{"id":1080305,"date":"2026-06-12T17:34:48","date_gmt":"2026-06-12T15:34:48","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06\/"},"modified":"2026-06-12T17:34:48","modified_gmt":"2026-06-12T15:34:48","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 87-0216 \u2013 1988-01-06"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: DIREITO INTERNACIONAL CONVENCIONAL. I &#8211; Face a coexistencia de causas de invalidade do acto normativo, ha que destrin\u00e7ar, do ponto de vista da Constitui\u00e7\u00e3o, o vicio que, por mais relevante, consome o menos relevante. II &#8211; Concorrendo o vicio da inconstitucionalidade e da ilegalidade, na hipotese de se verificar violado preceito de direito internacional convencional e o principio constitucional de primazia daquele direito, nada justifica que n\u00e3o se aplique a regra que da prevalencia ao vicio da inconstitucionalidade que, por mais grave, consome, por menos grave, o da ilegalidade. III &#8211; Registando-se, assim, nesta hipotese, uma situa\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, e o Tribunal Constitucional competente para conhecer da quest\u00e3o suscitada no processo. IV &#8211; A LULL, porque consubstanciando um modelo normativo derivado de acordo interestadual e determinado pela Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, constitui, ela propria, direito internacional convencional, pelo que a oposi\u00e7\u00e3o entre uma norma produzida pelo direito interno e uma norma constante daquela lei, determine inconstitucionalidade, dada a primazia do direito internacional pacticio, consagrada constitucionalmente. V &#8211; So ao abrigo de uma clausula de reserva e de estipula\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o que consentisse o acto unilateral de reserva, podia o Estado portugues, atraves do Decreto- Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, modificar a materia de juros de mora das obriga\u00e7\u00f5es cambiarias, regulada na LULL, sem incorrer naquele vicio. VI &#8211; Pese embora o artigo 13 do Anexo II da Conven\u00e7\u00e3o de Genebra sobre letras e livran\u00e7as ter consagrado essa clausula de reserva e o referido consentimento, ele n\u00e3o permite, contudo, so por isso, proceder a tal altera\u00e7\u00e3o, ja que se tornaria necessario ainda deduzir essa reserva no acto da ratifica\u00e7\u00e3o ou da ades\u00e3o. VII &#8211; N\u00e3o o tendo feito, apenas mediante a cessa\u00e7\u00e3o da vigencia na ordem interna dos preceitos da LULL, que dispunham sobre a materia, se tornaria possivel proceder a modifica\u00e7\u00e3o operada. VIII &#8211; Tendo-se essa cessa\u00e7\u00e3o produzido pela verifica\u00e7\u00e3o das condicionantes que regem a regra &quot;rebus sic stantibus&quot;, tida como norma costumeira internacional, extinguiu-se o compromisso internacional assumido pelo Estado portugues. IX &#8211; E, porque Portugal invocou ja aquela regra e se registaram os requisitos que permitem a divisibilidade da clausula aceite pelo Estado portugues, ha que concluir estar este internacionalmente desvinculado da mesma, ao tempo do inicio da vigencia do Decreto-Lei n. 262\/83. X &#8211; Assim, o artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, no segmento normativo referente a letras passadas e pagaveis em Portugal, n\u00e3o contrariou qualquer norma internacional convencional, pelo que n\u00e3o e inconstitucional.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/2a60026eccd3f9358025682d0064bca8?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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VI - Pese embora o artigo 13 do Anexo II da Conven\u00e7\u00e3o de Genebra sobre letras e livran\u00e7as ter consagrado essa clausula de reserva e o referido consentimento, ele n\u00e3o permite, contudo, so por isso, proceder a tal altera\u00e7\u00e3o, ja que se tornaria necessario ainda deduzir essa reserva no acto da ratifica\u00e7\u00e3o ou da ades\u00e3o. VII - N\u00e3o o tendo feito, apenas mediante a cessa\u00e7\u00e3o da vigencia na ordem interna dos preceitos da LULL, que dispunham sobre a materia, se tornaria possivel proceder a modifica\u00e7\u00e3o operada. VIII - Tendo-se essa cessa\u00e7\u00e3o produzido pela verifica\u00e7\u00e3o das condicionantes que regem a regra &quot;rebus sic stantibus&quot;, tida como norma costumeira internacional, extinguiu-se o compromisso internacional assumido pelo Estado portugues. 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IX - E, porque Portugal invocou ja aquela regra e se registaram os requisitos que permitem a divisibilidade da clausula aceite pelo Estado portugues, ha que concluir estar este internacionalmente desvinculado da mesma, ao tempo do inicio da vigencia do Decreto-Lei n. 262\/83. X - Assim, o artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, no segmento normativo referente a letras passadas e pagaveis em Portugal, n\u00e3o contrariou qualquer norma internacional convencional, pelo que n\u00e3o e inconstitucional.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"2 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 87-0216 \u2013 1988-01-06 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-12T15:34:48+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-87-0216-1988-01-06\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 87-0216 \u2013 1988-01-06"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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