{"id":649547,"date":"2026-04-22T16:31:51","date_gmt":"2026-04-22T14:31:51","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/"},"modified":"2026-04-22T16:31:51","modified_gmt":"2026-04-22T14:31:51","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 560\/19.2PATVD.L1-A.S1 \u2013 2023-01-10"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ERNESTO VAZ PEREIRA. I. Constituem pressupostos formais da admissibilidade do Recurso para uniformiza??o de jurisprud?ncia, (i) legitimidade e interesse em agir do recorrente; (ii) tempestividade; (iii) invoca??o e identifica??o de um ?nico ac?rd?o fundamento, com jun??o de c?pia; (iv) tr?nsito em julgado dos dois ac?rd?os de tribunais superiores conflituantes, ambos do STJ; ou ambos da Rela??o;, ou um da Rela??o, o recorrido, de que n?o seja admiss?vel recurso ordin?rio e o outro, o fundamento, do STJ, salvo se a orienta??o perfilhada no recorrido da Rela??o estiver de acordo com a jurisprud?ncia j? anteriormente fixada pelo STJ; (v) justifica??o, de facto e de direito, da oposi??o. II. Como pressupostos de natureza substancial identifica a jurisprud?ncia os seguintes: (i) proferimento dos dois ac?rd?os, sob o dom?nio da mesma legisla??o 437, n? 3; (ii) as asser??es antag?nicas dos ac?rd?os invocados como opostos tenham tido como efeito consagrar solu??es diferentes para a mesma quest?o fundamental de direito; 437, n-? 1; (iii) as decis?es em oposi??o sejam expressas; (iv) as situa??es de facto e o respetivo enquadramento jur?dico sejam id?nticos em ambas as decis?es. III. Posi??o da Rela??o no ac?rd?o recorrido a que, no para aqui pertinente, se pode dar este sum?rio: Tendo sido o arguido acusado pela pr?tica de crime de viol?ncia dom?stica p. e p. no artigo 152 do CP, com base em factos atentat?rios da dignidade, da integridade f?sica e da honra da ofendida, apesar de o arguido n?o ter sido condenado por falta de elementos t?picos de tal crime, o arguido n?o pode ser condenado pela pr?tica de crime de inj?ria, p e p. no artigo 181 do CP, pese embora se tenham dado como provados todos os seus elementos t?picos, porque, mesmo tendo em conta que a ofendida, em tempo pr?prio, apresentou queixa, se constituiu assistente, acompanhou a acusa??o p?blica e persiste em vontade inequ?voca de prosseguimento dos autos, falta a acusa??o particular. Falta essa que retira legitimidade ao ofendido e ao MP para prosseguirem a acusa??o num crime de natureza particular. IV. No para aqui pertinente, poder?amos sumariar o resultado do ac?rd?o fundamento da outra Rela??o no seguinte: Tendo sido o arguido acusado pela pr?tica de crime de viol?ncia dom?stica p. e p. no artigo 152? do CP, com base em m?ltiplos factos atentat?rios da dignidade pessoal, da integridade f?sica e da honra da ofendida, apesar de o arguido n?o ter sido condenado por falta de elementos t?picos de tal crime, o arguido pode ser condenado pela pr?tica de crime de inj?ria, uma vez que se deram como provados todos os seus elementos t?picos e inexiste obst?culo processual a tanto dado que a ofendida, em tempo pr?prio, apresentou queixa, se constituiu assistente, acompanhou a acusa??o p?blica e persiste em vontade inequ?voca de prosseguimento dos autos. O que, mesmo sem acusa??o particular deduzida, confere legitimidade ao ofendido e ao MP para prosseguirem a acusa??o num crime de natureza particular. V. Recorrido e fundamento assentaram, pois, em solu??es de direito opostas, no dom?nio da mesma legisla??o, sobre situa??o de facto id?ntica. Com os id?nticos factos e o mesmo direito aplic?vel decidiram contraditoriamente. Pelo que este Supremo ter? de decidir, em termos de uniformiza??o da jurisprud?ncia, se, verificadas as supracitadas circunst?ncias f?cticas o direito aplic?vel imp?e a exig?ncia de acusa??o particular, a conferir legitimidade ao assistente e ao Minist?rio P?blico, para condena??o do arguido pela pr?tica de crime de inj?ria p. e p. no artigo 181, n? 1, do C?digo Penal; ou se a dispensa, mantendo-se a legitimidade do assistente e do MP, para condena??o do arguido pela pr?tica do mesmo crime.