{"id":1091932,"date":"2026-06-13T22:18:48","date_gmt":"2026-06-13T20:18:48","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05\/"},"modified":"2026-06-13T22:18:48","modified_gmt":"2026-06-13T20:18:48","slug":"acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 90-0129 \u2013 1991-11-05"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: CHEQUE. I &#8211; A medida administrativa de restri\u00e7\u00e3o ao uso de cheque tem natureza sancionatoria, sendo a mesma aplicada pelo Banco de Portugal, que tem, constitucionalmente, atribui\u00e7\u00f5es de colabora\u00e7\u00e3o com os org\u00e3os de soberania e a Administra\u00e7\u00e3o Publica, na execu\u00e7\u00e3o de politicas monetaria e financeira, mediante processo administrativo de natureza contraditoria. II &#8211; As san\u00e7\u00f5es publicas envolvem sempre, de forma mais ou menos acentuada, uma finalidade de preven\u00e7\u00e3o geral, alem de uma eficacia preventiva especial sobre o proprio sancionado, no que toca a eventual repeti\u00e7\u00e3o da mesma conduta no futuro. III &#8211; A restri\u00e7\u00e3o ao uso do cheque n\u00e3o pode ser qualificada como medida de policia, visto que o funcionamento deste processo administrativo excede em muito a interven\u00e7\u00e3o caracteristica da Administra\u00e7\u00e3o Publica na imposi\u00e7\u00e3o de medidas de policia, caracterizadas pela sua finalidade de actua\u00e7\u00e3o sobre um perigo, visando a preven\u00e7\u00e3o da ocorrencia de um dano. IV &#8211; Qualquer que seja a natureza do ilicito administrativo sancionado pela medida de restri\u00e7\u00e3o ao uso de cheque &#8211; quer se trate de ilicito de mera ordena\u00e7\u00e3o social, de ilicito disciplinar publico ou de ilicito administrativo sancionado de forma atipica &#8211; as correspondentes san\u00e7\u00f5es tem de corresponder ao regime geral do respectivo direito sancionatorio publico, constante de lei da Assembleia da Republica ou de decreto-lei autorizado, atendendo a reserva relativa da Assembleia da Republica constante da alinea d) do n. 1 do artigo 168 da Constitui\u00e7\u00e3o. V &#8211; Nem no regime geral do ilicito disciplinar publico, nem no ilicito de mera ordena\u00e7\u00e3o social se preve a medida de restri\u00e7\u00e3o ou interdi\u00e7\u00e3o do uso de cheque entre as medidas sancionatorias ali previstas. VI &#8211; N\u00e3o se pode invocar, para salvar a constitucionalidade da medida, uma das autoriza\u00e7\u00f5es legislativas referenciadas no Decreto-Lei n. 14\/84, por n\u00e3o cobrir este tipo de ilicito de mera ordena\u00e7\u00e3o social, nem se qualificar a respectiva san\u00e7\u00e3o como &quot;medida administrativa&quot;, como n\u00e3o se pode invocar a do artigo 2 da Lei n. 12\/83, de 24 de Agosto, uma vez que autorizava o Governo a &quot;alterar o o regime geral das contra-ordena\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o a criar uma determinada contra-ordena\u00e7\u00e3o, com um regime especifico e excepcional&quot;. VII &#8211; Se se entender que o Governo pretendeu criar novo ilicito administrativo de natureza atipica, a inconstitucionalidade continuaria a verificar-se quer porque o &quot;programa constitucional&quot; n\u00e3o contempla este tipo de ilicito, quer porque, de qualquer modo, so a Assembleia da Republica ou o Governo por ele autorizado h\u00e3o-de poder criar tal tipo de ilicitude e definir-lhe o respectivo regime, sob pena de se defraudar o sentido da reserva parlamentar.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/atco1.nsf\/904714e45043f49b802565fa004a5fd7\/c359309e5a4101238025682d00648911?OpenDocument&amp;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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IV - Qualquer que seja a natureza do ilicito administrativo sancionado pela medida de restri\u00e7\u00e3o ao uso de cheque - quer se trate de ilicito de mera ordena\u00e7\u00e3o social, de ilicito disciplinar publico ou de ilicito administrativo sancionado de forma atipica - as correspondentes san\u00e7\u00f5es tem de corresponder ao regime geral do respectivo direito sancionatorio publico, constante de lei da Assembleia da Republica ou de decreto-lei autorizado, atendendo a reserva relativa da Assembleia da Republica constante da alinea d) do n. 1 do artigo 168 da Constitui\u00e7\u00e3o. V - Nem no regime geral do ilicito disciplinar publico, nem no ilicito de mera ordena\u00e7\u00e3o social se preve a medida de restri\u00e7\u00e3o ou interdi\u00e7\u00e3o do uso de cheque entre as medidas sancionatorias ali previstas. VI - N\u00e3o se pode invocar, para salvar a constitucionalidade da medida, uma das autoriza\u00e7\u00f5es legislativas referenciadas no Decreto-Lei n. 14\/84, por n\u00e3o cobrir este tipo de ilicito de mera ordena\u00e7\u00e3o social, nem se qualificar a respectiva san\u00e7\u00e3o como &quot;medida administrativa&quot;, como n\u00e3o se pode invocar a do artigo 2 da Lei n. 12\/83, de 24 de Agosto, uma vez que autorizava o Governo a &quot;alterar o o regime geral das contra-ordena\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o a criar uma determinada contra-ordena\u00e7\u00e3o, com um regime especifico e excepcional&quot;. 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VI - N\u00e3o se pode invocar, para salvar a constitucionalidade da medida, uma das autoriza\u00e7\u00f5es legislativas referenciadas no Decreto-Lei n. 14\/84, por n\u00e3o cobrir este tipo de ilicito de mera ordena\u00e7\u00e3o social, nem se qualificar a respectiva san\u00e7\u00e3o como \"medida administrativa\", como n\u00e3o se pode invocar a do artigo 2 da Lei n. 12\/83, de 24 de Agosto, uma vez que autorizava o Governo a \"alterar o o regime geral das contra-ordena\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o a criar uma determinada contra-ordena\u00e7\u00e3o, com um regime especifico e excepcional\". VII - Se se entender que o Governo pretendeu criar novo ilicito administrativo de natureza atipica, a inconstitucionalidade continuaria a verificar-se quer porque o \"programa constitucional\" n\u00e3o contempla este tipo de ilicito, quer porque, de qualquer modo, so a Assembleia da Republica ou o Governo por ele autorizado h\u00e3o-de poder criar tal tipo de ilicitude e definir-lhe o respectivo regime, sob pena de se defraudar o sentido da reserva parlamentar.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. reading time":"2 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 90-0129 \u2013 1991-11-05 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website"},"datePublished":"2026-06-13T20:18:48+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-constitucional-ate-1998-processo-90-0129-1991-11-05\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/criminal-law-attorneys-in-paris-counsel-and-strategic-defense\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal Constitucional (at\u00e9 1998) \u2013 Processo 90-0129 \u2013 1991-11-05"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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