{"id":1080275,"date":"2026-06-12T17:32:48","date_gmt":"2026-06-12T15:32:48","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0224-1987-11-04\/"},"modified":"2026-06-12T17:32:48","modified_gmt":"2026-06-12T15:32:48","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0224-1987-11-04","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-86-0224-1987-11-04\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 86-0224 \u2013 1987-11-04"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ADVOGADO. I &#8211; O Estado de Direito Democratico ha-de preocupar-se com proporcionar a todos os meios concretos do exercicio do direito de acesso aos tribunais, providenciando para que os litigantes carecidos de meios economicos para a demanda se n\u00e3o vejam, por esse facto, impedidos de defender em juizo os seus direitos, nem t\u00e3o pouco sejam colocados em situa\u00e7\u00e3o de inferioridade perante a contra- -parte com capacidade economica. II &#8211; O Estado, para assegurar aos cidad\u00e3os o exercicio do direito de acesso aos tribunais, tem, desde logo, que profissionais do foro lhes prestem a necessaria assistencia na condu\u00e7\u00e3o do pleito. III &#8211; Quando a dificuldade ou a impossibilidade de conseguir um advogado que patrocine a causa resulte da falta de meios economicos para pagar os respectivos honorarios, o Estado pode acudir a essa situa\u00e7\u00e3o instituindo um servi\u00e7o de advogados &quot;publicos&quot;, a quem cometa o encargo de, em determinadas condi\u00e7\u00f5es, patrocionar as causas de pessoas economicamente carenciadas. IV &#8211; A liberdade de escolha de profiss\u00e3o n\u00e3o impede que a lei regulamente o exercicio de determinadas profiss\u00f5es, designadamente fazendo exigencias que sejam impostas pelo interesse colectivo ou inerentes a sua propria capacidade. V &#8211; Aqueles a quem a lei confere o monopolio do exercicio do mandato forense s\u00e3o, juntamente com o Estado, corresponsaveis pelo cumprimento do dever social de assegurar aos cidad\u00e3os o gozo do direito a protec\u00e7\u00e3o juridica, designadamente mediante o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o excepcional de patrocinarem oficiosamente os beneficiarios de assistencia judiciaria, recebendo os honorarios fixados pelo juiz da causa ou acabando, mesmo, por trabalhar gratuitamente. VI &#8211; Dado o caracter excepcional que, no contexto global da sua actividade profissional, assume, para os advogados, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os aos beneficiarios de assistencia judiciaria, gratuita ou de remunera\u00e7\u00e3o problematica, ela n\u00e3o e susceptivel de comprometer o respectivo status economico e juridico, pois que deixa intocado o nucleo essencial do direito a justa remunera\u00e7\u00e3o do trabalho. VII &#8211; A obriga\u00e7\u00e3o imposta aos advogados do patrocinio oficioso aos beneficiarios de assistencia judiciaria n\u00e3o viola o principio da igualdade, uma vez que a distin\u00e7\u00e3o que implica entre advogados e outros profissionais liberais n\u00e3o se mostre arbitraria ou sem fundamento material bastante.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/41d94b05bb4359908025682d0064bc9d?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ADVOGADO. 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