{"id":658958,"date":"2026-04-23T12:31:20","date_gmt":"2026-04-23T10:31:20","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-20-22-4t8vvc-a-e1-s1-2022-09-13\/"},"modified":"2026-04-23T12:31:20","modified_gmt":"2026-04-23T10:31:20","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-20-22-4t8vvc-a-e1-s1-2022-09-13","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-20-22-4t8vvc-a-e1-s1-2022-09-13\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 20\/22.4T8VVC-A.E1.S1 \u2013 2022-09-13"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MANUEL AGUIAR PEREIRA. I &#8212; Os tribunais portugueses s?o internacionalmente competentes para apreciar o pedido de imediato regresso ao Estado contratante ao abrigo dos arts. 8.? e 12.? da Conven??o de Haia de 1980 sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crian?as, relativo a uma crian?a dele retirada ilicitamente pela progenitora e que se encontra actualmente em Portugal. II &#8212; Nos termos do art. 3.? da Conven??o de Haia de 1980 sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crian?as e para os efeitos nela previstos, ? il?cita a desloca??o ou reten??o da crian?a desde que ela, residindo habitualmente num Estado contratante, tenha sido deslocada para outro Estado em viola??o do direito de guarda ou cust?dia atribu?do pela lei daquele Estado, desde que tal direito esteja efectivamente a ser exercido e a desloca??o para outro Estado n?o tenha sido autorizada pelo respectivo titular. III &#8212; O imediato regresso da crian?a ao Estado de onde foi ilicitamente retirada pode ser excepcionalmente recusado quando a execu??o dessa medida seja suscept?vel de criar risco grave de ocorr?ncia de uma situa??o de viola??o intoler?vel do interesse da crian?a e se revelar, em concreto, mais prejudicial para a crian?a do que a manuten??o da situa??o il?cita criada, n?o podendo, nesse caso, a pondera??o dos fins gerais visados pela Conven??o de Haia de 1980 sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crian?as sobrepor-se ao superior interesse da crian?a, a avaliar em concreto. IV &#8212; Relativamente a uma crian?a com menos de tr?s anos de idade, ? data da retirada do pa?s de resid?ncia habitual, que sempre viveu e esteve aos cuidados da m?e desde o seu nascimento e relativamente ? qual o pai &#8212; actualmente separado da m?e &#8212; exerceu durante cerca de tr?s meses, em altern?ncia semanal, a respectiva guarda, deve ser recusado o regresso ao Estado de resid?ncia habitual da crian?a se, em concreto, o relacionamento afectivo e a proximidade estabelecidos entre a crian?a e a progenitora aconselharem a manuten??o dessa situa??o at? ? defini??o, na sede pr?pria, do regime de regula??o das responsabilidades parentais.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/4f8650181db797ed802588bc00508a6f?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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