{"id":1080253,"date":"2026-06-12T17:26:15","date_gmt":"2026-06-12T15:26:15","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-83-0110-1987-10-27\/"},"modified":"2026-06-12T17:26:15","modified_gmt":"2026-06-12T15:26:15","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-83-0110-1987-10-27","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-83-0110-1987-10-27\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 83-0110 \u2013 1987-10-27"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: RESERVA RELATIVA DA COMPETENCIA LEGISLATIVA. I &#8211; O Tribunal Constitucional n\u00e3o se encontra vinculado, na forma\u00e7\u00e3o do seu juizo, pelas normas invocadas pelo requerente podendo alargar, se assim for imposto pelas circunstancias e pela natureza da materia, a analise subsequente a outras eventuais causas de inconstitucionalidade. II &#8211; O Governo pode aprovar actos normativos respeitantes a materias inscritas no ambito da competencia parlamentar desde que tais normas se limitem a retomar e reproduzir substancialmente o que ja constava de textos legais anteriores emanados do org\u00e3o de soberania competente. III &#8211; A reserva legislativa da Assembleia da Republica n\u00e3o e total, limitando-se aos aspectos substantivos do correspondente regime juridico, podendo o Governo legislar em aspectos que, pelo seu caracter adjectivo e neutral, em nada influenciam a sua dimens\u00e3o e intensidade reguladora. IV &#8211; A dimens\u00e3o real de todas as liberdades depende fundamentalmente das situa\u00e7\u00f5es sociais que permitem ou impedem o seu disfrute existencial como op\u00e7\u00f5es reais. V &#8211; Assim, a liberdade religiosa deve entender-se n\u00e3o como uma mera independencia mas como uma autentica situa\u00e7\u00e3o social. VI &#8211; Os principios constitucionais da separa\u00e7\u00e3o e da n\u00e3o confessionalidade implicam a neutralidade religiosa do Estado mas n\u00e3o ja o seu desconhecimento enquanto facto social. VII &#8211; A neutralidade estatal significa radical indiferen\u00e7a por toda a valora\u00e7\u00e3o religiosa do facto religioso mas n\u00e3o ja enquanto facto constitutivo de uma certa procura social devendo o Estado, em fun\u00e7\u00e3o dessa procura, assumir a obriga\u00e7\u00e3o de garantir a forma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento livre das consciencias. VIII &#8211; A Constitui\u00e7\u00e3o veda toda e qualquer orienta\u00e7\u00e3o religiosa do ensino publico, qualquer distin\u00e7\u00e3o injustificada entre igrejas e crentes das diversas religi\u00f5es, assim como proibe que as escolas publicas possam funcionar como agentes do ensino religioso. IX &#8211; N\u00e3o existe, porem, qualquer impedimento constitucional para o facto de as diversas igrejas ministrarem ou poderem ministrar, sob sua exclusiva responsabilidade, o ensino da religi\u00e3o nas escolas publicas incumbindo ate ao Estado para alem de um mero consentimento, o dever de proporcionar as diversas confiss\u00f5es o ensino das respectivas religi\u00f5es nas escolas publicas concedendo a todas elas um tratatamento afim, tendo em conta as circunstancias proprias de cada uma delas. X &#8211; Toda a liberdade de n\u00e3o fazer e violada quando se exige e imp\u00f5e um acto, um facere (a manifesta\u00e7\u00e3o de uma declara\u00e7\u00e3o de vontade) como condi\u00e7\u00e3o indispensavel e necessaria a sua usufrui\u00e7\u00e3o. XI &#8211; O exercicio dos direitos podera, eventualmente, estar dependente da pratica de um qualquer acto mas n\u00e3o ja o exercicio das liberdades, de uma liberdade de n\u00e3o fazer, sendo quanto a estas, de todo inaceitavel qualquer exigencia material que condicione a sua pratica e exercicio. XII &#8211; No principio constitucional da liberdade religiosa inscreve-se o direito de escolher livremente a confiss\u00e3o que se pretende professar ou em recusar qualquer confiss\u00e3o e o direito de guardar reserva pessoal sobre tal escolha mantendo-se indevassavel no foro intimo.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/c714b011e9a9676e8025682d0064bc98?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: RESERVA RELATIVA DA COMPETENCIA LEGISLATIVA. 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IV - A dimens\u00e3o real de todas as liberdades depende fundamentalmente das situa\u00e7\u00f5es sociais que permitem ou impedem o seu disfrute existencial como op\u00e7\u00f5es reais. V - Assim, a liberdade religiosa deve entender-se n\u00e3o como uma mera independencia mas como uma autentica situa\u00e7\u00e3o social. VI - Os principios constitucionais da separa\u00e7\u00e3o e da n\u00e3o confessionalidade implicam a neutralidade religiosa do Estado mas n\u00e3o ja o seu desconhecimento enquanto facto social. VII - A neutralidade estatal significa radical indiferen\u00e7a por toda a valora\u00e7\u00e3o religiosa do facto religioso mas n\u00e3o ja enquanto facto constitutivo de uma certa procura social devendo o Estado, em fun\u00e7\u00e3o dessa procura, assumir a obriga\u00e7\u00e3o de garantir a forma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento livre das consciencias. VIII - A Constitui\u00e7\u00e3o veda toda e qualquer orienta\u00e7\u00e3o religiosa do ensino publico, qualquer distin\u00e7\u00e3o injustificada entre igrejas e crentes das diversas religi\u00f5es, assim como proibe que as escolas publicas possam funcionar como agentes do ensino religioso. IX - N\u00e3o existe, porem, qualquer impedimento constitucional para o facto de as diversas igrejas ministrarem ou poderem ministrar, sob sua exclusiva responsabilidade, o ensino da religi\u00e3o nas escolas publicas incumbindo ate ao Estado para alem de um mero consentimento, o dever de proporcionar as diversas confiss\u00f5es o ensino das respectivas religi\u00f5es nas escolas publicas concedendo a todas elas um tratatamento afim, tendo em conta as circunstancias proprias de cada uma delas. 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X - Toda a liberdade de n\u00e3o fazer e violada quando se exige e imp\u00f5e um acto, um facere (a manifesta\u00e7\u00e3o de uma declara\u00e7\u00e3o de vontade) como condi\u00e7\u00e3o indispensavel e necessaria a sua usufrui\u00e7\u00e3o. XI - O exercicio dos direitos podera, eventualmente, estar dependente da pratica de um qualquer acto mas n\u00e3o ja o exercicio das liberdades, de uma liberdade de n\u00e3o fazer, sendo quanto a estas, de todo inaceitavel qualquer exigencia material que condicione a sua pratica e exercicio. 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