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/87be4f273b1c00fc8025893400459e17?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ERNESTO VAZ PEREIRA. I. Constituem pressupostos formais da admissibilidade do Recurso para uniformiza??o de jurisprud?ncia, (i) legitimidade e interesse em agir do recorrente; (ii) tempestividade; (iii) invoca??o e identifica??o de um ?nico ac?rd?o fundamento, com jun??o de c?pia; (iv) tr?nsito em julgado dos dois ac?rd?os de tribunais superiores conflituantes, ambos do STJ; ou ambos da Rela??o;, ou um da Rela??o, o recorrido, de que n?o seja admiss?vel recurso ordin?rio e o outro, o fundamento, do STJ, salvo se a orienta??o perfilhada no recorrido da Rela??o estiver de acordo com a jurisprud?ncia j? anteriormente fixada pelo STJ; (v) justifica??o, de facto e de direito, da oposi??o. II. Como pressupostos de natureza substancial identifica a jurisprud?ncia os seguintes: (i) proferimento dos dois ac?rd?os, sob o dom?nio da mesma legisla??o 437, n? 3; (ii) as asser??es antag?nicas dos ac?rd?os invocados como opostos tenham tido como efeito consagrar solu??es diferentes para a mesma quest?o fundamental de direito; 437, n-? 1; (iii) as decis?es em oposi??o sejam expressas; (iv) as situa??es de facto e o respetivo enquadramento jur?dico sejam id?nticos em ambas as decis?es. III. Posi??o da Rela??o no ac?rd?o recorrido a que, no para aqui pertinente, se pode dar este sum?rio: Tendo sido o arguido acusado pela pr?tica de crime de viol?ncia dom?stica p. e p. no artigo 152 do CP, com base em factos atentat?rios da dignidade, da integridade f?sica e da honra da ofendida, apesar de o arguido n?o ter sido condenado por falta de elementos t?picos de tal crime, o arguido n?o pode ser condenado pela pr?tica de crime de inj?ria, p e p. no artigo 181 do CP, pese embora se tenham dado como provados todos os seus elementos t?picos, porque, mesmo tendo em conta que a ofendida, em tempo pr?prio, apresentou queixa, se constituiu assistente, acompanhou a acusa??o p?blica e persiste em vontade inequ?voca de prosseguimento dos autos, falta a acusa??o particular. Falta essa que retira legitimidade ao ofendido e ao MP para prosseguirem a acusa??o num crime de natureza particular. IV. 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Posi??o da Rela??o no ac?rd?o recorrido a que, no para aqui pertinente, se pode dar este sum?rio: Tendo sido o arguido acusado pela pr?tica de crime de viol?ncia dom?stica p. e p. no artigo 152 do CP, com base em factos atentat?rios da dignidade, da integridade f?sica e da honra da ofendida, apesar de o arguido n?o ter sido condenado por falta de elementos t?picos de tal crime, o arguido n?o pode ser condenado pela pr?tica de crime de inj?ria, p e p. no artigo 181 do CP, pese embora se tenham dado como provados todos os seus elementos t?picos, porque, mesmo tendo em conta que a ofendida, em tempo pr?prio, apresentou queixa, se constituiu assistente, acompanhou a acusa??o p?blica e persiste em vontade inequ?voca de prosseguimento dos autos, falta a acusa??o particular. Falta essa que retira legitimidade ao ofendido e ao MP para prosseguirem a acusa??o num crime de natureza particular. IV. No para aqui pertinente, poder?amos sumariar o resultado do ac?rd?o fundamento da outra Rela??o no seguinte: Tendo sido o arguido acusado pela pr?tica de crime de viol?ncia dom?stica p. e p. no artigo 152? do CP, com base em m?ltiplos factos atentat?rios da dignidade pessoal, da integridade f?sica e da honra da ofendida, apesar de o arguido n?o ter