{"id":649019,"date":"2026-04-22T15:05:18","date_gmt":"2026-04-22T13:05:18","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-442-19-8jelsb-l1-s1-2023-01-19\/"},"modified":"2026-04-22T15:05:18","modified_gmt":"2026-04-22T13:05:18","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-442-19-8jelsb-l1-s1-2023-01-19","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-442-19-8jelsb-l1-s1-2023-01-19\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 442\/19.8JELSB.L1.S1 \u2013 2023-01-19"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: LEONOR FURTADO. I &#8212; Ditam as regras da experi?ncia, sem margem para erro, que a quantidade de estupefaciente detida por um arguido e trazida para o interior de um estabelecimento prisional, num total de 127,579 gramas a que corresponderiam 552 doses di?rias individuais, al?m de n?o poder ser considerada diminuta, com elevada probabilidade, seria distribu?da potencialmente a um elevado n?mero de reclusos; II &#8212; ? consabido que o estupefaciente em causa teria junto da popula??o prisional um valor muito superior ao seu valor no mercado exterior ?quele estabelecimento, dadas as circunst?ncias de proibi??o, escassez e vigil?ncia sobre o consumo de drogas no meio prisional. III &#8212; N?o se verifica uma situa??o de gravidade consideravelmente diminu?da, pois pesa, em sentido negativo, a qualidade e a quantidade do estupefaciente detido pelo arguido e a exist?ncia de potenciais ?clientes fixos?, os eventuais reclusos consumidores, garantindo o escoamento do estupefaciente que assim seria introduzido no estabelecimento prisional. IV &#8212; O tipo de estupefaciente em causa, cannabis, vulgo haxixe, n?o se pode considerar uma droga dura para efeitos de ponderar a gravidade da conduta do arguido ou o grau de letalidade na sa?de dos eventuais consumidores, tendo em considera??o aquilo que se considera como dose di?ria. V &#8212; Mostra-se excessiva a medida da pena doseada em pena de 7 anos de pris?o, pela pr?tica de 1 crime de tr?fico de estupefaciente agravado, p.p. pelos arts. 21.?, n.? 1, e 24.?, al. h), todos do DL n.? 15\/93, de 22-01, considerando a natureza e a quantidade do produto em causa e a relativa simplicidade do modo de actua??o, muito comum em casos de introdu??o de estupefacientes no meio prisional.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/17a81bdf50b882928025893d0039b1cb?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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