{"id":646212,"date":"2026-04-22T09:31:02","date_gmt":"2026-04-22T07:31:02","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31\/"},"modified":"2026-04-22T09:31:02","modified_gmt":"2026-04-22T07:31:02","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 541\/13.0TVPRT.P1.S2 \u2013 2023-01-31"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: LU?S ESP?RITO SANTO. I &#8212; Provando-se que o autor marido, actuando no interesse seu e do seu c?njuge, subscreveu efectivamente junto do banco r?u o produto financeiro denominado ?SLN rendimento mais 2004?, aproveitando-se, durante algum tempo (v?rios anos, ali?s), da sua apreci?vel rentabilidade, com a absoluta anu?ncia e conforma??o da sua esposa que era igualmente titular dos fundos respectivos, fica totalmente prejudicado o conhecimento da quest?o da abusiva utiliza??o pelo Banco R?u, motu pr?prio, de valores depositados a prazo de que os autores eram titulares, ? revelia e contra a vontade destes, que fora sustentada na peti??o inicial, n?o podendo assim a responsabilidade do banco r?u assentar naquela concreta causa de pedir. II &#8212; Tal como a presente ac??o se encontra concretamente estruturada, a mesma n?o tinha sequer por base a viola??o do dever de informa??o por parte da intermedi?ria financeira (se fora o banco a conseguir fabricara aquisi??o dos produtos financeiros, por sua exclusiva iniciativa e sem nenhum acordo consciente por partes dos autores, ? l?gico que, acreditando nesta vers?o dos acontecimentos, n?o faria o menor sentido configurar aqui a presta??o de informa??o relativamente a um neg?cio no qual os autores n?o teriam tido &#8212; alegadamente &#8212; a menor participa??o activa e deliberada). III &#8212; A obriga??o de indemnizar, no plano contratual, integra um conjunto de pressupostos cumulativos, a saber: a pr?tica do facto imput?vel ao demandado; o seu car?cter il?cito e culposo (culpa que se presume nos termos gerais do art. 799.?, n.? 1, do CC); o nexo de causalidade entre o cometimento do il?cito e a produ??o do correspondente dano para a esfera jur?dica do demandante. IV &#8212; A presun??o prevista no art. 304.?-A, n.? 2, do CVM, na vers?o aplic?vel (anterior ao DL n.? 357-A\/2007, de 31-10) ? apenas uma presun??o de culpa e ilicitude, n?o abrangendo igualmente a presun??o do nexo de causalidade. V &#8212; N?o havendo, na situa??o sub judice, ficado provado que os autores, na sua qualidade de investidores, e uma vez cientes da informa??o que lhe deveria ter sido prestada (ou se o fosse), tomariam ent?o a decis?o de n?o investir, tal como efectivamente fizeram (no desconhecimento dessa mesma informa??o), tal corresponde ? aus?ncia de demonstra??o da exist?ncia de nexo de causalidade entre o facto il?cito cometido pela intermedi?ria financeira e o dano sofrido pelos seus clientes. VI &#8212; O que seria por si s? suficiente para concluir que n?o se encontram reunidos todos os elementos constitutivos da obriga??o de indemniza??o em que os autores estribavam a sua pretens?o a qual ter? for?osamente de fracassar. VI &#8212; Trata-se, ali?s, da aplica??o a este caso da doutrina firmada no ac?rd?o uniformizador n.? 8\/2022, proferido no processo n.? 1479\/16.4T8LRA.C2.S1-A, publicado no DR, 1.? S?rie, de 3-11-2022, rectificado conforme Declara??o de Rectifica??o n.? 31\/2022, publicada no DR, 1.? S?rie, de 21-11-2022, onde se decidiu ?para estabelecer o nexo de causalidade entre a viola??o dos deveres de informa??o, por parte do intermedi?rio financeiro, e o dano decorrente da decis?o de investir, incumbe ao investidor provar que a presta??o da informa??o devida o levaria a n?o tomar a decis?o de investir?.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/fc890b88fbbf196280258949003a94c6?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: LU?S ESP?RITO SANTO. 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II &#8212; Tal como a presente ac??o se encontra concretamente estruturada, a mesma n?o tinha sequer por base a viola??o do dever de informa??o por parte da intermedi?ria financeira (se fora o banco a conseguir fabricara aquisi??o dos produtos financeiros, por sua exclusiva iniciativa e sem nenhum acordo consciente por partes dos autores, ? l?gico que, acreditando nesta vers?o dos acontecimentos, n?o faria o menor sentido configurar aqui a presta??o de informa??o relativamente a um neg?cio no qual os autores n?o teriam tido &#8212; alegadamente &#8212; a menor participa??o activa e deliberada). III &#8212; A obriga??o de indemnizar, no plano contratual, integra um conjunto de pressupostos cumulativos, a saber: a pr?tica do facto imput?vel ao demandado; o seu car?cter il?cito e culposo (culpa que se presume nos termos gerais do art. 799.?, n.? 1, do CC); o nexo de causalidade entre o cometimento do il?cito e a produ??o do correspondente dano para a esfera jur?dica do demandante. 