{"id":642347,"date":"2026-04-22T01:05:51","date_gmt":"2026-04-21T23:05:51","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/"},"modified":"2026-04-22T01:05:51","modified_gmt":"2026-04-21T23:05:51","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: RAMALHO PINTO. I &#8212; Nos termos prevenidos no n.? 1 do art. 121.? do CPA, o direito de audi?ncia pr?via exercita-se imediatamente antes da ado??o da decis?o final. II &#8212; Tendo a delibera??o do CSM apreciado uma reclama??o formulada pelo autor, onde este aduziu toda a argumenta??o que entendeu beneficiar o acolhimento da sua pretens?o, sem que se tenham seguido quaisquer outros atos interlocut?rios e\/ou de produ??o de prova, tendo apenas havido lugar ? formula??o de uma proposta de decis?o que veio a ser acolhida pelo ?rg?o decisor, estamos perante um dos casos em que a audi?ncia pr?via, em nome da celeridade que deve guiar as boas pr?ticas administrativas (cfr. n.? 1 do art. 5.? do CPA), pode ser dispensada. III &#8212; O dever de fundamenta??o expressa dos atos administrativos tem uma tripla justifica??o racional: habilitar o interessado a optar conscientemente entre conformar-se com o ato ou impugn?-lo; assegurar a devida pondera??o das decis?es administrativas; e permitir um eficaz controlo da atua??o administrativa pelos tribunais. IV &#8212; No caso concreto, se ? certo que motiva??o exposta no ato impugnado pode ser tida como excessivamente sucinta, ? igualmente certo que a mesma permite a um destinat?rio normal, i.e. medianamente dotado de razoabilidade e clarivid?ncia, estabelecer um nexo entre aquela e os motivos que a sustentam. Em suma, o apontado laconismo n?o implica defici?ncia de fundamenta??o mas, eventualmente, um d?fice qualitativo da decis?o. V &#8212; E, em todo o caso, o certo ? que n?o se divisa que os termos empregues pelo r?u hajam comprometido a compreens?o do alcance da decis?o, viabilizando ao autor a formula??o de uma consciente op??o entre conformar-se com aquela ou, como o evidencia a propositura da presente a??o, dissentir do seu acerto. VI &#8212; O v?cio de viola??o de lei deteta-se na discrep?ncia entre o conte?do ou o objeto do ato e as normas jur?dicas que lhe s?o aplic?veis. VII &#8212; No ?mbito do Quadro Complementar de Ju?zes, o recebimento de ajudas de custo depende de os ju?zes estarem afetados a uma sec??o com sede na ?rea de munic?pio diverso do munic?pio da sede do respetivo Tribunal da Rela??o. VIII &#8212; Em conson?ncia com a organiza??o funcional dos Quadros Complementares, o domic?lio necess?rio dos ju?zes ?, por for?a de fic??o legal, for?osamente coincidente com a sede do respetivo Tribunal de Rela??o. IX &#8212; Por efeito de delibera??o do CSM, os provimentos de ju?zes no Quadro Complementar Unificado que j? existiam mantinham-se intocados enquanto perdurassem inalter?veis as comiss?es de servi?o vigentes. X &#8212; Um juiz pode exercer fun??es num tribunal sedeado em ?rea geogr?fica diversa do Tribunal da Rela??o a cujo Quadro Complementar de Ju?zes pertence, n?o tendo esse exerc?cio funcional, por?m, a virtualidade de alterar a domicilia??o necess?ria desse juiz. XI &#8212; Uma vez que o autor sempre foi referenciado, pelo CSM, como integrando o Quadro Complementar de Ju?zes do Tribunal da Rela??o de Guimar?es, n?o se pode concluir, como faz a delibera??o ora impugnada, que ?(&#8230;) O reclamante passou a ter domic?lio necess?rio ap?s tal afecta??o na cidade do Porto. (&#8230;)?. XII &#8212; Contudo, por o munic?pio onde o autor reside estar inserido na ?rea de compet?ncia territorial da 1.? Sec??o do Ju?zo de Execu??o do Porto, n?o assiste ?quele, ? luz do disposto no n.? 2 do art. 10.? do Regulamento do Quadro Complementar de Ju?zes, o jus a receber as ajudas de custo respeitantes ao desempenho de fun??es nesse tribunal. XIII &#8212; Assim, concitando conjugadamente o princ?pio iuria novit curia (n.? 3 do art. 5.? do CPC ex vi art. 1.? do CPTA) e o princ?pio do aproveitamento do ato administrativo, mostra-se inviabilizada a produ??o do efeito anulat?rio associ?vel ao v?cio de viola??o descortinado.