{"id":644065,"date":"2026-04-22T05:09:24","date_gmt":"2026-04-22T03:09:24","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15\/"},"modified":"2026-04-22T05:09:24","modified_gmt":"2026-04-22T03:09:24","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 55\/21.4PEBRG.S1 \u2013 2023-02-15"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ANA BARATA BRITO. I -???A aus?ncia de confiss?o ou de arrependimento n?o pode funcionar como circunst?ncia agravante, e o passado criminal do arguido, valor?vel em julgamento, s? pode ser o que consta do seu CRC. II -??Assim, no que respeita ? confiss?o, a ?aus?ncia de confiss?o? nunca ? um facto a tratar como tal na senten?a, como n?o o ? a aus?ncia de arrependimento e, no limite, o pr?prio sil?ncio do arguido sobre a acusa??o. E se ? errado incluir nos factos provados que o arguido ?manteve o sil?ncio? ? o sil?ncio do arguido n?o ? um facto, no sentido de facto-com-conte?do-normativo, pois do exerc?cio de um direito n?o pode ser retirada uma consequ?ncia jur?dica contra o titular desse direito ? tamb?m o ser?, concludentemente, a ?n?o confiss?o?. III &#8212; J? a ?confiss?o?, a ocorrer por op??o sempre livre do arguido, dever? constar dos factos provados, de modo a poder ser positivamente valorada na pena, pois repercute-se num ju?zo atenuante das exig?ncias de preven??o, particularmente (mas n?o exclusivamente) a especial. IV &#8212; Em suma, a confiss?o, a provar-se, deve constar dos factos provados, e a ?aus?ncia de confiss?o? n?o deve incluir-se na mat?ria de facto. E se ? certo que a aus?ncia de confiss?o e arrependimento n?o constitui de per si circunst?ncia agravante, a sua inexist?ncia em concreto repercute-se numa diminui??o do leque de circunst?ncias atenuantes. V -? O passado criminal do arguido ? apenas aquele que consta do CRC. ? o registo criminal que d? a conhecer o passado judici?rio do condenado, e este conhecimento ? um conhecimento legal, obtido de forma l?cita, atrav?s do instrumento ou meio legalmente conformado. VI &#8212; Os antecedentes criminais cancelados n?o s?o pass?veis de valora??o, ou seja, deixam de poder ser considerados como circunst?ncia agravante geral. VII &#8212; Se o CRC visa dar conhecimento ao tribunal, e informa??o ao processo, sobre o passado criminal do arguido, e se a lei ordena o cancelamento do registo, o arguido tem de ser considerado reabilitado. E o mesmo tem de suceder quando a informa??o em causa prov?m (indevidamente), n?o j? do CRC do condenado, mas de outra fonte probat?ria, como seja o relat?rio social do arguido. VIII &#8212; Justifica-se a pena de 5 anos e 6 meses de pris?o aplicada a detentor de hero?na (116,297 gramas, 177 embalagens\/pacotes, 134 doses individuais di?rias) e de coca?na (227,521 gramas, 5 embalagens, 1432 doses individuais di?rias), nas demais circunst?ncias provadas, pena que se enquadra no referente jurisprudencial (decis?es do STJ em casos semelhantes).<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/3c20ce881dd40b6680258958004e15fd?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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III - J? a ?confiss?o?, a ocorrer por op??o sempre livre do arguido, dever? constar dos factos provados, de modo a poder ser positivamente valorada na pena, pois repercute-se num ju?zo atenuante das exig?ncias de preven??o, particularmente (mas n?o exclusivamente) a especial. IV - Em suma, a confiss?o, a provar-se, deve constar dos factos provados, e a ?aus?ncia de confiss?o? n?o deve incluir-se na mat?ria de facto. E se ? certo que a aus?ncia de confiss?o e arrependimento n?o constitui de per si circunst?ncia agravante, a sua inexist?ncia em concreto repercute-se numa diminui??o do leque de circunst?ncias atenuantes. V -? O passado criminal do arguido ? apenas aquele que consta do CRC. ? o registo criminal que d? a conhecer o passado judici?rio do condenado, e este conhecimento ? um conhecimento legal, obtido de forma l?cita, atrav?s do instrumento ou meio legalmente conformado. VI - Os antecedentes criminais cancelados n?o s?o pass?veis de valora??o, ou seja, deixam de poder ser considerados como circunst?ncia agravante geral. VII - Se o CRC visa dar conhecimento ao tribunal, e informa??o ao processo, sobre o passado criminal do arguido, e se a lei ordena o cancelamento do registo, o arguido tem de ser considerado reabilitado. E o mesmo tem de suceder quando a informa??o em causa prov?m (indevidamente), n?o j? do CRC do condenado, mas de outra fonte probat?ria, como seja o relat?rio social do arguido. 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III - J? a ?confiss?o?, a ocorrer por op??o sempre livre do arguido, dever? constar dos factos provados, de modo a poder ser positivamente valorada na pena, pois repercute-se num ju?zo atenuante das exig?ncias de preven??o, particularmente (mas n?o exclusivamente) a especial. IV - Em suma, a confiss?o, a provar-se, deve constar dos factos provados, e a ?aus?ncia de confiss?o? n?o deve incluir-se na mat?ria de facto. E se ? certo que a aus?ncia de confiss?o e arrependimento n?o constitui de per si circunst?ncia agravante, a sua inexist?ncia em concreto repercute-se numa diminui??o do leque de circunst?ncias atenuantes. V -? O passado criminal do arguido ? apenas aquele que consta do CRC. ? o registo criminal que d? a conhecer o passado judici?rio do condenado, e este conhecimento ? um conhecimento legal, obtido de forma l?cita, atrav?s do instrumento ou meio legalmente conformado. VI - Os antecedentes criminais cancelados n?o s?o pass?veis de valora??o, ou seja, deixam de poder ser considerados como circunst?ncia agravante geral. VII - Se o CRC visa dar conhecimento ao tribunal, e informa??o ao processo, sobre o passado criminal do arguido, e se a lei ordena o cancelamento do registo, o arguido tem de ser considerado reabilitado. E o mesmo tem de suceder quando a informa??o em causa prov?m (indevidamente), n?o j? do CRC do condenado, mas de outra fonte probat?ria, como seja o relat?rio social do arguido. VIII - Justifica-se a pena de 5 anos e 6 meses de pris?o aplicada a detentor de hero?na (116,297 gramas, 177 embalagens\/pacotes, 134 doses individuais di?rias) e de coca?na (227,521 gramas, 5 embalagens, 1432 doses individuais di?rias), nas demais circunst?ncias provadas, pena que se enquadra no referente jurisprudencial (decis?es do STJ em casos semelhantes).","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 55\/21.4PEBRG.S1 \u2013 2023-02-15 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-22T03:09:24+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-55-21-4pebrg-s1-2023-02-15\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 55\/21.4PEBRG.S1 \u2013 2023-02-15"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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