{"id":658439,"date":"2026-04-23T11:31:43","date_gmt":"2026-04-23T09:31:43","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26\/"},"modified":"2026-04-23T11:31:43","modified_gmt":"2026-04-23T09:31:43","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1252\/22.0YRLSB.S1 \u2013 2022-09-26"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: CONCEI??O GOMES. I -??? O art. 165.?, n.? 1, do CPP, n?o admite a jun??o de documentos na fase de recurso. Se assim n?o fosse, a finalidade e bem assim o objeto do recurso e com ele os poderes de cogni??o do tribunal, ficariam subordinados ?s estrat?gias dos recorrentes, os quais sempre poderiam prolongar ou alargar as quest?es a apreciar ou mesmo reorientar a alega??o. II -?? O recurso ? um mecanismo processual que permite que a decis?o recorrida seja sindicada pelo tribunal superior. N?o permite um julgamento novo pelo tribunal recorrido. III &#8212; O STJ, em recurso, n?o conhece, em regra, de mat?ria de facto. O documento junto pelo recorrente, se fosse atendido, ademais de ampliar o objeto do recurso completamente ? margem da respetiva pe?a recurs?ria, implicava um novo julgamento sobre um facto material nuclear no qual se fundou a decis?o recorrida, pelo que n?o se considerou nem podia considerar-se por n?o ser admiss?vel a sua jun??o na fase de recurso e tamb?m porque a quest?o nem sequer vinha suscitada no recurso. IV &#8212; O art. 20.?, n.? 1, da Lei n.? 65\/2003, 23-08, transp?s para o direito interno a norma do art. 13.?, n.? 4, da Decis?o-Quadro 2002\/584 JAI\/ do Conselho de 13-07. Essa disposi??o do direito derivado da EU, consagrando princ?pio da irrevogabilidade do consentimento, permitia que cada Estado-Membro pode prever que o consentimento e, eventualmente, a ren?ncia, podem ser revogados, de acordo com as regras aplic?veis em direito nacional.? V -? Quando assim seja, o per?odo compreendido entre a data do consentimento e a da sua revoga??o n?o ? tido em conta para a determina??o dos prazos da deten??o. VI &#8212; O Estado portugu?s n?o prev? a revoga??o do consentimento, pelo que o tribunal n?o tinha de conhecer da quest?o da revoga??o do consentimento por n?o vir suscitada no recurso n?o enfermando, consequentemente, da arguida omiss?o de pron?ncia. VII &#8212; Considerando que o tribunal apreciou e decidiu sobre a jun??o do documento, e tamb?m sobre o valor e efeitos da declara??o que o recorrente alega incorporar, n?o se toma conhecimento da deduzida inconstitucionalidade da norma do art 26.? da Lei n.? 65\/2003, porque n?o foi, nem podia ser, aplicada no ac?rd?o visado porque regula os prazos e regras relativas ? execu??o do mandado de deten??o europeu, que ? quest?o que nem ali esteve nem aqui est? em aprecia??o. VIII &#8212; A norma que estabelece a irrevogabilidade do consentimento n?o viola qualquer preceito ou princ?pio consagrada na CRP ou na CEDH, desde que estritamente observadas as exig?ncias legais, em que foi prestado depois de o procurado, na presen?a e com a assist?ncia do seu defensor, ter sido esclarecido das consequ?ncias que o mesmo produz sobre o procedimento de extradi??o e entrega.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/ad93ef30e73fa131802588d00034b1e3?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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Quando assim seja, o per?odo compreendido entre a data do consentimento e a da sua revoga??o n?o ? tido em conta para a determina??o dos prazos da deten??o. VI - O Estado portugu?s n?o prev? a revoga??o do consentimento, pelo que o tribunal n?o tinha de conhecer da quest?o da revoga??o do consentimento por n?o vir suscitada no recurso n?o enfermando, consequentemente, da arguida omiss?o de pron?ncia. VII - Considerando que o tribunal apreciou e decidiu sobre a jun??o do documento, e tamb?m sobre o valor e efeitos da declara??o que o recorrente alega incorporar, n?o se toma conhecimento da deduzida inconstitucionalidade da norma do art 26.? da Lei n.? 65\/2003, porque n?o foi, nem podia ser, aplicada no ac?rd?o visado porque regula os prazos e regras relativas ? execu??o do mandado de deten??o europeu, que ? quest?o que nem ali esteve nem aqui est? em aprecia??o. VIII - A norma que estabelece a irrevogabilidade do consentimento n?o viola qualquer preceito ou princ?pio consagrada na CRP ou na CEDH, desde que estritamente observadas as exig?ncias legais, em que foi prestado depois de o procurado, na presen?a e com a assist?ncia do seu defensor, ter sido esclarecido das consequ?ncias que o mesmo produz sobre o procedimento de extradi??o e entrega.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1252\/22.0YRLSB.S1 \u2013 2022-09-26 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-23T09:31:43+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1252-22-0yrlsb-s1-2022-09-26\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1252\/22.0YRLSB.S1 \u2013 2022-09-26"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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