{"id":602422,"date":"2026-04-19T07:47:53","date_gmt":"2026-04-19T05:47:53","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27\/"},"modified":"2026-04-19T07:47:53","modified_gmt":"2026-04-19T05:47:53","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 6431\/13.9TBOER.L1.S3 \u2013 2024-02-27"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ANT?NIO MAGALH?ES. I &#8212; Para os efeitos do n.? 2 do art. 65.? do CC n?o ? toda e qualquer exig?ncia relativa ? forma, que se contenha na lei pessoal do autor da heran?a, que deve ser respeitada no momento da declara??o, mas apenas aquelas que a lei pessoal do autor manda aplicar ainda que o acto seja praticado no estrangeiro; II &#8212; Assim, para o caso de um espanhol que fa?a o testamento em Portugal, s? ter? relev?ncia, nos termos do referido n.? 2 do art. 65.? do CC, uma norma do ordenamento jur?dico espanhol que, ? semelhan?a do art. 2223.? do CC portugu?s, afirme a sua vontade de aplica??o ainda que o acto seja praticado no estrangeiro; III &#8212; N?o estabelecendo a lei espanhola a observ?ncia dos requisitos de forma previstos nos arts. 695.? e 696.? no CC espanhol para os actos praticados no estrangeiro, n?o tem o testamento feito em Portugal por cidad? espanhola de observar os referidos requisitos de forma; IV &#8212; A aprecia??o judicial da capacidade da testadora espanhola no momento da outorga do seu testamento em Portugal deve ser feita de acordo com a lei espanhola interpretada dentro do sistema a que pertence e de acordo com as regras interpretativas nela fixadas, com apelo ? jurisprud?ncia e ? doutrina dominantes em Espanha; V &#8212; Neste contexto, verifica-se que a jurisprud?ncia espanhola, em concreto, a Sala Civil do Supremo Tribunal Espanhol tem interpretado os arts. 662.? a 666.? no CC espanhol, consistentemente, no sentido de se presumir a capacidade mental do testador para entender e querer o sentido da sua declara??o testament?ria, sendo tal presun??o suscept?vel de ser ilidida mediante prova inequ?voca, completa e convincente em contr?rio; VI &#8212; De acordo com a mesma jurisprud?ncia, ? ao interessado na invalidade do testamento que compete o ?nus de ilidir essa presun??o e provar a aus?ncia ou a falta de capacidade mental do testador no momento da outorga do do testamento; VII &#8212; Ora, no caso em apre?o, apesar de se ter provado que a testadora padecia de doen?a neurodegenerativa que afectava a sua capacidade cognitiva, em concreto, uma ?atrofia cerebral difusa e bilateral com maior preponder?ncia em regi?es amigdalo-campais e insulo-opercular?, devendo incluir-se no diagn?stico diferencial ?doen?as de ?ndole neuro degenerativa tipo Alzheimer?, que tinha, na altura, em que foi celebrado o testamento oscila??es cognitivas ao longo dos dias, tendo, por vezes, um discurso incoerente e de confus?o, verifica-se, no entanto, que n?o se provaram factos que permitam concluir que, no preciso momento em que foi celebrado o testamento, a testadora n?o estivesse no seu ju?zo normal ou desprovida das capacidades mentais necess?rias para o efeito.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/7e919159ff8cfcb780258ad6005c1daa?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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I - Para os efeitos do n.? 2 do art. 65.? do CC n?o ? toda e qualquer exig?ncia relativa ? forma, que se contenha na lei pessoal do autor da heran?a, que deve ser respeitada no momento da declara??o, mas apenas aquelas que a lei pessoal do autor manda aplicar ainda que o acto seja praticado no estrangeiro; II - Assim, para o caso de um espanhol que fa?a o testamento em Portugal, s? ter? relev?ncia, nos termos do referido n.? 2 do art. 65.? do CC, uma norma do ordenamento jur?dico espanhol que, ? semelhan?a do art. 2223.? do CC portugu?s, afirme a sua vontade de aplica??o ainda que o acto seja praticado no estrangeiro; III - N?o estabelecendo a lei espanhola a observ?ncia dos requisitos de forma previstos nos arts. 695.? e 696.? no CC espanhol para os actos praticados no estrangeiro, n?o tem o testamento feito em Portugal por cidad? espanhola de observar os referidos requisitos de forma; IV - A aprecia??o judicial da capacidade da testadora espanhola no momento da outorga do seu testamento em Portugal deve ser feita de acordo com a lei espanhola interpretada dentro do sistema a que pertence e de acordo com as regras interpretativas nela fixadas, com apelo ? jurisprud?ncia e ? doutrina dominantes em Espanha; V - Neste contexto, verifica-se que a jurisprud?ncia espanhola, em concreto, a Sala Civil do Supremo Tribunal Espanhol tem interpretado os arts. 662.? a 666.? no CC espanhol, consistentemente, no sentido de se presumir a capacidade mental do testador para entender e querer o sentido da sua declara??o testament?ria, sendo tal presun??o suscept?vel de ser ilidida mediante prova inequ?voca, completa e convincente em contr?rio; VI - De acordo com a mesma jurisprud?ncia, ? ao interessado na invalidade do testamento que compete o ?nus de ilidir essa presun??o e provar a aus?ncia ou a falta de capacidade mental do testador no momento da outorga do do testamento; VII - Ora, no caso em apre?o, apesar de se ter provado que a testadora padecia de doen?a neurodegenerativa que afectava a sua capacidade cognitiva, em concreto, uma ?atrofia cerebral difusa e bilateral com maior preponder?ncia em regi?es amigdalo-campais e insulo-opercular?, devendo incluir-se no diagn?stico diferencial ?doen?as de ?ndole neuro degenerativa tipo Alzheimer?, que tinha, na altura, em que foi celebrado o testamento oscila??es cognitivas ao longo dos dias, tendo, por vezes, um discurso incoerente e de confus?o, verifica-se, no entanto, que n?o se provaram factos que permitam concluir que, no preciso momento em que foi celebrado o testamento, a testadora n?o estivesse no seu ju?zo normal ou desprovida das capacidades mentais necess?rias para o efeito.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 6431\/13.9TBOER.L1.S3 \u2013 2024-02-27 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-19T05:47:53+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-6431-13-9tboer-l1-s3-2024-02-27\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 6431\/13.9TBOER.L1.S3 \u2013 2024-02-27"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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