{"id":1079783,"date":"2026-06-12T15:38:58","date_gmt":"2026-06-12T13:38:58","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22\/"},"modified":"2026-06-12T15:38:58","modified_gmt":"2026-06-12T13:38:58","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 86-0292 \u2013 1987-07-22"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: PROCESSO CONSTITUCIONAL. I &#8211; S\u00e3o tres os requisitos de admissibilidade do recurso previsto na alinea b) do n. 1 do artigo 70 da Lei n. 28\/82, de 15 de Novembro, correspondente a alinea b) do n. 1 do artigo 280 da Constitui\u00e7\u00e3o da Republica: (a) que se questione a constitucionalidade de uma ou varias &quot;normas&quot;, e n\u00e3o simplesmente de uma &quot;decis\u00e3o Judicial&quot;; (b) que essa norma ou normas hajam sido efectivamente &quot;aplicadas&quot; pela decis\u00e3o recorrida (ainda que de modo implicito), em termos de constituirem a sua mesma &quot;ratio decidendi&quot;, e n\u00e3o um qualquer seu &quot;obiter dictum&quot;; (c) que o recorrente haja suscitado uma tal quest\u00e3o de constitucionalidade &quot;durante o processo&quot;, ou seja, perante o tribunal recorrido e antes de esgotado o seu poder jurisdicional para conhecer da mesma quest\u00e3o. II &#8211; Quando se fala da inconstitucionalidade da interpreta\u00e7\u00e3o (v.g. da &quot; interpreta\u00e7\u00e3o das instancias&quot;), ha que averiguar se e apenas a &quot;decis\u00e3o&quot; judicial que, no fundo, se p\u00f5e em causa, ou antes, realmente, a interpreta\u00e7\u00e3o dada a uma certa &quot;norma&quot;, tal que se possa dizer que e a inconstitucionalidade desta norma, enquanto assim interpretada, que se questiona. III &#8211; Porque o reclamante, ao suscitar a quest\u00e3o de constitucionalidade, n\u00e3o o fez em termos que permitam estabelecer e identificar de forma minimamente clara a norma ou normas cuja interpreta\u00e7\u00e3o argui de contrarias a Constitui\u00e7\u00e3o, apenas a tendo identificado na reclama\u00e7\u00e3o para o Tribunal Constitucional do despacho que n\u00e3o admitiu o recurso para este Tribunal, ha-de concluir-se que falha o requisito da invoca\u00e7\u00e3o da inconstitucionalidade de uma norma, ou, pelo menos, que tal invoca\u00e7\u00e3o foi extemporanea, por n\u00e3o ter ocorrido durante o processo. IV &#8211; N\u00e3o e de afastar liminarmente o conhecimento do recurso quando a decis\u00e3o recorrida tenha aplicado a norma impugnada embora referida a um preceito diverso do invocado pelo reclamante. V &#8211; Referindo-se a norma impugnada a n\u00e3o presen\u00e7a do juiz de instru\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o de busca domiciliaria, quando tal presen\u00e7a n\u00e3o seja prescindida pelo dono da casa, uma vez que a decis\u00e3o recorrida n\u00e3o p\u00f5e em causa o principio da necessidade do consentimento do interessado na dispensa da presen\u00e7a do juiz, mas antes diverge do reclamante quanto a existencia, ou n\u00e3o, no caso, desse consentimento, por n\u00e3o exigir que seja dado por escrito, n\u00e3o e nessa parte admissivel o recurso, pois que questionar este &quot;entendimento&quot; da decis\u00e3o impugnada n\u00e3o e questionar a norma impugnada, mas unicamente a sua &quot;aplica\u00e7\u00e3o&quot;, ou seja, a respectiva &quot;decis\u00e3o judicial&quot;. VI &#8211; Esta-se perante a inconstitucionalidade de uma &quot;norma&quot;, e n\u00e3o apenas da &quot;decis\u00e3o&quot; que a aplicou, se o recorrente alegou a inconstitucionalidade &#8211; por viola\u00e7\u00e3o do artigo 32, n. 4, da Constitui\u00e7\u00e3o &#8211; da &quot; interpreta\u00e7\u00e3o&quot; de que o juiz de instru\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem de estar presente ao reconhecimento, acrescentando que &quot; a delega\u00e7\u00e3o prevista no artigo 159 do Codigo de Processo Penal n\u00e3o abrange quaisquer diligencias em que possam estar em causa os direitos, liberdades e garantias constitucionalmente consagradas&quot;, e o Supremo veio a entender que &quot;o reconhecimento n\u00e3o e, manifestamente, daqueles actos que, nos termos do artigo 159 do Codigo do Processo Penal, tem de ser presididos pelo juiz&quot;.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/eec8cdb00b96ca458025682d0064bc8a?