{"id":1084945,"date":"2026-06-13T05:46:35","date_gmt":"2026-06-13T03:46:35","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26\/"},"modified":"2026-06-13T05:46:35","modified_gmt":"2026-06-13T03:46:35","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 88-0304 \u2013 1989-01-26"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: DIREITO INTERNACIONAL CONVENCIONAL. I &#8211; Sempre que uma norma contrarie certo preceito ou determinado principio constitucional gera-se inconstitucionalidade. II &#8211; Assim, nos casos em que uma norma de grau inferior se op\u00f5e substancialmente a uma norma de grau superior, e se verifica desdobramento da regra constitucional definidora da escala normativa, ha inconstitucionalidade. III &#8211; E verdade que ent\u00e3o ha tambem ilegalidade, pelo que, face a concorrencia dos dois vicios, ha que destrin\u00e7ar qual o relevante, do ponto de vista da Constitui\u00e7\u00e3o: se o de inconstitucionalidade, o Tribunal Constitucional sera competente, por for\u00e7a do artigo 280, n. 1, da Constitui\u00e7\u00e3o; se for o de ilegalidade, so sera competente se norma especial lhe atribuir competencia para o efeito. IV &#8211; Tendo a desaplica\u00e7\u00e3o do artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, em articula\u00e7\u00e3o com o n. 1 da Portaria n. 581\/83, de 18 de Maio, e em articula\u00e7\u00e3o com o n. 1 da Portaria n. 339\/87, de 24 de Abril, tido como pressuposto, ao nivel da decis\u00e3o recorrida, a infrac\u00e7\u00e3o de norma de direito internacional pacticio e viola\u00e7\u00e3o do principio constitucional da primazia daquele direito, nada justifica que n\u00e3o se aplique a regra que da prevalencia ao vicio da inconstitucionalidade que, por mais grave, consome, por menos grave, o da ilegalidade. V &#8211; Registando-se, assim, nesta hipotese, uma situa\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, e o Tribunal Constitucional competente para conhecer do recurso. VI &#8211; A LULL, porque consubstanciando um modelo normativo derivado de acordo interestadual e determinado pela Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, constitui, ela propria, direito internacional, pelo que a oposi\u00e7\u00e3o entre uma norma produzida pelo direito interno e uma norma constante daquela Lei, determina inconstitucionalidade. VII &#8211; So ao abrigo de uma clausula de reserva e de estipula\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o que consentisse o acto unilateral de reserva, podia o Estado portugues, atraves do Decreto-Lei n. 262\/83, modificar a materia de juros de mora das obriga\u00e7\u00f5es cambiarias, regulada na LULL, sem incorrer naquele vicio. VIII &#8211; O artigo 13 do anexo II da Conven\u00e7\u00e3o de Genebra Sobre Letras e Livran\u00e7as, ao consagrar essa clausula de reserva e o referido assentimento, n\u00e3o permite, contudo, so por isso, proceder a tal altera\u00e7\u00e3o, ja que se tornaria necessario ainda deduzir essa reserva no acto da ratifica\u00e7\u00e3o ou da ades\u00e3o. IX &#8211; N\u00e3o o tendo feito, apenas mediante a cessa\u00e7\u00e3o da vigencia na ordem interna dos preceitos da LULL, que dispunham sobre a materia, se tornaria possivel proceder a modifica\u00e7\u00e3o operada. X &#8211; Tendo-se essa cessa\u00e7\u00e3o produzido pela realiza\u00e7\u00e3o das condicionantes que regem a regra rebus sic stantibus tida como norma costumeira internacional extinguiu-se o compromisso internacional, assumido pelo Estado portugues. XI &#8211; E, porque Portugal invocou ja aquela regra e se registaram os requisitos que permitem a divisibilidade da clausula aceite pelo Estado portugues, ha que concluir estar este internacionalmente desvinculado da mesma, ao tempo do inicio da vigencia do Decreto-Lei n. 262\/83. XII &#8211; Assim, o artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, no segmento normativo referente a letras passadas e pagaveis em Portugal, n\u00e3o contrariou qualquer norma internacional convencional, pelo que n\u00e3o e inconstitucional.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/613682f1de80284c8025682d00640ef3?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: DIREITO INTERNACIONAL CONVENCIONAL. I &#8211; Sempre que uma norma contrarie certo preceito ou determinado principio constitucional gera-se inconstitucionalidade. II &#8211; Assim, nos casos em que uma norma de grau inferior se op\u00f5e substancialmente a uma norma de grau superior, e se verifica desdobramento da regra constitucional definidora da escala normativa, ha inconstitucionalidade. 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IV &#8211; Tendo a desaplica\u00e7\u00e3o do artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, em articula\u00e7\u00e3o com o n. 1 da Portaria n. 581\/83, de 18 de Maio, e em articula\u00e7\u00e3o com o n. 1 da Portaria n. 339\/87, de 24 de Abril, tido como pressuposto, ao nivel da decis\u00e3o recorrida, a infrac\u00e7\u00e3o de norma de direito internacional pacticio e viola\u00e7\u00e3o do principio constitucional da primazia daquele direito, nada justifica que n\u00e3o se aplique a regra que da prevalencia ao vicio da inconstitucionalidade que, por mais grave, consome, por menos grave, o da ilegalidade. V &#8211; Registando-se, assim, nesta hipotese, uma situa\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, e o Tribunal Constitucional competente para conhecer do recurso. VI &#8211; A LULL, porque consubstanciando um modelo normativo derivado de acordo interestadual