{"id":663251,"date":"2026-04-23T20:51:30","date_gmt":"2026-04-23T18:51:30","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/"},"modified":"2026-04-23T20:51:30","modified_gmt":"2026-04-23T18:51:30","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 736\/20.0T8CBR-E.S1 \u2013 2022-06-30"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ORLANDO GON?ALVES. I &#8212; Pese embora a natureza e finalidades da medida de promo??o e prote??o de acolhimento residencial, entendemos, como cremos ser o entendimento da maioria da jurisprud?ncia do STJ, que originando esta medida uma compress?o do direito da crian?a ? unidade familiar, ? equipar?vel, de algum modo ? pris?o e deten??o ilegal para efeitos de aplica??o do regime do ?habeas corpus?. II &#8212; N?o compete nesta provid?ncia, designadamente, apreciar se a medida de apoio junto aos pais cessou ou n?o ao fim dos 4 meses, em janeiro de 2022 e se os factos indicados no despacho de aplica??o da medida cautelar est?o ou n?o a ser corretamente interpretados pela Ex.ma Ju?za do Tribunal de Fam?lia e de Menores, pois essa ? mat?ria pass?vel de recurso ordin?rio, em sede pr?pria. Que o comportamento do menor em termos de percurso escolar, descrito nos factos indicados na decis?o, demonstra uma deficiente personalidade em forma??o &#8212; que adv?m de um elevado absentismo escolar, um grave desrespeito pelos professores e pelos seus colegas quando comparece na escola, n?o trabalhando nem permitindo aos outros trabalhar adequadamente, apesar das chamadas de aten??o de quem de direito -, ? uma evid?ncia manifesta, a necessitar de urgente interven??o da sociedade que n?o podemos deixar de real?ar. Perante todo o exposto, o STJ n?o vislumbra raz?es para deferir a provid?ncia de habeas corpus com fundamento, impl?cito na peti??o, de o menor se encontrar em acolhimento residencial a t?tulo cautelar ?por facto pelo qual a lei o n?o permite?. III &#8212; As medidas de promo??o e prote??o de crian?as e jovens, enunciadas no art. 35.? da LPCJP podem ser aplicadas em termos ?definitivos?, com o regime de dura??o, revis?o e cessa??o constante da Sec??o VI, Cap?tulo III e, em termos ?provis?rios?, ou seja, cautelares, ao abrigo do disposto no art. 37.? da mesma Lei. O art. 61.? da LPCJP, integrado na Sec??o VI, que, repetimos, disciplina o regime de dura??o, revis?o e cessa??o a t?tulo ?definitivo? das medidas de promo??o e prote??o de crian?as e jovens, designadamente das medidas de coloca??o, disp?e que ?As medidas previstas nas al?neas e) e f) as al?neas e) e f) do n.? 1 do artigo 35.? t?m a dura??o estabelecida no acordo ou na decis?o judicial.?. Como medida ?definitiva? obtida por acordo ou fixada em decis?o judicial, tem de ter um prazo de dura??o fixado naquelas pe?as processuais. O mesmo j? n?o se tem de passar estando-se perante medidas cautelares, aplicadas ao abrigo do disposto no art. 37.? da LPCJP. Nos termos do disposto n.? 3 do art. 37 da LPCJP ? a que os peticionantes n?o fazem refer?ncia ? ?As medidas aplicadas nos termos dos n?meros anteriores t?m a dura??o m?xima de seis meses e devem ser revistas no prazo m?ximo de tr?s meses.?. O legislador fixou um limite temporal de dura??o das medidas cautelares, no caso, de seis meses. E isto porque considerou suficiente o prazo de seis meses para proceder ao estudo da situa??o da crian?a ou do jovem e aplicar a medida definitiva adequada, tudo sem preju?zo da revis?o trimestral. Do exposto resulta que a Ex.ma Ju?za n?o tinha de fixar um prazo na decis?o ?quanto ? dura??o daquela medida provis?ria?, como defendem os peticionantes. A medida cautelar de acolhimento residencial fixada ao menor em 31 de maio de 2022, foi objeto de execu??o em 15 de junho de 2022, com a sua entrada na Casa de Acolhimento, pelo que est? ainda longe de ter decorrido o prazo m?ximo de 6 meses fixado no art.37.?, n.? 3, da LPCJP ou mesmo o prazo m?ximo de revis?o trimestral da mesma medida. IV &#8212; Ali?s, se fosse obrigat?rio estabelecer um prazo m?ximo de dura??o da medida cautelar ? e n?o ? ?, n?o se v? como na aus?ncia da sua fixa??o se poderia invocar o pressuposto da al. c) do n.? 2 do art. 222.? do CPP, quando este pressup?e estar o cidad?o ?preso? para al?m dos prazos fixados na lei ou por decis?o judicial.