{"id":654431,"date":"2026-04-23T03:31:11","date_gmt":"2026-04-23T01:31:11","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-5261-20-6t8brg-g1-s1-2022-10-26\/"},"modified":"2026-04-23T03:31:11","modified_gmt":"2026-04-23T01:31:11","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-5261-20-6t8brg-g1-s1-2022-10-26","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-5261-20-6t8brg-g1-s1-2022-10-26\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 5261\/20.6T8BRG.G1.S1 \u2013 2022-10-26"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: LUIS ESP?RITO SANTO. I ? O artigo 410?, n? 3, do C?digo Civil, estabelece uma norma de car?cter imperativo que visa? tutelar, em especial, a posi??o do promitente comprador, atenta a ordem de grandeza dos interesses patrimoniais envolvidos, obrigando ao reconhecimento presencial de assinaturas (devidamente autenticado) no texto que formaliza o contrato promessa como forma de sensibiliza??o e consciencializa??o, pela sua solenidade, para a import?ncia do acto e para o dever do subscritor de atentar, com toda a seriedade e rigor, em todo o clausulado a que se est? dessa forma a vincular (e que na esmagadora maioria dos casos ? (pr?)elaborado e proposto pelo promitente vendedor). II ? Constitui um exerc?cio de incontorn?vel ilogicidade permitir que esse escrito ? que n?o cont?m a obrigat?ria assinatura presencial, devidamente certificada, do promitente comprador ? possa, afinal e simultaneamente, comportar uma cl?usula que visa directamente frustrar o desiderato que a lei visou alcan?ar, impedindo o promitente transmiss?rio (n?o sensibilizado ou alertado pela obriga??o de reconhecimento presencial da sua assinatura) de invocar a nulidade estabelecida para sua especial protec??o. III ? Sendo o segmento da norma em causa de cariz imperativo e de interesse p?blico, nada vale a inclus?o no texto do contrato promessa de uma cl?usula, pretensamente consensual, que se prop?e produzir o efeito pr?tico contradit?rio de tornar n?o obrigat?ria uma formalidade que a lei expressamente imp?e como tal. IV &#8212; A comina??o, na mesma cl?usula, de que tal invoca??o de nulidade constituir? automaticamente uma conduta qualific?vel como abuso de direito ? completamente descabida, na medida em que tal figura jur?dica, de previs?o gen?rica, depende absoluta e decisivamente da an?lise concreta e casu?stica de todas as particularidades da conduta de cada um dos contraentes, n?o sendo generaliz?vel, de forma abstracta, com base no funcionamento cego de uma qualquer cl?usula contratual. V ? Pelo que ? nula, nos termos do artigo 220?, do C?digo Civil, a cl?usula contratual de contrato promessa que estipula a ren?ncia de qualquer dos promitentes a invocar a nulidade prevista no artigo 410?, n? 3, do C?digo Civil. VI ? Actuam em abuso de direito os promitentes compradores que efectuaram, ao longo de meses, diversas e elucidativas comunica??es dirigidas ? R?, promitente vendedora, assentes, todas elas e coerentemente, na plena pressuposi??o (para eles) da intocada validade do contrato promessa que subscreveram (sem a formalidade legal necess?ria), e cujo clausulado manifestaram a firme, clara e inequ?voca inten??o de aceitar (procurando inclusive tirar dele proveito pessoal), apenas se tendo lembrado de invocar o v?cio formal previsto no artigo 410?, n? 3, do C?digo Civil aquando da interposi??o da presente ac??o, quase um m?s ap?s terem entregue a chave do im?vel ? R?. VII ? Existe, portanto, na situa??o sub judice, um caso de inalegabilidade do v?cio formal do neg?cio que impede os ora AA. de obterem a declara??o da invalidade que peticionam.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/960d138417b4ee33802588e70049c8c0?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: LUIS ESP?RITO SANTO. I ? 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IV - A comina??o, na mesma cl?usula, de que tal invoca??o de nulidade constituir? automaticamente uma conduta qualific?vel como abuso de direito ? completamente descabida, na medida em que tal figura jur?dica, de previs?o gen?rica, depende absoluta e decisivamente da an?lise concreta e casu?stica de todas as particularidades da conduta de cada um dos contraentes, n?o sendo generaliz?vel, de forma abstracta, com base no funcionamento cego de uma qualquer cl?usula contratual. V ? Pelo que ? nula, nos termos do artigo 220?, do C?digo Civil, a cl?usula contratual de contrato promessa que estipula a ren?ncia de qualquer dos promitentes a invocar a nulidade prevista no artigo 410?, n? 3, do C?digo Civil. VI ? Actuam em abuso de direito os promitentes compradores que efectuaram, ao longo de meses, diversas e elucidativas comunica??es dirigidas ? 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