{"id":644030,"date":"2026-04-22T05:01:25","date_gmt":"2026-04-22T03:01:25","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/"},"modified":"2026-04-22T05:01:25","modified_gmt":"2026-04-22T03:01:25","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ANT?NIO LATAS. I &#8212; A factualidade provada, que sugere um esfor?o de integra??o familiar e social ao longo da vida adulta do arguido, n?o obstante a situa??o familiar desfavor?vel vivida na inf?ncia e adolesc?ncia (ponto 56 da factualidade provada), n?o deixa de sugerir igualmente que a (curta mas intensa) carreira delinquente que veio a encetar em 2020 com a pr?tica dos il?citos criminais aqui em causa ao longo de 3 meses, tenha sido parcialmente motivada pelas desfavor?veis condi??es de ordem familiar, profissional e mesmo social (v.g. Covid-19) vividas pouco antes dos factos. II &#8212; Interferindo, desse modo, com o grau de liberdade do agente para agir de outro modo e, consequentemente, com os termos do ju?zo de culpa formulado, em conjunto, sobre os factos e a sua personalidade, para efeitos de determina??o da pena ?nica (art. 77.?, n.? 1, do CPP), sendo certo que, lembremo-lo, o art. 40.?, n.? 2 afirma positivamente com clareza que ?Em caso algum a pena pode ultrapassar a medida da culpa?. III &#8212; Ora, n?o obstante a fundamenta??o detalhada e cuidadosa que pode ver-se na decis?o da mat?ria de facto e na determina??o da pena, tanto no ac?rd?o do Tribunal de Comarca como no ac?rd?o do Tribunal da Rela??o, n?o foi abordada pelas inst?ncias, como geralmente n?o ?, a eventual relev?ncia da situa??o pessoal do arguido &#8212; vivida no per?odo imediatamente anterior ? pr?tica dos factos em confronto com per?odos anteriores (como de forma extensa e impressiva se narra na factualidade provada -, na determina??o da pena ?nica. Relev?ncia que se verifica, precisamente, por afetar a medida da censura a fazer ao arguido pela sua op??o pela referida carreira delinquente de curta dura??o e, portanto, a sua culpa pelo facto, diminuindo-a. IV &#8212; Conclu?mos, pois, que apesar de se verificarem as necessidades de preven??o geral e de preven??o especial assinaladas no ac?rd?o recorrido, as condi??es de vida do arguido impressivamente descritas sob o n.? 56 da factualidade provada e sobre as quais n?o se debru?aram as inst?ncias, n?o podem deixar de implicar uma diminui??o da medida da culpa do arguido, enquanto limite m?ximo da pena concreta a que se reporta o art. 40.?, n.? 2, do CP, pelo que se decide ser de diminuir a pena de 8 anos de pris?o fixada pelo tribunal recorrido para 7 anos e 3 meses de pris?o, procedendo o recurso do arguido nesta medida.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/79fa65fef98d1d08802589590030ab7e?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ANT?NIO LATAS. I &#8212; A factualidade provada, que sugere um esfor?o de integra??o familiar e social ao longo da vida adulta do arguido, n?o obstante a situa??o familiar desfavor?vel vivida na inf?ncia e adolesc?ncia (ponto 56 da factualidade provada), n?o deixa de sugerir igualmente que a (curta mas intensa) carreira delinquente que veio a encetar em 2020 com a pr?tica dos il?citos criminais aqui em causa ao longo de 3 meses, tenha sido parcialmente motivada pelas desfavor?veis condi??es de ordem familiar, profissional e mesmo social (v.g. Covid-19) vividas pouco antes dos factos. II &#8212; Interferindo, desse modo, com o grau de liberdade do agente para agir de outro modo e, consequentemente, com os termos do ju?zo de culpa formulado, em conjunto, sobre os factos e a sua personalidade, para efeitos de determina??o da pena ?nica (art. 77.?, n.? 1, do CPP), sendo certo que, lembremo-lo, o art. 40.?, n.? 2 afirma positivamente com clareza que ?Em caso algum a pena pode ultrapassar a medida da culpa?. III &#8212; Ora, n?o obstante a fundamenta??o detalhada e cuidadosa que pode ver-se na decis?o da mat?ria