{"id":640938,"date":"2026-04-21T22:46:13","date_gmt":"2026-04-21T20:46:13","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2310-19-4t8sxl-l1-s1-2023-04-27\/"},"modified":"2026-04-21T22:46:13","modified_gmt":"2026-04-21T20:46:13","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2310-19-4t8sxl-l1-s1-2023-04-27","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2310-19-4t8sxl-l1-s1-2023-04-27\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2310\/19.4T8SXL.L1.S1 \u2013 2023-04-27"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: FERNANDO BAPTISTA. I. A cl?usula resolutiva distingue-se da condi??o resolutiva: a primeira, enquanto fonte de um direito potestativo de extin??o retroactiva da rela??o contratual, apenas confere ao benefici?rio o poder de resolver o contrato uma vez verificado o facto por ela descrito (o fundamento convencional previsto no contrato); a segunda determina a imediata destrui??o da rela??o contratual assim que o facto futuro e incerto se verifica (uma vez verificada, importa a resolu??o autom?tica do neg?cio jur?dico). II. A previs?o no contrato (ao abrigo do princ?pio da liberdade contratual) de uma cl?usula resolutiva expressa (resolu??o convencional) permite afastar a aplica??o das normas dispositivas e supletivas do regime legal de resolu??o, possibilitando a cria??o de um direito convencional de resolu??o do contrato, a exercer nos termos e com os efeitos previstos no contrato. III. Tendo em conta que a cl?usula resolutiva expressa pode apresentar contornos distintos com consequ?ncias diversas, ter-se-? de recorrer ?s regras gerais de interpreta??o dos neg?cios jur?dicos (arts. 236? e ss do CC) para determinar o respectivo sentido. IV. Inserindo-se num contrato promessa de compra e venda uma cl?usula dizendo que ?caso a escritura de compra e venda n?o venha a ser outorgada na data designada nos termos do n? 1 da presente cl?usula, at? 31 de Julho de 2019, pelo facto da Terceira n?o obter licen?a para o ensino do franc?s ou financiamento por si requerido, a Primeira e os Segundos poder?o considerar este contrato como resolvido, tendo direito ? rescis?o unilateral do mesmo e a devolver ? Terceira o valor recebido, a t?tulo de sinal, em singelo?, estamos perante uma verdadeira cl?usula resolutiva (convencional) expressa, sendo que a interpreta??o poss?vel da mesma (ao abrigo da teoria geral da interpreta??o do neg?cio jur?dico, aqui aplic?vel ? a interpreta??o que um declarat?rio normal, colocado na posi??o concreta do real declarat?rio (os RR\/promitentes vendedores) razoavelmente, faria) ? de que, em caso de n?o obten??o de financiamento, apenas ? ?Primeira e? Segundos? outorgantes (promitentes vendedores) foi concedido, por tal facto, o direito de resolu??o do contrato, n?o tendo a ?Terceira Outorgante? (promitente compradora) sido contemplada pela mesma previs?o contratual. V. Esta ? a ?nica interpreta??o que tem um m?nimo de correspond?ncia no texto do contrato (cfr. 238.?, n.? 1, do CC), pois nele deixaram as partes expresso que apenas os promitentes-vendedores poderiam ver resolvido o contrato em caso de n?o obten??o de financiamento, inexistindo, portanto, qualquer lacuna que cumpra integrar.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/6a85c39b7541b93e8025899f0055891d?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: FERNANDO BAPTISTA. I. 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Terceira o valor recebido, a t?tulo de sinal, em singelo?, estamos perante uma verdadeira cl?usula resolutiva (convencional) expressa, sendo que a interpreta??o poss?vel da mesma (ao abrigo da teoria geral da interpreta??o do neg?cio jur?dico, aqui aplic?vel ? a interpreta??o que um declarat?rio normal, colocado na posi??o concreta do real declarat?rio (os RR\/promitentes vendedores) razoavelmente, faria) ? de que, em caso de n?o obten??o de financiamento, apenas ? ?Primeira e? Segundos? outorgantes (promitentes vendedores) foi concedido, por tal facto, o direito de resolu??o do contrato, n?o tendo a ?Terceira Outorgante? (promitente compradora) sido contemplada pela mesma previs?o contratual. V. 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