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/ab59296fbdba2154802588720030b2d2?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ORLANDO GON?ALVES. 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Que o comportamento do menor em termos de percurso escolar, descrito nos factos indicados na decis?o, demonstra uma deficiente personalidade em forma??o &#8212; que adv?m de um elevado absentismo escolar, um grave desrespeito pelos professores e pelos seus colegas quando comparece na escola, n?o trabalhando nem permitindo aos outros trabalhar adequadamente, apesar das chamadas de aten??o de quem de direito -, ? uma evid?ncia manifesta, a necessitar de urgente interven??o da sociedade que n?o podemos deixar de real?ar. Perante todo o exposto, o STJ n?o vislumbra raz?es para deferir a provid?ncia de habeas corpus com fundamento, impl?cito na peti??o, de o menor se encontrar em acolhimento residencial a t?tulo cautelar ?por facto pelo qual a lei o n?o permite?. III &#8212; As medidas de promo??o e prote??o de crian?as e jovens, enunciadas no art. 35.? da LPCJP podem ser aplicadas em termos ?definitivos?, com o regime de dura??o, revis?o e cessa??o constante da Sec??o VI, Cap?tulo III e, em termos ?provis?rios?, ou seja, cautelares, ao abrigo do disposto no art. 37.? da mesma Lei. O art. 61.? da LPCJP, integrado na Sec??o VI, que, repetimos, disciplina o regime de dura??o, revis?o e cessa??o a t?tulo ?definitivo? das medidas de promo??o e prote??o de crian?as e jovens, designadamente das medidas de coloca??o, disp?e que ?As medidas previstas nas al?neas e) e f) as al?neas e) e f) do n.? 1 do artigo 35.? t?m a dura??o estabelecida no acordo ou na decis?o judicial.?. Como medida ?definitiva? obtida por acordo ou fixada em decis?o judicial, tem de ter um prazo de dura??o fixado naquelas pe?as processuais. O mesmo j? n?o se tem de passar estando-se perante medidas cautelares, aplicadas ao abrigo do disposto no art. 37.? da LPCJP. 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Que o comportamento do menor em termos de percurso escolar, descrito nos factos indicados na decis?o, demonstra uma deficiente personalidade em forma??o - que adv?m de um elevado absentismo escolar, um grave desrespeito pelos professores e pelos seus colegas quando comparece na escola, n?o trabalhando nem permitindo aos outros trabalhar adequadamente, apesar das chamadas de aten??o de quem de direito -, ? uma evid?ncia manifesta, a necessitar de urgente interven??o da sociedade que n?o podemos deixar de real?ar. Perante todo o exposto, o STJ n?o vislumbra raz?es para deferir a provid?ncia de habeas corpus com fundamento, impl?cito na peti??o, de o menor se encontrar em acolhimento residencial a t?tulo cautelar ?por facto pelo qual a lei o n?o permite?. III - As medidas de promo??o e prote??o de crian?as e jovens, enunciadas no art. 35.? da LPCJP podem ser aplicadas em termos ?definitivos?, com o regime de dura??o, revis?o e cessa??o constante da Sec??o VI, Cap?tulo III e, em termos ?provis?rios?, ou seja, cautelares, ao abrigo do disposto no art. 37.? da mesma Lei. O art. 61.? da LPCJP, integrado na Sec??o VI, que, repetimos, disciplina