{"id":650868,"date":"2026-04-22T19:32:17","date_gmt":"2026-04-22T17:32:17","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-367-21-7pcpdl-l1-s1-2022-12-15\/"},"modified":"2026-04-22T19:32:17","modified_gmt":"2026-04-22T17:32:17","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-367-21-7pcpdl-l1-s1-2022-12-15","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-367-21-7pcpdl-l1-s1-2022-12-15\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 367\/21.7PCPDL.L1.S1 \u2013 2022-12-15"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ERNESTO VAZ PEREIRA. I. A frieza de ?nimo vem sendo definida pela doutrina e pela jurisprud?ncia como a atua??o a sangue-frio, de forma insens?vel, com indiferen?a pela vida humana, constituindo frieza de ?nimo o processo reflexivo, lento, ponderado e calmo na prepara??o do projeto criminoso, nomeadamente na sele??o dos meios a utilizar e na escolha daquele que menos possibilidade de defesa deixa ? v?tima. II. Trata-se de uma forma de premedita??o, e ? uma qualificativa que, como as demais catalogadas nas al?neas do n? 2 do artigo 132?, n?o funciona automaticamente, pois para qualificar o homic?dio ter? de transportar culpa agravada, isto ?, a ideia condutora agravante que lhe subjaz e que traduza a especial censurabilidade ou especial perversidade exigida pelo n? 1. III. Para que se considere qualificativa a frieza de ?nimo mister ? que, na pondera??o da globalidade, tanto do processo de forma??o da vontade criminosa como do modo de execu??o do facto e da atitude do agente, em concreto se conclua por um plus de culpa do agente, face ao tipo matriz, integrador da especial censurabilidade ou da especial perversidade.? IV. Mas para a verifica??o da circunst?ncia qualificativa da frieza de ?nimo n?o se exige que a vontade de cometer o crime de homic?dio se tenha formado com grande planifica??o ou com grande antecipa??o temporal porque esses atributos j? s?o os pertinentes ao preenchimento dos outros dois ind?cios da premedita??o, a reflex?o sobre os meios empregados e o protelamento da inten??o de matar por mais de 24 horas. Basta o hiato temporal suficiente para o agente se deixar penetrar pelos contra-motivos sociais e ?tico-jur?dicos de forma a poder desistir dos seus des?gnios. V. Na linha da jurisprud?ncia constitucional que se extrai do ac?rd?o n? 852\/14 do Tribunal Constitucional e da jurisprud?ncia do STJ, nos seus ac?rd?os de 12\/03\/2015, 40\/11.4JAAR.C2, de 23\/04\/2015, in CJ\/STJ, 2015, II, pag. 175, de 03\/03\/2016, in CJ\/STJ, 2016, I, pag. 273, de 04\/11\/2015, 122\/14.0GABNV.E1.S1, de 30\/11\/2016, 78\/15 e o mais recente de 15\/09\/2021, ?745\/19.1PBSXL.L1.S1, s? se configura homic?dio qualificado se a conduta do agente se subsumir a qualquer das al?neas do n? 2, transportando a ideia condutora agravante que lhe subjaz, tradutora da especial censurabilidade ou especial perversidade, ou se a conduta a? n?o prevista, transportar crit?rio de agrava??o subjacente a alguma dessas al?neas.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/f2fde9adbd25ca0d8025891a0039d322?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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Para que se considere qualificativa a frieza de ?nimo mister ? que, na pondera??o da globalidade, tanto do processo de forma??o da vontade criminosa como do modo de execu??o do facto e da atitude do agente, em concreto se conclua por um plus de culpa do agente, face ao tipo matriz, integrador da especial censurabilidade ou da especial perversidade.? IV. Mas para a verifica??o da circunst?ncia qualificativa da frieza de ?nimo n?o se exige que a vontade de cometer o crime de homic?dio se tenha formado com grande planifica??o ou com grande antecipa??o temporal porque esses atributos j? s?o os pertinentes ao preenchimento dos outros dois ind?cios da premedita??o, a reflex?o sobre os meios empregados e o protelamento da inten??o de matar por mais de 24 horas. Basta o hiato temporal suficiente para o agente se deixar penetrar pelos contra-motivos sociais e ?tico-jur?dicos de forma a poder desistir dos seus des?gnios. V. 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