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/68e44b540825c9bf802589820031c0d2?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: RAMALHO PINTO. I &#8212; Nos termos prevenidos no n.? 1 do art. 121.? do CPA, o direito de audi?ncia pr?via exercita-se imediatamente antes da ado??o da decis?o final. II &#8212; Tendo a delibera??o do CSM apreciado uma reclama??o formulada pelo autor, onde este aduziu toda a argumenta??o que entendeu beneficiar o acolhimento da sua pretens?o, sem que se tenham seguido quaisquer outros atos interlocut?rios e\/ou de produ??o de prova, tendo apenas havido lugar ? formula??o de uma proposta de decis?o que veio a ser acolhida pelo ?rg?o decisor, estamos perante um dos casos em que a audi?ncia pr?via, em nome da celeridade que deve guiar as boas pr?ticas administrativas (cfr. n.? 1 do art. 5.? do CPA), pode ser dispensada. III &#8212; O dever de fundamenta??o expressa dos atos administrativos tem uma tripla justifica??o racional: habilitar o interessado a optar conscientemente entre conformar-se com o ato ou impugn?-lo; assegurar a devida pondera??o das decis?es administrativas; e permitir um eficaz controlo da atua??o administrativa pelos tribunais. IV &#8212; No caso concreto, se ? certo que motiva??o exposta no ato impugnado pode ser tida como excessivamente sucinta, ? igualmente certo que a mesma permite a um destinat?rio normal, i.e. medianamente dotado de razoabilidade e clarivid?ncia, estabelecer um nexo entre aquela e os motivos que a sustentam. Em suma, o apontado laconismo n?o implica defici?ncia de fundamenta??o mas, eventualmente, um d?fice qualitativo da decis?o. V &#8212; E, em todo o caso, o certo ? que n?o se divisa que os termos empregues pelo r?u hajam comprometido a compreens?o do alcance da decis?o, viabilizando ao autor a formula??o de uma consciente op??o entre conformar-se com aquela ou, como o evidencia a propositura da presente a??o, dissentir do seu acerto. VI &#8212; O v?cio de viola??o de lei deteta-se na discrep?ncia entre o conte?do ou o objeto do ato e as normas jur?dicas que lhe s?o aplic?veis. VII &#8212; No ?mbito do Quadro Complementar de Ju?zes, o recebimento de ajudas de custo depende de os ju?zes estarem afetados a uma sec??o com sede na ?rea de munic?pio diverso do munic?pio da sede do respetivo Tribunal da Rela??o. VIII &#8212; Em conson?ncia com a organiza??o funcional dos Quadros Complementares, o domic?lio necess?rio dos ju?zes ?, por for?a de fic??o legal, for?osamente coincidente com a sede do respetivo Tribunal de Rela??o. IX &#8212; Por efeito de delibera??o do CSM, os provimentos de ju?zes no Quadro Complementar Unificado que j? existiam mantinham-se intocados enquanto perdurassem inalter?veis as comiss?es de servi?o vigentes. X &#8212; Um juiz pode exercer fun??es num tribunal sedeado em ?rea geogr?fica diversa do Tribunal da Rela??o a cujo Quadro Complementar de Ju?zes pertence, n?o tendo esse exerc?cio funcional, por?m, a virtualidade de alterar a domicilia??o necess?ria desse juiz. XI &#8212; Uma vez que o autor sempre foi referenciado, pelo CSM, como integrando o Quadro Complementar de Ju?zes do Tribunal da Rela??o de Guimar?es, n?o se pode concluir, como faz a delibera??o ora impugnada, que ?(&#8230;) O reclamante passou a ter domic?lio necess?rio ap?s tal afecta??o na cidade do Porto. (&#8230;)?. XII &#8212; Contudo, por o munic?pio onde o autor reside estar inserido na ?rea de compet?ncia territorial da 1.? Sec??o do Ju?zo de Execu??o do Porto, n?o assiste ?quele, ? luz do disposto no n.? 2 do art. 10.? do Regulamento do Quadro Complementar de Ju?zes, o jus a receber as ajudas de custo respeitantes ao desempenho de fun??es nesse tribunal. XIII &#8212; Assim, concitando conjugadamente o princ?pio iuria novit curia (n.? 3 do art. 5.? do CPC ex vi art. 1.? do CPTA) e o princ?pio do aproveitamento do ato administrativo, mostra-se inviabilizada a produ??o do efeito anulat?rio associ?vel ao v?cio de viola??o descortinado.