{"id":797806,"date":"2026-05-01T05:56:36","date_gmt":"2026-05-01T03:56:36","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-1819-22-7t9alm-l1-3-2026-04-22\/"},"modified":"2026-05-01T05:56:36","modified_gmt":"2026-05-01T03:56:36","slug":"acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-1819-22-7t9alm-l1-3-2026-04-22","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/en\/jurisprudences\/acordao-tribunal-da-relacao-de-lisboa-processo-1819-22-7t9alm-l1-3-2026-04-22\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa \u2013 Processo 1819\/22.7T9ALM.L1-3 \u2013 2026-04-22"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ALFREDO COSTA. SUM?RIO (da responsabilidade do relator): ? A recondu??o final de um furto ao regime do artigo 207.?, n.? 2, do C?digo Penal n?o implica, por si s?, a perda retroactiva da legitimidade do Minist?rio P?blico para o exerc?cio da ac??o penal. A legitimidade processual afere-se no momento em que a acusa??o ? deduzida, perante o quadro factual e jur?dico ent?o indiciado, n?o sendo apagada pela qualifica??o jur?dica que apenas se fixa a final. ? A articula??o entre os artigos 48.?, 50.?, 285.? e 358.? do C?digo de Processo Penal afasta uma leitura retroactiva dos pressupostos processuais. O sistema admite a altera??o da qualifica??o jur?dica em julgamento, mas n?o converte essa altera??o num mecanismo de invalidade superveniente do iter acusat?rio regularmente formado. ? O artigo 207.?, n.? 2, do C?digo Penal n?o traduz uma despenaliza??o material do furto de reduzido valor em contexto comercial; exprime antes uma solu??o de disponibilidade do procedimento na esfera do ofendido. Por isso, a teleologia da norma visa limitar o procedimento oficioso contra a vontade do lesado, e n?o impor a elimina??o processual de um procedimento cuja prossecu??o foi por ele inequivocamente querida. ? A distin??o entre queixa, constitui??o de assistente e acusa??o particular deve ser lida ? luz do momento processual em que a natureza particular do il?cito emerge. Quando essa natureza apenas se revela ap?s a produ??o de prova, a exig?ncia de actos t?picos do encerramento do inqu?rito n?o pode ser projectada mecanicamente para a fase de julgamento, sob pena de desarticular a sequ?ncia e a estabilidade do processo penal.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jtrl.nsf\/33182fc732316039802565fa00497eec\/8c632dab630603b680258de80038db45?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ALFREDO COSTA. SUM?RIO (da responsabilidade do relator): ? 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