{"id":652634,"date":"2026-04-22T23:16:56","date_gmt":"2026-04-22T21:16:56","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-234-21-4jacbr-s1-2022-11-30\/"},"modified":"2026-04-22T23:16:56","modified_gmt":"2026-04-22T21:16:56","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-234-21-4jacbr-s1-2022-11-30","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-234-21-4jacbr-s1-2022-11-30\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 234\/21.4JACBR.S1 \u2013 2022-11-30"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: PEDRO BRANQUINHO DIAS. I &#8212; O tribunal coletivo foi criterioso e equilibrado na pondera??o da determina??o da medida concreta das penas parcelares ? 2 anos e meio de pris?o para cada um dos 13 crimes de burla qualificada pp. e pp. pelos arts. 217.?, n.? 1 e 218.?, n.? 2, al. b), do CP ? e tamb?m da pena ?nica que fixou ? 5 anos e 9 meses de pris?o. II &#8212; No que concerne mais concretamente ? medida da pena ?nica, na esteira dos ensinamentos do Professor Figueiredo Dias a medida da pena conjunta do concurso dever? ser encontrada em fun??o das exig?ncias gerais de culpa e de preven??o. Ainda segundo o eminente Mestre, a lei fornece ao tribunal, para al?m dos crit?rios gerais da medida da pena ? art. 71.?, n.? 1, do CP -, um crit?rio especial, contido no art. 77.?, n.? 1, 2.? parte, ou seja, na determina??o concreta da pena (do concurso) terem de ser considerados, em conjunto, os factos e a personalidade do arguido. III &#8212; De grande relevo ser? tamb?m a an?lise do efeito previs?vel da pena sobre o comportamento futuro do agente (exig?ncias de preven??o especial de socializa??o). IV &#8212; De acordo, igualmente, com a jurisprud?ncia estabilizada deste Supremo Tribunal, a fixa??o da pena conjunta pretende sancionar o agente, n?o s? pelos factos individualmente considerados, mas tamb?m, e especialmente, pelo seu conjunto, enquanto revelador da dimens?o e gravidade global do comportamento do agente. V &#8212; Ora, no caso dos autos, parece inequ?voco que h? da parte da arguida um claro pendor para a pr?tica reiterada de crimes contra o patrim?nio em geral, ou seja, para o cometimento de crimes de burla. VI &#8212; Assim, se as exig?ncias de preven??o geral s?o muito prementes, atendendo, ao facto de modernamente se fazerem cada vez mais transa??es via internet, sendo importante proteger a confian?a dos consumidores neste tipo de neg?cios, as raz?es de preven??o especial, por outro lado, n?o s?o menos relevantes, em face dos in?meros antecedentes criminais da arguida. VII &#8212; Nesta conformidade, imp?e-se concluir que quer a medida das penas parcelares quer a da pena ?nica\/conjunta s?o, nas circunst?ncias e numa vis?o de conjunto sobre os factos e a personalidade da arguida, adequadas, necess?rias e proporcionais, n?o se justificando, por conseguinte, qualquer interven??o corretiva deste Supremo Tribunal, raz?o por que se julga improcedente o recurso da arguida\/recorrente.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/6938ae74797a2b2c8025890f004362a5?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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