e determinado pela Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, constitui, ela propria, direito internacional, pelo que a oposi\u00e7\u00e3o entre uma norma produzida pelo direito interno e uma norma constante daquela Lei, determina inconstitucionalidade. VII &#8211; So ao abrigo de uma clausula de reserva e de estipula\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o que consentisse o acto unilateral de reserva, podia o Estado portugues, atraves do Decreto-Lei n. 262\/83, modificar a materia de juros de mora das obriga\u00e7\u00f5es cambiarias, regulada na LULL, sem incorrer naquele vicio. VIII &#8211; O artigo 13 do anexo II da Conven\u00e7\u00e3o de Genebra Sobre Letras e Livran\u00e7as, ao consagrar essa clausula de reserva e o referido assentimento, n\u00e3o permite, contudo, so por isso, proceder a tal altera\u00e7\u00e3o, ja que se tornaria necessario ainda deduzir essa reserva no acto da ratifica\u00e7\u00e3o ou da ades\u00e3o. IX &#8211; N\u00e3o o tendo feito, apenas mediante a cessa\u00e7\u00e3o da vigencia na ordem interna dos preceitos da LULL, que dispunham sobre a materia, se tornaria possivel proceder a modifica\u00e7\u00e3o operada. X &#8211; Tendo-se essa cessa\u00e7\u00e3o produzido pela realiza\u00e7\u00e3o das condicionantes que regem a regra rebus sic stantibus tida como norma costumeira internacional extinguiu-se o compromisso internacional, assumido pelo Estado portugues. 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VI - A LULL, porque consubstanciando um modelo normativo derivado de acordo interestadual e determinado pela Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, constitui, ela propria, direito internacional, pelo que a oposi\u00e7\u00e3o entre uma norma produzida pelo direito interno e uma norma constante daquela Lei, determina inconstitucionalidade. VII - So ao abrigo de uma clausula de reserva e de estipula\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o que consentisse o acto unilateral de reserva, podia o Estado portugues, atraves do Decreto-Lei n. 262\/83, modificar a materia de juros de mora das obriga\u00e7\u00f5es cambiarias, regulada na LULL, sem incorrer naquele vicio. VIII - O artigo 13 do anexo II da Conven\u00e7\u00e3o de Genebra Sobre Letras e Livran\u00e7as, ao consagrar essa clausula de reserva e o referido assentimento, n\u00e3o permite, contudo, so por isso, proceder a tal altera\u00e7\u00e3o, ja que se tornaria necessario ainda deduzir essa reserva no acto da ratifica\u00e7\u00e3o ou da ades\u00e3o. IX - N\u00e3o o tendo feito, apenas mediante a cessa\u00e7\u00e3o da vigencia na ordem interna dos preceitos da LULL, que dispunham sobre a materia, se tornaria possivel proceder a modifica\u00e7\u00e3o operada. X - Tendo-se essa cessa\u00e7\u00e3o produzido pela realiza\u00e7\u00e3o das condicionantes que regem a regra rebus sic stantibus tida como norma costumeira internacional extinguiu-se o compromisso internacional, assumido pelo Estado portugues. 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VI - A LULL, porque consubstanciando um modelo normativo derivado de acordo interestadual e determinado pela Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, constitui, ela propria, direito internacional, pelo que a oposi\u00e7\u00e3o entre uma norma produzida pelo direito interno e uma norma constante daquela Lei, determina inconstitucionalidade. VII - So ao abrigo de uma clausula de reserva e de estipula\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o que consentisse o acto unilateral de reserva, podia o Estado portugues, atraves do Decreto-Lei n. 262\/83, modificar a materia de juros de mora das obriga\u00e7\u00f5es cambiarias, regulada na LULL, sem incorrer naquele vicio. VIII - O artigo 13 do anexo II da Conven\u00e7\u00e3o de Genebra Sobre Letras e Livran\u00e7as, ao consagrar essa clausula de reserva e o referido assentimento, n\u00e3o permite, contudo, so por isso, proceder a tal altera\u00e7\u00e3o, ja que se tornaria necessario ainda deduzir essa reserva no acto da ratifica\u00e7\u00e3o ou da ades\u00e3o. IX - N\u00e3o o tendo feito, apenas mediante a cessa\u00e7\u00e3o da vigencia na ordem interna dos preceitos da LULL, que dispunham sobre a materia, se tornaria possivel proceder a modifica\u00e7\u00e3o operada. X - Tendo-se essa cessa\u00e7\u00e3o produzido pela realiza\u00e7\u00e3o das condicionantes que regem a regra rebus sic stantibus tida como norma costumeira internacional extinguiu-se o compromisso internacional, assumido pelo Estado portugues. XI - E, porque Portugal invocou ja aquela regra e se registaram os requisitos que permitem a divisibilidade da clausula aceite pelo Estado portugues, ha que concluir estar este internacionalmente desvinculado da mesma, ao tempo do inicio da vigencia do Decreto-Lei n. 262\/83. XII - Assim, o artigo 4 do Decreto-Lei n. 262\/83, de 16 de Junho, no segmento normativo referente a letras passadas e pagaveis em Portugal, n\u00e3o contrariou qualquer norma internacional convencional, pelo que n\u00e3o e inconstitucional.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"3 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 88-0304 \u2013 1989-01-26 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-13T03:46:35+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0304-1989-01-26\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 88-0304 \u2013 1989-01-26"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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