{"id":651810,"date":"2026-04-22T21:46:38","date_gmt":"2026-04-22T19:46:38","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-116-18-7paabt-h-s1-2022-12-07\/"},"modified":"2026-04-22T21:46:38","modified_gmt":"2026-04-22T19:46:38","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-116-18-7paabt-h-s1-2022-12-07","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-116-18-7paabt-h-s1-2022-12-07\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 116\/18.7PAABT-H.S1 \u2013 2022-12-07"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: M. CARMO SILVA DIAS. I- Para ser interposto recurso de revis?o, a decis?o a rever tem de estar transitada em julgado (como estabelece o n.? 1 do art. 449.? do CPP). II- Neste caso concreto, verifica-se, desde logo, que o recurso extraordin?rio de revis?o foi interposto pelo arguido em 18.05.2022, quando o ac?rd?o a rever apenas transitou em julgado quanto a ele, posteriormente em 25.07.2022. Isto significa que este recurso extraordin?rio ? de rejeitar, por ter sido interposto de forma prematura, ou seja, intempestivamente, antes do ac?rd?o a rever ter transitado em julgado, quando ainda n?o havia caso julgado e, portanto, est?vamos antes perante uma ?apela??o disfar?ada?, o que n?o pode ser, por subverter as regras do recurso de revis?o. III- Ainda que assim n?o fosse, o fundamento previsto no art. 449.?, n.? 1, al. e), do CPP, introduzido pela Lei n.? 48\/2007, de 29.08, salienta a distin??o entre o recurso extraordin?rio de revis?o e o recurso ordin?rio, desde logo porque: i) por um lado, n?o se refere ? alega??o de quaisquer provas proibidas, nomeadamente previstas noutros preceitos legais (caso que pode ser objeto de recurso ordin?rio), mas apenas abrange provas proibidas nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do CPP; ii) por outro lado, exige que as provas proibidas nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do CPP, que serviram de fundamento ? condena??o, tenham sido descobertas ap?s o tr?nsito em julgado da decis?o a rever. IV- A finalidade do recurso de revis?o n?o ? sindicar a senten?a condenat?ria tendo em conta a prova ent?o produzida, o que evidencia que n?o se pode confundir um recurso extraordin?rio, com um recurso ordin?rio, nem t?o pouco se pode transformar o recurso extraordin?rio de revis?o em recurso ordin?rio.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/7bf2538c14d1a577802589160035dde0?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: M. CARMO SILVA DIAS. I- Para ser interposto recurso de revis?o, a decis?o a rever tem de estar transitada em julgado (como estabelece o n.? 1 do art. 449.? do CPP). II- Neste caso concreto, verifica-se, desde logo, que o recurso extraordin?rio de revis?o foi interposto pelo arguido em 18.05.2022, quando o ac?rd?o a rever apenas transitou em julgado quanto a ele, posteriormente em 25.07.2022. Isto significa que este recurso extraordin?rio ? de rejeitar, por ter sido interposto de forma prematura, ou seja, intempestivamente, antes do ac?rd?o a rever ter transitado em julgado, quando ainda n?o havia caso julgado e, portanto, est?vamos antes perante uma ?apela??o disfar?ada?, o que n?o pode ser, por subverter as regras do recurso de revis?o. III- Ainda que assim n?o fosse, o fundamento previsto no art. 449.?, n.? 1, al. e), do CPP, introduzido pela Lei n.? 48\/2007, de 29.08, salienta a distin??o entre o recurso extraordin?rio de revis?o e o recurso ordin?rio, desde logo porque: i) por um lado, n?o se refere ? alega??o de quaisquer provas proibidas, nomeadamente previstas noutros preceitos legais (caso que pode ser objeto de recurso ordin?rio), mas apenas abrange provas proibidas nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do CPP; ii) por outro lado, exige que as provas proibidas nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do CPP, que serviram de fundamento ? condena??o, tenham sido descobertas ap?s o tr?nsito em julgado da decis?o a rever. 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