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: PROCESSO CONSTITUCIONAL. 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II &#8211; Quando se fala da inconstitucionalidade da interpreta\u00e7\u00e3o (v.g. da &#8221; interpreta\u00e7\u00e3o das instancias&#8221;), ha que averiguar se e apenas a &#8220;decis\u00e3o&#8221; judicial que, no fundo, se p\u00f5e em causa, ou antes, realmente, a interpreta\u00e7\u00e3o dada a uma certa &#8220;norma&#8221;, tal que se possa dizer que e a inconstitucionalidade desta norma, enquanto assim interpretada, que se questiona. III &#8211; Porque o reclamante, ao suscitar a quest\u00e3o de constitucionalidade, n\u00e3o o fez em termos que permitam estabelecer e identificar de forma minimamente clara a norma ou normas cuja interpreta\u00e7\u00e3o argui de contrarias a Constitui\u00e7\u00e3o, apenas a tendo identificado na reclama\u00e7\u00e3o para o Tribunal Constitucional do despacho que n\u00e3o admitiu o recurso para este Tribunal, ha-de concluir-se que falha o requisito da invoca\u00e7\u00e3o da inconstitucionalidade de uma norma, ou, pelo menos, que tal invoca\u00e7\u00e3o foi extemporanea, por n\u00e3o ter ocorrido durante o processo. IV &#8211; N\u00e3o e de afastar liminarmente o conhecimento do recurso quando a decis\u00e3o recorrida tenha aplicado a norma impugnada embora referida a um preceito diverso do invocado pelo reclamante. V &#8211; Referindo-se a norma impugnada a n\u00e3o presen\u00e7a do juiz de instru\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o de busca domiciliaria, quando tal presen\u00e7a n\u00e3o seja prescindida pelo dono da casa, uma vez que a decis\u00e3o recorrida n\u00e3o p\u00f5e em causa o principio da necessidade do consentimento do interessado na dispensa da presen\u00e7a do juiz, mas antes diverge do reclamante quanto a existencia, ou n\u00e3o, no caso, desse consentimento, por n\u00e3o exigir que seja dado por escrito, n\u00e3o e nessa parte admissivel o recurso, pois que questionar este &#8220;entendimento&#8221; da decis\u00e3o impugnada n\u00e3o e questionar a norma impugnada, mas unicamente a sua &#8220;aplica\u00e7\u00e3o&#8221;, ou seja, a respectiva &#8220;decis\u00e3o judicial&#8221;. 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II - Quando se fala da inconstitucionalidade da interpreta\u00e7\u00e3o (v.g. da &quot; interpreta\u00e7\u00e3o das instancias&quot;), ha que averiguar se e apenas a &quot;decis\u00e3o&quot; judicial que, no fundo, se p\u00f5e em causa, ou antes, realmente, a interpreta\u00e7\u00e3o dada a uma certa &quot;norma&quot;, tal que se possa dizer que e a inconstitucionalidade desta norma, enquanto assim interpretada, que se questiona. III - Porque o reclamante, ao suscitar a quest\u00e3o de constitucionalidade, n\u00e3o o fez em termos que permitam estabelecer e identificar de forma minimamente clara a norma ou normas cuja interpreta\u00e7\u00e3o argui de contrarias a Constitui\u00e7\u00e3o, apenas a tendo identificado na reclama\u00e7\u00e3o para o Tribunal Constitucional do despacho que n\u00e3o admitiu o recurso para este Tribunal, ha-de concluir-se que falha o requisito da invoca\u00e7\u00e3o da inconstitucionalidade de uma norma, ou, pelo menos, que tal invoca\u00e7\u00e3o foi extemporanea, por n\u00e3o ter ocorrido durante o processo. IV - N\u00e3o e de afastar liminarmente o conhecimento do recurso quando a decis\u00e3o recorrida tenha aplicado a norma impugnada embora referida a um preceito diverso do invocado pelo reclamante. V - Referindo-se a norma impugnada a n\u00e3o presen\u00e7a do juiz de instru\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o de busca domiciliaria, quando tal presen\u00e7a n\u00e3o seja prescindida pelo dono da casa, uma vez que a decis\u00e3o recorrida n\u00e3o p\u00f5e em causa o principio da necessidade do consentimento do interessado na dispensa da presen\u00e7a do juiz, mas antes diverge do reclamante quanto a existencia, ou n\u00e3o, no caso, desse consentimento, por n\u00e3o exigir que seja dado por escrito, n\u00e3o e nessa parte admissivel o recurso, pois que questionar este &quot;entendimento&quot; da decis\u00e3o impugnada n\u00e3o e questionar a norma impugnada, mas unicamente a sua &quot;aplica\u00e7\u00e3o&quot;, ou seja, a respectiva &quot;decis\u00e3o judicial&quot;. 