{"id":595031,"date":"2026-04-18T14:39:13","date_gmt":"2026-04-18T12:39:13","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3576-18-2t8cbr-c2-s1-2024-09-19\/"},"modified":"2026-04-18T14:39:13","modified_gmt":"2026-04-18T12:39:13","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3576-18-2t8cbr-c2-s1-2024-09-19","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3576-18-2t8cbr-c2-s1-2024-09-19\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3576\/18.2T8CBR.C2.S1 \u2013 2024-09-19"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: FERNANDO BAPTISTA. I. A anula??o do contrato de seguro pressup?e um incumprimento doloso do dever de informa??o a que alude o art. 24.? do RJCS, sendo que o regime dessa anula??o do contrato de seguro constitui uma particulariza??o do regime da anulabilidade do erro causada por dolo, previsto em geral no art. 254.? do CC. II. Nem todas as declara??es falsas ou reticentes conduzem ? invalidade do contrato de seguro (assim sucede quando o segurador: provocou a retic?ncia; tinha conhecimento ? ou esta era not?ria para este ? da circunst?ncia declarada com inexactid?o ou o objecto da retic?ncia e aceitou o contrato mostrando, assim, que aquela n?o foi determinante; renunciou ao direito de se desvincular do contrato; concluiu o contrato mesmo quando o declarante n?o responde a uma das perguntas colocadas), al?m de que apenas s?o determinantes aquelas declara??es que influam na exist?ncia e nas condi??es do contrato de modo que, se o segurador as conhecesse, n?o contrataria ou teria contratado em condi??es diversas. III. A anula??o do contrato de seguro, nos termos do art? 25? do RJCS, depende da exist?ncia de um comportamento doloso (inten??o) do proponente, perante as omiss?es ou inexactid?es, que seja causador de um erro (causalidade entre o dolo e o erro) e a essencialidade do erro para a celebra??o do contrato. IV. Ou seja, no ?mbito da pretens?o de anula??o do contrato de seguro, a afirma??o do dolo (a vontade e consci?ncia de mentir ou omitir) n?o depende de uma qualquer inten??o de, dessa forma, prejudicar o segurador ou obter reflexamente uma vantagem, bastando a inten??o ou a consci?ncia de que se est? a prestar informa??o falsa ou a omitir informa??o relevante e de que, com essa actua??o, se est? a induzir em erro o declarante (dolo simples) ? isto ?, tais omiss?es ou inexactid?es t?m de ser intencionais ou conscientes e dirigidas ? cria??o de uma desconformidade entre a realidade e a representa??o dessa realidade pela contraparte (indu??o em erro da seguradora), ainda que sem qualquer inten??o de obter vantagem. V. ? ? seguradora que cabe o ?nus de provar o erro, a sua relev?ncia e a exist?ncia de dolo (ut art. 342.?, n.? 2, do CC), devendo a d?vida ser, naturalmente, resolvida em benef?cio dos tomadores dos seguros, face ?s regras de distribui??o do ?nus da prova.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/09c0defafd972fea80258b9e005a01f0?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: FERNANDO BAPTISTA. I. 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