necessario. II - Quer face ao texto primitivo da Constitui\u00e7\u00e3o, quer face ao texto revisto em 1982, eram e s\u00e3o admissiveis os tribunais arbitrais necessarios. III - Independentemente da posi\u00e7\u00e3o que se adopte quanto a inclus\u00e3o \"directa\" da materia relativa a organiza\u00e7\u00e3o e competencia dos tribunais arbitrais na reserva de competencia legislativa da Assembleia da Republica, sempre havera de entender-se que tal reserva (constante da alinea j) do artigo 167 da vers\u00e3o originaria da Constitui\u00e7\u00e3o e hoje da alinea q) do n. 1 do artigo 168) n\u00e3o pode deixar de operar sempre que essa legisla\u00e7\u00e3o afecte ou contenda com a defini\u00e7\u00e3o da competencia dos tribunais estaduais naquele nivel ou grau em que tal defini\u00e7\u00e3o entra na reserva parlamentar. IV - E o que se verifica com a nova redac\u00e7\u00e3o dada ao citado artigo 49 pelo artigo 1 do Decreto-Lei n. 296\/82, pelo que esta ultima norma, emitida pelo Governo sem autoriza\u00e7\u00e3o parlamentar, e organicamente inconstitucional. V - A interpreta\u00e7\u00e3o autentica - isto e, a fixa\u00e7\u00e3o obrigatoria (para todos os operadores juridicos) do sentido de uma norma, feita pelo \"legislador\" - integra o proprio exercicio da fun\u00e7\u00e3o normativa, e, portanto, tratando-se de leis em sentido formal, da fun\u00e7\u00e3o legislativa; assim, so tem legitimidade para tal interpreta\u00e7\u00e3o o org\u00e3o que detem competencia para, \"ab initio\", produzi-la, o que significa que, em se tratando de normas que versam sobre materia da competencia reservada da Assembleia da Republica, so esta, ou o Governo por ela autorizado, podem interpreta- -las autenticamente. VI - Assim, a entender-se que o artigo 1 do Decreto-Lei n. 269\/82, se tera limitado, nalguns aspectos da regulamenta\u00e7\u00e3o do artigo 49, a fazer interpreta\u00e7\u00e3o autentica deste, uma vez que as materias versadas por esse artigo se encontram abrangidas pela reserva de competencia legislativa parlamentar, for\u00e7oso e concluir pela inconstitucionalidade organica do citado artigo 1. VII - As normas legislativas emitidas para dar execu\u00e7\u00e3o a uma previa \"lei de bases\" n\u00e3o perdem o caracter \"legislativo\", n\u00e3o podendo, pois, atribuir-se-lhes natureza regulamentar. Assim, n\u00e3o tem natureza regulamentar o Decreto-Lei n. 296\/82, tal como o Decreto-Lei n. 43335, que veio alterar, emitidos ambos no quadro da \"lei de bases\" que era a \"Lei de Electrifica\u00e7\u00e3o do Pais\" (Lei n. 2002, de 26 de Dezembro de 1944). VIII - Uma \"lei de bases\" produzida na vigencia da Constitui\u00e7\u00e3o de 1933, dentro do respectivo esquema de reparti\u00e7\u00e3o de competencia e do correspondente quadro de legitimidade, n\u00e3o pode \"transpor-se\" para um outro dominio constitucional, como o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1976, com um esquema de reparti\u00e7\u00e3o de competencias e um quadro de legitimidade radicalmente diversos, e valer ai como habilita\u00e7\u00e3o bastante para o Governo legislar em materia de reserva relativa da Assembleia da Republica n\u00e3o limitada as \"bases do respectivo regime\".","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"3 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0026 \u2013 1987-02-25 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-12T09:36:59+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-85-0026-1987-02-25\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 85-0026 \u2013 1987-02-25"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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