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I - S\u00e3o tres os requisitos de admissibilidade do recurso previsto na alinea b) do n. 1 do artigo 70 da Lei n. 28\/82, de 15 de Novembro, correspondente a alinea b) do n. 1 do artigo 280 da Constitui\u00e7\u00e3o da Republica: (a) que se questione a constitucionalidade de uma ou varias \"normas\", e n\u00e3o simplesmente de uma \"decis\u00e3o Judicial\"; (b) que essa norma ou normas hajam sido efectivamente \"aplicadas\" pela decis\u00e3o recorrida (ainda que de modo implicito), em termos de constituirem a sua mesma \"ratio decidendi\", e n\u00e3o um qualquer seu \"obiter dictum\"; (c) que o recorrente haja suscitado uma tal quest\u00e3o de constitucionalidade \"durante o processo\", ou seja, perante o tribunal recorrido e antes de esgotado o seu poder jurisdicional para conhecer da mesma quest\u00e3o. II - Quando se fala da inconstitucionalidade da interpreta\u00e7\u00e3o (v.g. da \" interpreta\u00e7\u00e3o das instancias\"), ha que averiguar se e apenas a \"decis\u00e3o\" judicial que, no fundo, se p\u00f5e em causa, ou antes, realmente, a interpreta\u00e7\u00e3o dada a uma certa \"norma\", tal que se possa dizer que e a inconstitucionalidade desta norma, enquanto assim interpretada, que se questiona. III - Porque o reclamante, ao suscitar a quest\u00e3o de constitucionalidade, n\u00e3o o fez em termos que permitam estabelecer e identificar de forma minimamente clara a norma ou normas cuja interpreta\u00e7\u00e3o argui de contrarias a Constitui\u00e7\u00e3o, apenas a tendo identificado na reclama\u00e7\u00e3o para o Tribunal Constitucional do despacho que n\u00e3o admitiu o recurso para este Tribunal, ha-de concluir-se que falha o requisito da invoca\u00e7\u00e3o da inconstitucionalidade de uma norma, ou, pelo menos, que tal invoca\u00e7\u00e3o foi extemporanea, por n\u00e3o ter ocorrido durante o processo. IV - N\u00e3o e de afastar liminarmente o conhecimento do recurso quando a decis\u00e3o recorrida tenha aplicado a norma impugnada embora referida a um preceito diverso do invocado pelo reclamante. V - Referindo-se a norma impugnada a n\u00e3o presen\u00e7a do juiz de instru\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o de busca domiciliaria, quando tal presen\u00e7a n\u00e3o seja prescindida pelo dono da casa, uma vez que a decis\u00e3o recorrida n\u00e3o p\u00f5e em causa o principio da necessidade do consentimento do interessado na dispensa da presen\u00e7a do juiz, mas antes diverge do reclamante quanto a existencia, ou n\u00e3o, no caso, desse consentimento, por n\u00e3o exigir que seja dado por escrito, n\u00e3o e nessa parte admissivel o recurso, pois que questionar este \"entendimento\" da decis\u00e3o impugnada n\u00e3o e questionar a norma impugnada, mas unicamente a sua \"aplica\u00e7\u00e3o\", ou seja, a respectiva \"decis\u00e3o judicial\". VI - Esta-se perante a inconstitucionalidade de uma \"norma\", e n\u00e3o apenas da \"decis\u00e3o\" que a aplicou, se o recorrente alegou a inconstitucionalidade - por viola\u00e7\u00e3o do artigo 32, n. 4, da Constitui\u00e7\u00e3o - da \" interpreta\u00e7\u00e3o\" de que o juiz de instru\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem de estar presente ao reconhecimento, acrescentando que \" a delega\u00e7\u00e3o prevista no artigo 159 do Codigo de Processo Penal n\u00e3o abrange quaisquer diligencias em que possam estar em causa os direitos, liberdades e garantias constitucionalmente consagradas\", e o Supremo veio a entender que \"o reconhecimento n\u00e3o e, manifestamente, daqueles actos que, nos termos do artigo 159 do Codigo do Processo Penal, tem de ser presididos pelo juiz\".","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"3 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 86-0292 \u2013 1987-07-22 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-12T13:38:58+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0292-1987-07-22\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 86-0292 \u2013 1987-07-22"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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