{"id":1086593,"date":"2026-06-13T10:44:54","date_gmt":"2026-06-13T08:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0317-1989-05-18\/"},"modified":"2026-06-13T10:44:54","modified_gmt":"2026-06-13T08:44:54","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0317-1989-05-18","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0317-1989-05-18\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 88-0317 \u2013 1989-05-18"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: PROCESSO CONSTITUCIONAL. I &#8211; E admissivel o recurso para o Tribunal Constitucional, com fundamento em recusa de aplica\u00e7\u00e3o de norma com fundamento na sua inconstitucionalidade, do acord\u00e3o que tenha entendido fazer uma interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o conformes a Constitui\u00e7\u00e3o do artigo 664 do Codigo de Processo Penal de 1929, uma vez que tal decis\u00e3o julgou implicitamente inconstitucional essa norma, na parte em que ela, segundo a interpreta\u00e7\u00e3o corrente, consente que o Ministerio Publico se pronuncie sobre o objecto do recurso. II &#8211; Mas, n\u00e3o assumindo o Ministerio Publico no processo penal uma posi\u00e7\u00e3o de parte, antes devendo a sua actua\u00e7\u00e3o pautar-se por criterios de estrita legalidade e objectividade, n\u00e3o podera considerar-se inconstitucional uma norma, como a do citado artigo 664, que manda que os recursos v\u00e3o com vista ao Ministerio Publico, ainda que tal norma seja interpretada &#8211; como deve ser &#8211; no sentido de que o Ministerio Publico pode pronunciar-se sobre o respectivo objecto. III &#8211; Ponto e que &#8211; e assim se deve tambem interpretar a norma &#8211; os reus sejam admitidos a responder, quando o Ministerio Publico porventura se pronuncie em sentido desfavoravel a eles, ou se vede mesmo ao Ministerio Publico a possibilidade de se pronunciar nesse sentido, assim se interpretando a norma em causa em conformidade com a Constitui\u00e7\u00e3o, em obediencia ao principio da interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o, ou seja, o principio segundo o qual, &quot;no caso de normas polissemicas ou plurisignificativas deve dar-se preferencia a interpreta\u00e7\u00e3o que lhes der um sentido em conformidade com a Constitu\u00e7\u00e3o&quot;. IV &#8211; Conclui-se, pois, que a norma em causa n\u00e3o e inconstitucional, quando interpretada no sentido de que, quando os recursos lhe v\u00e3o com vista, o Ministerio Publico pode pronunciar-se sobre o respectivo objecto, com um dos seguintes limites: n\u00e3o lhe ser consentido emitir parecer que possa agravar a posi\u00e7\u00e3o dos reus ou, quando isso aconte\u00e7a, ser dada aos reus a possibilidade de responderem.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/3628d9662df355168025682d00640f07?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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