{"id":1086939,"date":"2026-06-13T11:46:19","date_gmt":"2026-06-13T09:46:19","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0416-1989-06-15\/"},"modified":"2026-06-13T11:46:19","modified_gmt":"2026-06-13T09:46:19","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0416-1989-06-15","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-88-0416-1989-06-15\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 88-0416 \u2013 1989-06-15"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: COMPETENCIA DOS TRIBUNAIS. I &#8211; O artigo 16, n. 3, do Codigo de Processo Penal n\u00e3o implica uma invas\u00e3o da &quot;reserva do juiz&quot;, constitucionalmente garantida, pelo Ministerio Publico, pois que, ainda quando esta entidade fa\u00e7a uso do citado preceito, &quot;quem julga e o juiz&quot;, sendo este quem decide se ha ou n\u00e3o condena\u00e7\u00e3o e qual a medida concreta da pena dentro da moldura abstracta fixada na lei. II &#8211; Se e certo que da aplica\u00e7\u00e3o da referida norma decorre que o Ministerio Publico condiciona a fixa\u00e7\u00e3o da pena do caso, fa-lo enquanto &quot;porta-voz que e do poder punitivo do Estado&quot; e no &quot;exercicio de um poder expressamente definido na lei&quot;, num processo de &quot;aplica\u00e7\u00e3o do direito&quot; da mesma natureza do exercido por aquela entidade noutros momentos do processo. III &#8211; Quando o Ministerio Publico lan\u00e7a m\u00e3o da faculdade conferida pela norma impugnada, o que esta a fazer e a exercer a ac\u00e7\u00e3o penal, embora de certo modo, ou seja, manifestando o desejo de que ao reu se n\u00e3o aplique pena de pris\u00e3o superior a tres anos, o que se contem dentro das fun\u00e7\u00f5es que constitucionalmente lhe s\u00e3o atribuidas. IV &#8211; Admitindo que a Constitui\u00e7\u00e3o consagra o principio da legalidade da ac\u00e7\u00e3o penal a verdade e que, por um lado, n\u00e3o e seguro que a norma impugnada consagre o principio contrario, o da oportunidade e, por outro, a express\u00e3o do principio da oportunidade eventualmente contida na referida norma seria &quot;t\u00e3o moderada&quot; (justificada por um proposito de eficacia da justi\u00e7a penal e sem envolver desprotec\u00e7\u00e3o dos arguidos) que n\u00e3o pode deixar de ser consentida pelo principio da legalidade. V &#8211; O principio do juiz natural n\u00e3o e incompativel com a defini\u00e7\u00e3o do tribunal competente pelo recurso ao chamado metodo da determina\u00e7\u00e3o concreta da competencia, em lugar de utilizar o metodo da determina\u00e7\u00e3o abstracta da competencia. VI &#8211; O recurso a faculdade do citado artigo 16 n. 3 do Codigo de Processo Penal, se tem como consequencia que o julgamento seja feito por um juiz singular, e n\u00e3o por um tribunal colectivo, com, portanto menores garantias para o arguido, certo e tambem que, desencadeando a aplica\u00e7\u00e3o do n. 4 do mesmo artigo limita a convic\u00e7\u00e3o do juiz pelo maximo de pena que esta na sua competencia normal aplicar, pelo que n\u00e3o pode dizer-se que n\u00e3o haja um encurtamento &#8211; e muito menos um encurtamento inadmissivel &#8211; das garantias de defesa. VII &#8211; O Ministerio Publico, quando possa escolher o tribunal do julgamento, pelo recurso a faculdade conferida pela norma impugnada, ha-de faze-lo orientando-se por criterios de estrita legalidade e objectividade, e sem manipular ilegitimamente a competencia para julgar. Mas se, porventura, num caso o fizer, sempre o arguido, que se considere injustamente condenado, pode recorrer da senten\u00e7a.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/1d813fa49dc5f81f8025682d0064886e?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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III - Quando o Ministerio Publico lan\u00e7a m\u00e3o da faculdade conferida pela norma impugnada, o que esta a fazer e a exercer a ac\u00e7\u00e3o penal, embora de certo modo, ou seja, manifestando o desejo de que ao reu se n\u00e3o aplique pena de pris\u00e3o superior a tres anos, o que se contem dentro das fun\u00e7\u00f5es que constitucionalmente lhe s\u00e3o atribuidas. IV - Admitindo que a Constitui\u00e7\u00e3o consagra o principio da legalidade da ac\u00e7\u00e3o penal a verdade e que, por um lado, n\u00e3o e seguro que a norma impugnada consagre o principio contrario, o da oportunidade e, por outro, a express\u00e3o do principio da oportunidade eventualmente contida na referida norma seria &quot;t\u00e3o moderada&quot; (justificada por um proposito de eficacia da justi\u00e7a penal e sem envolver desprotec\u00e7\u00e3o dos arguidos) que n\u00e3o pode deixar de ser consentida pelo principio da legalidade. V - O principio do juiz natural n\u00e3o e incompativel com a defini\u00e7\u00e3o do tribunal competente pelo recurso ao chamado metodo da determina\u00e7\u00e3o concreta da competencia, em lugar de utilizar o metodo da determina\u00e7\u00e3o abstracta da competencia. VI - O recurso a faculdade do citado artigo 16 n. 3 do Codigo de Processo Penal, se tem como consequencia que o julgamento seja feito por um juiz singular, e n\u00e3o por um tribunal colectivo, com, portanto menores garantias para o arguido, certo e tambem que, desencadeando a aplica\u00e7\u00e3o do n. 4 do mesmo artigo limita a convic\u00e7\u00e3o do juiz pelo maximo de pena que esta na sua competencia normal aplicar, pelo que n\u00e3o pode dizer-se que n\u00e3o haja um encurtamento - e muito menos um encurtamento inadmissivel - das garantias de defesa. 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VII - O Ministerio Publico, quando possa escolher o tribunal do julgamento, pelo recurso a faculdade conferida pela norma impugnada, ha-de faze-lo orientando-se por criterios de estrita legalidade e objectividade, e sem manipular ilegitimamente a competencia para julgar. 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