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II - Tal como a presente ac??o se encontra concretamente estruturada, a mesma n?o tinha sequer por base a viola??o do dever de informa??o por parte da intermedi?ria financeira (se fora o banco a conseguir fabricara aquisi??o dos produtos financeiros, por sua exclusiva iniciativa e sem nenhum acordo consciente por partes dos autores, ? l?gico que, acreditando nesta vers?o dos acontecimentos, n?o faria o menor sentido configurar aqui a presta??o de informa??o relativamente a um neg?cio no qual os autores n?o teriam tido - alegadamente - a menor participa??o activa e deliberada). III - A obriga??o de indemnizar, no plano contratual, integra um conjunto de pressupostos cumulativos, a saber: a pr?tica do facto imput?vel ao demandado; o seu car?cter il?cito e culposo (culpa que se presume nos termos gerais do art. 799.?, n.? 1, do CC); o nexo de causalidade entre o cometimento do il?cito e a produ??o do correspondente dano para a esfera jur?dica do demandante. IV - A presun??o prevista no art. 304.?-A, n.? 2, do CVM, na vers?o aplic?vel (anterior ao DL n.? 357-A\/2007, de 31-10) ? apenas uma presun??o de culpa e ilicitude, n?o abrangendo igualmente a presun??o do nexo de causalidade. V - N?o havendo, na situa??o sub judice, ficado provado que os autores, na sua qualidade de investidores, e uma vez cientes da informa??o que lhe deveria ter sido prestada (ou se o fosse), tomariam ent?o a decis?o de n?o investir, tal como efectivamente fizeram (no desconhecimento dessa mesma informa??o), tal corresponde ? aus?ncia de demonstra??o da exist?ncia de nexo de causalidade entre o facto il?cito cometido pela intermedi?ria financeira e o dano sofrido pelos seus clientes. VI - O que seria por si s? suficiente para concluir que n?o se encontram reunidos todos os elementos constitutivos da obriga??o de indemniza??o em que os autores estribavam a sua pretens?o a qual ter? for?osamente de fracassar. VI - Trata-se, ali?s, da aplica??o a este caso da doutrina firmada no ac?rd?o uniformizador n.? 8\/2022, proferido no processo n.? 1479\/16.4T8LRA.C2.S1-A, publicado no DR, 1.? S?rie, de 3-11-2022, rectificado conforme Declara??o de Rectifica??o n.? 31\/2022, publicada no DR, 1.? 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IV - A presun??o prevista no art. 304.?-A, n.? 2, do CVM, na vers?o aplic?vel (anterior ao DL n.? 357-A\/2007, de 31-10) ? apenas uma presun??o de culpa e ilicitude, n?o abrangendo igualmente a presun??o do nexo de causalidade. V - N?o havendo, na situa??o sub judice, ficado provado que os autores, na sua qualidade de investidores, e uma vez cientes da informa??o que lhe deveria ter sido prestada (ou se o fosse), tomariam ent?o a decis?o de n?o investir, tal como efectivamente fizeram (no desconhecimento dessa mesma informa??o), tal corresponde ? aus?ncia de demonstra??o da exist?ncia de nexo de causalidade entre o facto il?cito cometido pela intermedi?ria financeira e o dano sofrido pelos seus clientes. VI - O que seria por si s? suficiente para concluir que n?o se encontram reunidos todos os elementos constitutivos da obriga??o de indemniza??o em que os autores estribavam a sua pretens?o a qual ter? for?osamente de fracassar. VI - Trata-se, ali?s, da aplica??o a este caso da doutrina firmada no ac?rd?o uniformizador n.? 8\/2022, proferido no processo n.? 1479\/16.4T8LRA.C2.S1-A, publicado no DR, 1.? S?rie, de 3-11-2022, rectificado conforme Declara??o de Rectifica??o n.? 31\/2022, publicada no DR, 1.? S?rie, de 21-11-2022, onde se decidiu ?para estabelecer o nexo de causalidade entre a viola??o dos deveres de informa??o, por parte do intermedi?rio financeiro, e o dano decorrente da decis?o de investir, incumbe ao investidor provar que a presta??o da informa??o devida o levaria a n?o tomar a decis?o de investir?.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 541\/13.0TVPRT.P1.S2 \u2013 2023-01-31 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-22T07:31:02+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-541-13-0tvprt-p1-s2-2023-01-31\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 541\/13.0TVPRT.P1.S2 \u2013 2023-01-31"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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