{"id":1089600,"date":"2026-06-13T17:48:20","date_gmt":"2026-06-13T15:48:20","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-89-0244-1991-01-22\/"},"modified":"2026-06-13T17:48:20","modified_gmt":"2026-06-13T15:48:20","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-89-0244-1991-01-22","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-89-0244-1991-01-22\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 89-0244 \u2013 1991-01-22"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: INDEPENDENCIA DOS JUIZES. I &#8211; Os artigos 205 e 206 da Constitui\u00e7\u00e3o (na redac\u00e7\u00e3o da lei constitucional n. 1\/89) consagram o principio da &quot;reserva do juiz&quot;, isto e, o principio segundo o qual o exercicio da fun\u00e7\u00e3o jurisdicional cabe exclusivamente aos tribunais. II &#8211; Quer esse principio, quer o da independencia dos juizes, n\u00e3o s\u00e3o violados pelo artigo 16, n. 3 do Codigo de Processo Penal (de 1987) pois que, apesar de assim o Ministerio Publico condicionar a fixa\u00e7\u00e3o da pena ao caso &#8211; o juiz deixa de poder fixar a pena acima do minimo referido &#8211; fa-lo enquanto &quot;porta voz&quot; que e do poder punitivo do Estado. III &#8211; Tal procedimento do Ministerio Publico encontra-se abstractamente previsto na lei e a sua aplica\u00e7\u00e3o em concreto depende da formula\u00e7\u00e3o de um juizo de prognose com base em criterios objectivos que n\u00e3o afectam o &quot;nucleo essencial&quot; da decis\u00e3o do juiz na aprecia\u00e7\u00e3o de cada caso concreto. IV &#8211; A norma impugnada tambem n\u00e3o viola, por excesso, as fun\u00e7\u00f5es do Ministerio Publico tipificadas no artigo 224 da Constitui\u00e7\u00e3o, pois que o uso da faculdade que lhe e conferida por aquela norma traduz ainda o exercicio da ac\u00e7\u00e3o penal. V &#8211; Mesmo que se admita que o citado artigo 224 consagra, o principio da legalidade de ac\u00e7\u00e3o penal, nem assim a norma impugnada viola tal preceito constitucional quer porque n\u00e3o consagra o principio de oportunidade quer porque, a ver-se nela qualquer express\u00e3o desse principio, seria t\u00e3o moderada que n\u00e3o poderia deixar de ser consentida pelo principio da legalidade.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/fdee11eb35d659aa8025682d006488d7?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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