{"id":573196,"date":"2026-04-15T23:43:21","date_gmt":"2026-04-15T21:43:21","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/"},"modified":"2026-04-15T23:43:21","modified_gmt":"2026-04-15T21:43:21","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ANA PARAM?S. I. O recurso do arguido est? limitado ? medida concreta da pena ?nica em que foi condenado, pelo que, visando a aprecia??o exclusivamente de uma quest?o de direito e sendo a pena ?nica superior a 5 anos de pris?o ? este Supremo Tribunal de Justi?a o tribunal materialmente competente para conhecer do presente recurso, nos termos do disposto no artigo 432.?, n.? 1, al?nea c) do C?digo de Processo Penal. II &#8212; Como vem sendo jurisprud?ncia firme e reiterada deste Supremo Tribunal de Justi?a, o exame, em sede de recurso, da adequa??o ou corre??o da medida concreta da pena s? ? justificado em casos de manifesta desproporcionalidade (injusti?a) ou em situa??es de manifesta viola??o da racionalidade e das regras da experi?ncia (arb?trio) nas opera??es de determina??o previstas por lei, como a indica??o e considera??o dos factores de determina??o e medida da pena. III- Apenas nestas situa??es ? que se justifica uma interven??o do tribunal de recurso para alterar a escolha e a determina??o da esp?cie e da medida concreta da pena. Este sentido e m?todo jurisprudencial ? v?lido tanto para a determina??o das medidas das penas parcelares quanto para a pena ?nica. IV- Na determina??o da pena conjunta, imp?e-se, atender aos ?princ?pios da proporcionalidade, da adequa??o e da proibi??o do excesso? impregnados da sua dimens?o constitucional. A decis?o que efectua o c?mulo jur?dico de penas, tem de demonstrar a rela??o de proporcionalidade que existe entre a pena conjunta a aplicar e a avalia??o ? conjunta ? dos factos e da personalidade do agente, importando, para tanto, saber se os crimes praticados s?o resultado de uma tend?ncia criminosa ou t?m qualquer outro motivo na sua g?nese, por exemplo se foram fruto de impulso moment?neo ou actua??o irreflectida, ou se de um plano previamente elaborado pelo arguido, sem esquecer, num segundo momento tamb?m a exig?ncias de preven??o geral que n?o pode deixar de ser perspectivada nos efeitos que possa ter no comportamento futuro do agente. V- Na determina??o da pena ?nica em que o arguido foi condenado, foram respeitados todos os princ?pios e normas legais aplic?veis, bem como, o limite da sua culpa, n?o havendo lugar ? altera??o da dosimetria da pena. Na avalia??o do il?cito global perpetrado mostra-se ter sido ponderada a conex?o e o tipo de conex?o entre os factos concorrentes, a sua rela??o com a personalidade do arguido, e um il?cito global desvalioso<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/b7574ddacf3e4a6680258d1d0038319a?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ANA PARAM?S. I. O recurso do arguido est? limitado ? medida concreta da pena ?nica em que foi condenado, pelo que, visando a aprecia??o exclusivamente de uma quest?o de direito e sendo a pena ?nica superior a 5 anos de pris?o ? este Supremo Tribunal de Justi?a o tribunal materialmente competente para conhecer do presente recurso, nos termos do disposto no artigo 432.?, n.? 1, al?nea c) do C?digo de Processo Penal. II &#8212; Como vem sendo jurisprud?ncia firme e reiterada deste Supremo Tribunal de Justi?a, o exame, em sede de recurso, da adequa??o ou corre??o da medida concreta da pena s? ? justificado em casos de manifesta desproporcionalidade (injusti?a) ou em situa??es de manifesta viola??o da racionalidade e das regras da experi?ncia (arb?trio) nas opera??es de determina??o previstas por lei, como a indica??o e considera??o dos factores de determina??o e medida da pena. III- Apenas nestas situa??es ? que se justifica uma interven??o do tribunal de recurso para alterar a escolha e a determina??o da esp?cie e da medida concreta da pena. Este sentido e m?todo jurisprudencial ? v?lido tanto para a determina??o das medidas das penas parcelares quanto para a pena ?nica. IV- Na determina??o da pena conjunta, imp?e-se, atender aos ?princ?pios da proporcionalidade, da adequa??o e da proibi??o do excesso? impregnados da sua dimens?o constitucional. A decis?o que efectua o c?mulo jur?dico de penas, tem de demonstrar a rela??o de proporcionalidade que existe entre a pena conjunta a aplicar e a avalia??o ? conjunta ? dos factos e da personalidade do agente, importando, para tanto, saber se os crimes praticados s?o resultado de uma tend?ncia criminosa ou t?m qualquer outro motivo na sua g?nese, por exemplo se foram fruto de impulso moment?neo ou actua??o irreflectida, ou se de um plano previamente elaborado pelo arguido, sem esquecer, num segundo momento tamb?m a exig?ncias de preven??o geral que n?o pode deixar de ser perspectivada nos efeitos que possa ter no comportamento futuro do agente. V- Na determina??o da pena ?nica em que o arguido foi condenado, foram respeitados todos os princ?pios e normas legais aplic?veis, bem como, o limite da sua culpa, n?o havendo lugar ? altera??o da dosimetria da pena. Na avalia??o do il?cito global perpetrado mostra-se ter sido ponderada a conex?o e o tipo de conex?o entre os factos concorrentes, a sua rela??o com a personalidade do arguido, e um il?cito global desvalioso<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[7763],"kji_chamber":[7955],"kji_year":[8463],"kji_subject":[7632],"kji_keyword":[7772,7774,7771,7773,7636],"kji_language":[7770],"class_list":["post-573196","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-supremo-tribunal-de-justica","kji_chamber-5-seco","kji_year-8463","kji_subject-penal","kji_keyword-acordao","kji_keyword-justica","kji_keyword-processo","kji_keyword-supremo","kji_keyword-tribunal","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: ANA PARAM?S. I. O recurso do arguido est? limitado ? medida concreta da pena ?nica em que foi condenado, pelo que, visando a aprecia??o exclusivamente de uma quest?o de direito e sendo a pena ?nica superior a 5 anos de pris?o ? este Supremo Tribunal de Justi?a o tribunal materialmente competente para conhecer do presente recurso, nos termos do disposto no artigo 432.?, n.? 1, al?nea c) do C?digo de Processo Penal. II - Como vem sendo jurisprud?ncia firme e reiterada deste Supremo Tribunal de Justi?a, o exame, em sede de recurso, da adequa??o ou corre??o da medida concreta da pena s? ? justificado em casos de manifesta desproporcionalidade (injusti?a) ou em situa??es de manifesta viola??o da racionalidade e das regras da experi?ncia (arb?trio) nas opera??es de determina??o previstas por lei, como a indica??o e considera??o dos factores de determina??o e medida da pena. III- Apenas nestas situa??es ? que se justifica uma interven??o do tribunal de recurso para alterar a escolha e a determina??o da esp?cie e da medida concreta da pena. Este sentido e m?todo jurisprudencial ? v?lido tanto para a determina??o das medidas das penas parcelares quanto para a pena ?nica. IV- Na determina??o da pena conjunta, imp?e-se, atender aos ?princ?pios da proporcionalidade, da adequa??o e da proibi??o do excesso? impregnados da sua dimens?o constitucional. A decis?o que efectua o c?mulo jur?dico de penas, tem de demonstrar a rela??o de proporcionalidade que existe entre a pena conjunta a aplicar e a avalia??o ? conjunta ? dos factos e da personalidade do agente, importando, para tanto, saber se os crimes praticados s?o resultado de uma tend?ncia criminosa ou t?m qualquer outro motivo na sua g?nese, por exemplo se foram fruto de impulso moment?neo ou actua??o irreflectida, ou se de um plano previamente elaborado pelo arguido, sem esquecer, num segundo momento tamb?m a exig?ncias de preven??o geral que n?o pode deixar de ser perspectivada nos efeitos que possa ter no comportamento futuro do agente. V- Na determina??o da pena ?nica em que o arguido foi condenado, foram respeitados todos os princ?pios e normas legais aplic?veis, bem como, o limite da sua culpa, n?o havendo lugar ? altera??o da dosimetria da pena. Na avalia??o do il?cito global perpetrado mostra-se ter sido ponderada a conex?o e o tipo de conex?o entre os factos concorrentes, a sua rela??o com a personalidade do arguido, e um il?cito global desvalioso\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\\\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-15T21:43:21+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\\\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11","og_description":"Relator: ANA PARAM?S. I. O recurso do arguido est? limitado ? medida concreta da pena ?nica em que foi condenado, pelo que, visando a aprecia??o exclusivamente de uma quest?o de direito e sendo a pena ?nica superior a 5 anos de pris?o ? este Supremo Tribunal de Justi?a o tribunal materialmente competente para conhecer do presente recurso, nos termos do disposto no artigo 432.?, n.? 1, al?nea c) do C?digo de Processo Penal. II - Como vem sendo jurisprud?ncia firme e reiterada deste Supremo Tribunal de Justi?a, o exame, em sede de recurso, da adequa??o ou corre??o da medida concreta da pena s? ? justificado em casos de manifesta desproporcionalidade (injusti?a) ou em situa??es de manifesta viola??o da racionalidade e das regras da experi?ncia (arb?trio) nas opera??es de determina??o previstas por lei, como a indica??o e considera??o dos factores de determina??o e medida da pena. III- Apenas nestas situa??es ? que se justifica uma interven??o do tribunal de recurso para alterar a escolha e a determina??o da esp?cie e da medida concreta da pena. Este sentido e m?todo jurisprudencial ? v?lido tanto para a determina??o das medidas das penas parcelares quanto para a pena ?nica. IV- Na determina??o da pena conjunta, imp?e-se, atender aos ?princ?pios da proporcionalidade, da adequa??o e da proibi??o do excesso? impregnados da sua dimens?o constitucional. A decis?o que efectua o c?mulo jur?dico de penas, tem de demonstrar a rela??o de proporcionalidade que existe entre a pena conjunta a aplicar e a avalia??o ? conjunta ? dos factos e da personalidade do agente, importando, para tanto, saber se os crimes praticados s?o resultado de uma tend?ncia criminosa ou t?m qualquer outro motivo na sua g?nese, por exemplo se foram fruto de impulso moment?neo ou actua??o irreflectida, ou se de um plano previamente elaborado pelo arguido, sem esquecer, num segundo momento tamb?m a exig?ncias de preven??o geral que n?o pode deixar de ser perspectivada nos efeitos que possa ter no comportamento futuro do agente. V- Na determina??o da pena ?nica em que o arguido foi condenado, foram respeitados todos os princ?pios e normas legais aplic?veis, bem como, o limite da sua culpa, n?o havendo lugar ? altera??o da dosimetria da pena. Na avalia??o do il?cito global perpetrado mostra-se ter sido ponderada a conex?o e o tipo de conex?o entre os factos concorrentes, a sua rela??o com a personalidade do arguido, e um il?cito global desvalioso","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-15T21:43:21+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-436-24-1pzlsb-l1-s1-2025-09-11\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 436\/24.1PZLSB.L1.S1 \u2013 2025-09-11"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"ru-RU"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"ru-RU","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","width":2114,"height":1253,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/573196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=573196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=573196"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=573196"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=573196"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=573196"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=573196"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=573196"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=573196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}