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[7763],"kji_chamber":[18349],"kji_year":[24566],"kji_subject":[7650],"kji_keyword":[7772,7771,7773,7636,12994],"kji_language":[7770],"class_list":["post-642347","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-supremo-tribunal-de-justica","kji_chamber-seco-contencioso","kji_year-24566","kji_subject-administratif","kji_keyword-acordao","kji_keyword-processo","kji_keyword-supremo","kji_keyword-tribunal","kji_keyword-yflsb","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.4 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: RAMALHO PINTO. 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III - O dever de fundamenta??o expressa dos atos administrativos tem uma tripla justifica??o racional: habilitar o interessado a optar conscientemente entre conformar-se com o ato ou impugn?-lo; assegurar a devida pondera??o das decis?es administrativas; e permitir um eficaz controlo da atua??o administrativa pelos tribunais. IV - No caso concreto, se ? certo que motiva??o exposta no ato impugnado pode ser tida como excessivamente sucinta, ? igualmente certo que a mesma permite a um destinat?rio normal, i.e. medianamente dotado de razoabilidade e clarivid?ncia, estabelecer um nexo entre aquela e os motivos que a sustentam. Em suma, o apontado laconismo n?o implica defici?ncia de fundamenta??o mas, eventualmente, um d?fice qualitativo da decis?o. V - E, em todo o caso, o certo ? que n?o se divisa que os termos empregues pelo r?u hajam comprometido a compreens?o do alcance da decis?o, viabilizando ao autor a formula??o de uma consciente op??o entre conformar-se com aquela ou, como o evidencia a propositura da presente a??o, dissentir do seu acerto. VI - O v?cio de viola??o de lei deteta-se na discrep?ncia entre o conte?do ou o objeto do ato e as normas jur?dicas que lhe s?o aplic?veis. VII - No ?mbito do Quadro Complementar de Ju?zes, o recebimento de ajudas de custo depende de os ju?zes estarem afetados a uma sec??o com sede na ?rea de munic?pio diverso do munic?pio da sede do respetivo Tribunal da Rela??o. VIII - Em conson?ncia com a organiza??o funcional dos Quadros Complementares, o domic?lio necess?rio dos ju?zes ?, por for?a de fic??o legal, for?osamente coincidente com a sede do respetivo Tribunal de Rela??o. IX - Por efeito de delibera??o do CSM, os provimentos de ju?zes no Quadro Complementar Unificado que j? existiam mantinham-se intocados enquanto perdurassem inalter?veis as comiss?es de servi?o vigentes. X - Um juiz pode exercer fun??es num tribunal sedeado em ?rea geogr?fica diversa do Tribunal da Rela??o a cujo Quadro Complementar de Ju?zes pertence, n?o tendo esse exerc?cio funcional, por?m, a virtualidade de alterar a domicilia??o necess?ria desse juiz. XI - Uma vez que o autor sempre foi referenciado, pelo CSM, como integrando o Quadro Complementar de Ju?zes do Tribunal da Rela??o de Guimar?es, n?o se pode concluir, como faz a delibera??o ora impugnada, que ?(...) O reclamante passou a ter domic?lio necess?rio ap?s tal afecta??o na cidade do Porto. (...)?. XII - Contudo, por o munic?pio onde o autor reside estar inserido na ?rea de compet?ncia territorial da 1.? 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XIII - Assim, concitando conjugadamente o princ?pio iuria novit curia (n.? 3 do art. 5.? do CPC ex vi art. 1.? do CPTA) e o princ?pio do aproveitamento do ato administrativo, mostra-se inviabilizada a produ??o do efeito anulat?rio associ?vel ao v?cio de viola??o descortinado.