sido condenado por falta de elementos t?picos de tal crime, o arguido pode ser condenado pela pr?tica de crime de inj?ria, uma vez que se deram como provados todos os seus elementos t?picos e inexiste obst?culo processual a tanto dado que a ofendida, em tempo pr?prio, apresentou queixa, se constituiu assistente, acompanhou a acusa??o p?blica e persiste em vontade inequ?voca de prosseguimento dos autos. O que, mesmo sem acusa??o particular deduzida, confere legitimidade ao ofendido e ao MP para prosseguirem a acusa??o num crime de natureza particular. V. Recorrido e fundamento assentaram, pois, em solu??es de direito opostas, no dom?nio da mesma legisla??o, sobre situa??o de facto id?ntica. Com os id?nticos factos e o mesmo direito aplic?vel decidiram contraditoriamente. 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Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 560\/19.2PATVD.L1-A.S1 \u2013 2023-01-10 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 560\/19.2PATVD.L1-A.S1 \u2013 2023-01-10","og_description":"Relator: ERNESTO VAZ PEREIRA. 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Como pressupostos de natureza substancial identifica a jurisprud?ncia os seguintes: (i) proferimento dos dois ac?rd?os, sob o dom?nio da mesma legisla??o 437, n? 3; (ii) as asser??es antag?nicas dos ac?rd?os invocados como opostos tenham tido como efeito consagrar solu??es diferentes para a mesma quest?o fundamental de direito; 437, n-? 1; (iii) as decis?es em oposi??o sejam expressas; (iv) as situa??es de facto e o respetivo enquadramento jur?dico sejam id?nticos em ambas as decis?es. III. 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No para aqui pertinente, poder?amos sumariar o resultado do ac?rd?o fundamento da outra Rela??o no seguinte: Tendo sido o arguido acusado pela pr?tica de crime de viol?ncia dom?stica p. e p. no artigo 152? do CP, com base em m?ltiplos factos atentat?rios da dignidade pessoal, da integridade f?sica e da honra da ofendida, apesar de o arguido n?o ter sido condenado por falta de elementos t?picos de tal crime, o arguido pode ser condenado pela pr?tica de crime de inj?ria, uma vez que se deram como provados todos os seus elementos t?picos e inexiste obst?culo processual a tanto dado que a ofendida, em tempo pr?prio, apresentou queixa, se constituiu assistente, acompanhou a acusa??o p?blica e persiste em vontade inequ?voca de prosseguimento dos autos. O que, mesmo sem acusa??o particular deduzida, confere legitimidade ao ofendido e ao MP para prosseguirem a acusa??o num crime de natureza particular. V. Recorrido e fundamento assentaram, pois, em solu??es de direito opostas, no dom?nio da mesma legisla??o, sobre situa??o de facto id?ntica. Com os id?nticos factos e o mesmo direito aplic?vel decidiram contraditoriamente. Pelo que este Supremo ter? de decidir, em termos de uniformiza??o da jurisprud?ncia, se, verificadas as supracitadas circunst?ncias f?cticas o direito aplic?vel imp?e a exig?ncia de acusa??o particular, a conferir legitimidade ao assistente e ao Minist?rio P?blico, para condena??o do arguido pela pr?tica de crime de inj?ria p. e p. no artigo 181, n? 1, do C?digo Penal; ou se a dispensa, mantendo-se a legitimidade do assistente e do MP, para condena??o do arguido pela pr?tica do mesmo crime.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"4 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 560\/19.2PATVD.L1-A.S1 \u2013 2023-01-10 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-22T14:31:51+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-560-19-2patvd-l1-a-s1-2023-01-10\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 560\/19.2PATVD.L1-A.S1 \u2013 2023-01-10"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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