{"id":653388,"date":"2026-04-23T00:46:51","date_gmt":"2026-04-22T22:46:51","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-5248-17-6t8brg-g1-s2-2022-11-10-2\/"},"modified":"2026-04-23T00:46:51","modified_gmt":"2026-04-22T22:46:51","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-5248-17-6t8brg-g1-s2-2022-11-10-2","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-5248-17-6t8brg-g1-s2-2022-11-10-2\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 5248\/17.6T8BRG.G1.S2 \u2013 2022-11-10"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: OLIVEIRA ABREU. I. O objetivo essencial da atividade de intermedia??o ? o de propiciar decis?es de investimento informadas, em ordem a defender o mercado e a prevenir a les?o dos interesses dos clientes, importando que ao n?vel dos deveres impostos ao intermedi?rio financeiro, incluindo o banco para tal autorizado, se destacam os deveres de informa??o relativamente aos servi?os que ofere?a, lhe sejam solicitados ou que efetivamente preste, os quais dever?o ser cumpridos atrav?s da presta??o de ?todas as informa??es necess?rias para uma tomada de decis?o esclarecida e fundamentada?, sendo que a informa??o a prestar pelo intermedi?rio financeiro ao investidor n?o qualificado, ser? il?cita se ocorrer a viola??o do dever de informa??o, com os seus requisitos indispens?veis: completude, veracidade, atualidade, clareza, objetividade e licitude. II. A extens?o e a profundidade da informa??o devem ser tanto maiores quanto menor for o grau de conhecimentos e de experi?ncia do cliente (princ?pio da proporcionalidade inversa). III. Para que se verifiquem os pressupostos da responsabilidade civil contratual, do intermedi?rio financeiro, ? necess?rio demonstrar o facto il?cito (traduzido na omiss?o de informa??o e\/ou presta??o de informa??o err?nea, no quadro de rela??o negocial banc?ria e intermedia??o financeira); a culpa (que se presume); o dano (correspondente ao capital investido com a subscri??o do produto financeiro); importando tamb?m apreciar o nexo de causalidade entre o facto e o dano (reconhecendo-se que, a quem alega o direito, cabe demonstrar a exist?ncia do nexo causal entre a ilicitude e o dano, n?o se presumindo, quer o nexo de causalidade quer o dano, donde, devendo o nexo causal ser analisado atrav?s da demonstra??o, que decorre da mat?ria de facto). IV. ? aplicar a 2? parte do n.? 3 do art.? 805? do C?digo Civil, importando a condena??o em juros de mora a contar desde a cita??o, quando est? em causa a viola??o dos deveres de informa??o que convoca a aplica??o das regras da responsabilidade extracontratual, todavia, mesmo concebendo que se est? no ?mbito da responsabilidade contratual, importa ter presente o direito substantivo civil &#8212; 1? parte do n.? 3 do art.? 805? do C?digo Civil ? ao estabelecer que n?o h? mora enquanto o cr?dito n?o se tornar l?quido, salvo se a falta de liquidez for imput?vel ao devedor.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/3c4847f1b9b352e9802588f600603a45?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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