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"4 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\\\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-21T23:05:51+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\\\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29","og_description":"Relator: RAMALHO PINTO. I - Nos termos prevenidos no n.? 1 do art. 121.? do CPA, o direito de audi?ncia pr?via exercita-se imediatamente antes da ado??o da decis?o final. II - Tendo a delibera??o do CSM apreciado uma reclama??o formulada pelo autor, onde este aduziu toda a argumenta??o que entendeu beneficiar o acolhimento da sua pretens?o, sem que se tenham seguido quaisquer outros atos interlocut?rios e\/ou de produ??o de prova, tendo apenas havido lugar ? formula??o de uma proposta de decis?o que veio a ser acolhida pelo ?rg?o decisor, estamos perante um dos casos em que a audi?ncia pr?via, em nome da celeridade que deve guiar as boas pr?ticas administrativas (cfr. n.? 1 do art. 5.? do CPA), pode ser dispensada. III - O dever de fundamenta??o expressa dos atos administrativos tem uma tripla justifica??o racional: habilitar o interessado a optar conscientemente entre conformar-se com o ato ou impugn?-lo; assegurar a devida pondera??o das decis?es administrativas; e permitir um eficaz controlo da atua??o administrativa pelos tribunais. IV - No caso concreto, se ? certo que motiva??o exposta no ato impugnado pode ser tida como excessivamente sucinta, ? igualmente certo que a mesma permite a um destinat?rio normal, i.e. medianamente dotado de razoabilidade e clarivid?ncia, estabelecer um nexo entre aquela e os motivos que a sustentam. Em suma, o apontado laconismo n?o implica defici?ncia de fundamenta??o mas, eventualmente, um d?fice qualitativo da decis?o. V - E, em todo o caso, o certo ? que n?o se divisa que os termos empregues pelo r?u hajam comprometido a compreens?o do alcance da decis?o, viabilizando ao autor a formula??o de uma consciente op??o entre conformar-se com aquela ou, como o evidencia a propositura da presente a??o, dissentir do seu acerto. VI - O v?cio de viola??o de lei deteta-se na discrep?ncia entre o conte?do ou o objeto do ato e as normas jur?dicas que lhe s?o aplic?veis. VII - No ?mbito do Quadro Complementar de Ju?zes, o recebimento de ajudas de custo depende de os ju?zes estarem afetados a uma sec??o com sede na ?rea de munic?pio diverso do munic?pio da sede do respetivo Tribunal da Rela??o. VIII - Em conson?ncia com a organiza??o funcional dos Quadros Complementares, o domic?lio necess?rio dos ju?zes ?, por for?a de fic??o legal, for?osamente coincidente com a sede do respetivo Tribunal de Rela??o. IX - Por efeito de delibera??o do CSM, os provimentos de ju?zes no Quadro Complementar Unificado que j? existiam mantinham-se intocados enquanto perdurassem inalter?veis as comiss?es de servi?o vigentes. X - Um juiz pode exercer fun??es num tribunal sedeado em ?rea geogr?fica diversa do Tribunal da Rela??o a cujo Quadro Complementar de Ju?zes pertence, n?o tendo esse exerc?cio funcional, por?m, a virtualidade de alterar a domicilia??o necess?ria desse juiz. XI - Uma vez que o autor sempre foi referenciado, pelo CSM, como integrando o Quadro Complementar de Ju?zes do Tribunal da Rela??o de Guimar?es, n?o se pode concluir, como faz a delibera??o ora impugnada, que ?(...) O reclamante passou a ter domic?lio necess?rio ap?s tal afecta??o na cidade do Porto. (...)?. XII - Contudo, por o munic?pio onde o autor reside estar inserido na ?rea de compet?ncia territorial da 1.? Sec??o do Ju?zo de Execu??o do Porto, n?o assiste ?quele, ? luz do disposto no n.? 2 do art. 10.? do Regulamento do Quadro Complementar de Ju?zes, o jus a receber as ajudas de custo respeitantes ao desempenho de fun??es nesse tribunal. XIII - Assim, concitando conjugadamente o princ?pio iuria novit curia (n.? 3 do art. 5.? do CPC ex vi art. 1.? do CPTA) e o princ?pio do aproveitamento do ato administrativo, mostra-se inviabilizada a produ??o do efeito anulat?rio associ?vel ao v?cio de viola??o descortinado.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"4 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-21T23:05:51+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-45-18-4yflsb-2023-03-29\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 45\/18.4YFLSB \u2013 2023-03-29"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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