{"id":1089750,"date":"2026-06-13T18:03:00","date_gmt":"2026-06-13T16:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0133-1991-02-26\/"},"modified":"2026-06-13T18:03:00","modified_gmt":"2026-06-13T16:03:00","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0133-1991-02-26","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0133-1991-02-26\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 90-0133 \u2013 1991-02-26"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: AC\u00c7\u00c3O PENAL. I &#8211; A norma do n. 3 do artigo 16 do Codigo de Processo Penal de 1987 segundo a qual cabe ao tribunal singular o julgamento de certos crimes quando o Ministerio Publico o requeira por entender que n\u00e3o deve ser aplicada, em concreto, pena ou medida de seguran\u00e7a de internamento superior a 3 anos, amplia a competencia do tribunal singular ratione materiae em detrimento da do tribunal colectivo. II &#8211; Quando o Ministerio Publico requer a interven\u00e7\u00e3o do tribunal singular para julgar certas infrac\u00e7\u00f5es, nos termos da norma em causa, esta a exercer a ac\u00e7\u00e3o penal. N\u00e3o e possivel fundar a inconstitucionalidade de uma solu\u00e7\u00e3o legal numa hipotetica possibilidade de actua\u00e7\u00f5a ilegal e perversa por parte de uma magistratura autonoma a quem incumbe a defesa da legalidade democratica. III &#8211; O n. 3 do artigo 16 do Codigo de Processo Penal de 1987 n\u00e3o pode ser interpretado como contendo uma autoriza\u00e7\u00e3o legislativa permanente da Assembleia da Republica a favor do Ministerio Publico para cria\u00e7\u00e3o de novos tipos criminais ou que traduza uma delega\u00e7\u00e3o inconstitucional de competencias parlamentares a favor daquela magistratura. IV &#8211; A norma em aprecia\u00e7\u00e3o n\u00e3o briga com a solu\u00e7\u00e3o constitucional de caracterizar os tribunais como org\u00e3os de soberania com competencia para administrar a justi\u00e7a em nome do povo (principio da reserva jurisdicional), nem com a sua independencia e exclusiva sujei\u00e7\u00e3o a lei. V &#8211; O poder conferido ao Ministerio Publico de condicionar em concreto a competencia do tribunal singular n\u00e3o pode ter-se como um poder arbitrario que possibilite a aplica\u00e7\u00e3o de duas medidas diferentes a dois cidad\u00e3os que sejam acusados da pratica de crime do mesmo tipo, em situa\u00e7\u00f5es identicas. A lei processual penal contem criterios objectivos e rigorosos para o exercicio dessa faculdade, n\u00e3o ocorrendo viola\u00e7\u00e3o do principio da igualdade. VI &#8211; O julgamento perante tribunal singular n\u00e3o importa um &quot;encurtamento inadmissivel&quot; das garantias de defesa do arguido. VII &#8211; Em processo penal esta assegurado o duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o quanto as decis\u00f5es finais de merito. VIII &#8211; N\u00e3o ha viola\u00e7\u00e3o da garantia do juiz natural nem do principio da estrutura acusatoria do processo penal.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/2bd1a0f5973573458025682d006488dd?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: AC\u00c7\u00c3O PENAL. 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III - O n. 3 do artigo 16 do Codigo de Processo Penal de 1987 n\u00e3o pode ser interpretado como contendo uma autoriza\u00e7\u00e3o legislativa permanente da Assembleia da Republica a favor do Ministerio Publico para cria\u00e7\u00e3o de novos tipos criminais ou que traduza uma delega\u00e7\u00e3o inconstitucional de competencias parlamentares a favor daquela magistratura. IV - A norma em aprecia\u00e7\u00e3o n\u00e3o briga com a solu\u00e7\u00e3o constitucional de caracterizar os tribunais como org\u00e3os de soberania com competencia para administrar a justi\u00e7a em nome do povo (principio da reserva jurisdicional), nem com a sua independencia e exclusiva sujei\u00e7\u00e3o a lei. 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