de facto e na determina??o da pena, tanto no ac?rd?o do Tribunal de Comarca como no ac?rd?o do Tribunal da Rela??o, n?o foi abordada pelas inst?ncias, como geralmente n?o ?, a eventual relev?ncia da situa??o pessoal do arguido &#8212; vivida no per?odo imediatamente anterior ? pr?tica dos factos em confronto com per?odos anteriores (como de forma extensa e impressiva se narra na factualidade provada -, na determina??o da pena ?nica. Relev?ncia que se verifica, precisamente, por afetar a medida da censura a fazer ao arguido pela sua op??o pela referida carreira delinquente de curta dura??o e, portanto, a sua culpa pelo facto, diminuindo-a. IV &#8212; Conclu?mos, pois, que apesar de se verificarem as necessidades de preven??o geral e de preven??o especial assinaladas no ac?rd?o recorrido, as condi??es de vida do arguido impressivamente descritas sob o n.? 56 da factualidade provada e sobre as quais n?o se debru?aram as inst?ncias, n?o podem deixar de implicar uma diminui??o da medida da culpa do arguido, enquanto limite m?ximo da pena concreta a que se reporta o art. 40.?, n.? 2, do CP, pelo que se decide ser de diminuir a pena de 8 anos de pris?o fixada pelo tribunal recorrido para 7 anos e 3 meses de pris?o, procedendo o recurso do arguido nesta medida.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[7763],"kji_chamber":[7955],"kji_year":[24566],"kji_subject":[7632],"kji_keyword":[7772,7774,7771,7773,7636],"kji_language":[7770],"class_list":["post-644030","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-supremo-tribunal-de-justica","kji_chamber-5-seco","kji_year-24566","kji_subject-penal","kji_keyword-acordao","kji_keyword-justica","kji_keyword-processo","kji_keyword-supremo","kji_keyword-tribunal","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: ANT?NIO LATAS. I - A factualidade provada, que sugere um esfor?o de integra??o familiar e social ao longo da vida adulta do arguido, n?o obstante a situa??o familiar desfavor?vel vivida na inf?ncia e adolesc?ncia (ponto 56 da factualidade provada), n?o deixa de sugerir igualmente que a (curta mas intensa) carreira delinquente que veio a encetar em 2020 com a pr?tica dos il?citos criminais aqui em causa ao longo de 3 meses, tenha sido parcialmente motivada pelas desfavor?veis condi??es de ordem familiar, profissional e mesmo social (v.g. Covid-19) vividas pouco antes dos factos. II - Interferindo, desse modo, com o grau de liberdade do agente para agir de outro modo e, consequentemente, com os termos do ju?zo de culpa formulado, em conjunto, sobre os factos e a sua personalidade, para efeitos de determina??o da pena ?nica (art. 77.?, n.? 1, do CPP), sendo certo que, lembremo-lo, o art. 40.?, n.? 2 afirma positivamente com clareza que ?Em caso algum a pena pode ultrapassar a medida da culpa?. III - Ora, n?o obstante a fundamenta??o detalhada e cuidadosa que pode ver-se na decis?o da mat?ria de facto e na determina??o da pena, tanto no ac?rd?o do Tribunal de Comarca como no ac?rd?o do Tribunal da Rela??o, n?o foi abordada pelas inst?ncias, como geralmente n?o ?, a eventual relev?ncia da situa??o pessoal do arguido - vivida no per?odo imediatamente anterior ? pr?tica dos factos em confronto com per?odos anteriores (como de forma extensa e impressiva se narra na factualidade provada -, na determina??o da pena ?nica. Relev?ncia que se verifica, precisamente, por afetar a medida da censura a fazer ao arguido pela sua op??o pela referida carreira delinquente de curta dura??o e, portanto, a sua culpa pelo facto, diminuindo-a. IV - Conclu?mos, pois, que apesar de se verificarem as necessidades de preven??o geral e de preven??o especial assinaladas no ac?rd?o recorrido, as condi??es de vida do arguido impressivamente descritas sob o n.? 56 da factualidade provada e sobre as quais n?o se debru?aram as inst?ncias, n?o podem deixar de implicar uma diminui??o da medida da culpa do arguido, enquanto limite m?ximo da pena concreta a que se reporta o art. 40.?, n.? 2, do CP, pelo que se decide ser de diminuir a pena de 8 anos de pris?o fixada pelo tribunal recorrido para 7 anos e 3 meses de pris?o, procedendo o recurso do arguido nesta medida.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\\\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-22T03:01:25+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\\\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16","og_description":"Relator: ANT?NIO LATAS. I - A factualidade provada, que sugere um esfor?o de integra??o familiar e social ao longo da vida adulta do arguido, n?o obstante a situa??o familiar desfavor?vel vivida na inf?ncia e adolesc?ncia (ponto 56 da factualidade provada), n?o deixa de sugerir igualmente que a (curta mas intensa) carreira delinquente que veio a encetar em 2020 com a pr?tica dos il?citos criminais aqui em causa ao longo de 3 meses, tenha sido parcialmente motivada pelas desfavor?veis condi??es de ordem familiar, profissional e mesmo social (v.g. Covid-19) vividas pouco antes dos factos. II - Interferindo, desse modo, com o grau de liberdade do agente para agir de outro modo e, consequentemente, com os termos do ju?zo de culpa formulado, em conjunto, sobre os factos e a sua personalidade, para efeitos de determina??o da pena ?nica (art. 77.?, n.? 1, do CPP), sendo certo que, lembremo-lo, o art. 40.?, n.? 2 afirma positivamente com clareza que ?Em caso algum a pena pode ultrapassar a medida da culpa?. III - Ora, n?o obstante a fundamenta??o detalhada e cuidadosa que pode ver-se na decis?o da mat?ria de facto e na determina??o da pena, tanto no ac?rd?o do Tribunal de Comarca como no ac?rd?o do Tribunal da Rela??o, n?o foi abordada pelas inst?ncias, como geralmente n?o ?, a eventual relev?ncia da situa??o pessoal do arguido - vivida no per?odo imediatamente anterior ? pr?tica dos factos em confronto com per?odos anteriores (como de forma extensa e impressiva se narra na factualidade provada -, na determina??o da pena ?nica. Relev?ncia que se verifica, precisamente, por afetar a medida da censura a fazer ao arguido pela sua op??o pela referida carreira delinquente de curta dura??o e, portanto, a sua culpa pelo facto, diminuindo-a. IV - Conclu?mos, pois, que apesar de se verificarem as necessidades de preven??o geral e de preven??o especial assinaladas no ac?rd?o recorrido, as condi??es de vida do arguido impressivamente descritas sob o n.? 56 da factualidade provada e sobre as quais n?o se debru?aram as inst?ncias, n?o podem deixar de implicar uma diminui??o da medida da culpa do arguido, enquanto limite m?ximo da pena concreta a que se reporta o art. 40.?, n.? 2, do CP, pelo que se decide ser de diminuir a pena de 8 anos de pris?o fixada pelo tribunal recorrido para 7 anos e 3 meses de pris?o, procedendo o recurso do arguido nesta medida.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-22T03:01:25+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3122-20-8japrt-p1-s1-2023-02-16\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3122\/20.8JAPRT.P1.S1 \u2013 2023-02-16"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"ru-RU"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"ru-RU","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","width":2114,"height":1253,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/644030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=644030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=644030"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=644030"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=644030"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=644030"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=644030"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=644030"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=644030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}