o regime de dura??o, revis?o e cessa??o a t?tulo ?definitivo? das medidas de promo??o e prote??o de crian?as e jovens, designadamente das medidas de coloca??o, disp?e que ?As medidas previstas nas al?neas e) e f) as al?neas e) e f) do n.? 1 do artigo 35.? t?m a dura??o estabelecida no acordo ou na decis?o judicial.?. Como medida ?definitiva? obtida por acordo ou fixada em decis?o judicial, tem de ter um prazo de dura??o fixado naquelas pe?as processuais. O mesmo j? n?o se tem de passar estando-se perante medidas cautelares, aplicadas ao abrigo do disposto no art. 37.? da LPCJP. Nos termos do disposto n.? 3 do art. 37 da LPCJP ? a que os peticionantes n?o fazem refer?ncia ? ?As medidas aplicadas nos termos dos n?meros anteriores t?m a dura??o m?xima de seis meses e devem ser revistas no prazo m?ximo de tr?s meses.?. O legislador fixou um limite temporal de dura??o das medidas cautelares, no caso, de seis meses. E isto porque considerou suficiente o prazo de seis meses para proceder ao estudo da situa??o da crian?a ou do jovem e aplicar a medida definitiva adequada, tudo sem preju?zo da revis?o trimestral. Do exposto resulta que a Ex.ma Ju?za n?o tinha de fixar um prazo na decis?o ?quanto ? dura??o daquela medida provis?ria?, como defendem os peticionantes. A medida cautelar de acolhimento residencial fixada ao menor em 31 de maio de 2022, foi objeto de execu??o em 15 de junho de 2022, com a sua entrada na Casa de Acolhimento, pelo que est? ainda longe de ter decorrido o prazo m?ximo de 6 meses fixado no art.37.?, n.? 3, da LPCJP ou mesmo o prazo m?ximo de revis?o trimestral da mesma medida. IV - Ali?s, se fosse obrigat?rio estabelecer um prazo m?ximo de dura??o da medida cautelar ? e n?o ? ?, n?o se v? como na aus?ncia da sua fixa??o se poderia invocar o pressuposto da al. c) do n.? 2 do art. 222.? do CPP, quando este pressup?e estar o cidad?o ?preso? para al?m dos prazos fixados na lei ou por decis?o judicial.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"4 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 736\\\/20.0T8CBR-E.S1 \u2013 2022-06-30 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-23T18:51:30+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 736\\\/20.0T8CBR-E.S1 \u2013 2022-06-30\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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III - As medidas de promo??o e prote??o de crian?as e jovens, enunciadas no art. 35.? da LPCJP podem ser aplicadas em termos ?definitivos?, com o regime de dura??o, revis?o e cessa??o constante da Sec??o VI, Cap?tulo III e, em termos ?provis?rios?, ou seja, cautelares, ao abrigo do disposto no art. 37.? da mesma Lei. O art. 61.? da LPCJP, integrado na Sec??o VI, que, repetimos, disciplina o regime de dura??o, revis?o e cessa??o a t?tulo ?definitivo? das medidas de promo??o e prote??o de crian?as e jovens, designadamente das medidas de coloca??o, disp?e que ?As medidas previstas nas al?neas e) e f) as al?neas e) e f) do n.? 1 do artigo 35.? t?m a dura??o estabelecida no acordo ou na decis?o judicial.?. Como medida ?definitiva? obtida por acordo ou fixada em decis?o judicial, tem de ter um prazo de dura??o fixado naquelas pe?as processuais. O mesmo j? n?o se tem de passar estando-se perante medidas cautelares, aplicadas ao abrigo do disposto no art. 37.? da LPCJP. Nos termos do disposto n.? 3 do art. 37 da LPCJP ? a que os peticionantes n?o fazem refer?ncia ? ?As medidas aplicadas nos termos dos n?meros anteriores t?m a dura??o m?xima de seis meses e devem ser revistas no prazo m?ximo de tr?s meses.?. O legislador fixou um limite temporal de dura??o das medidas cautelares, no caso, de seis meses. E isto porque considerou suficiente o prazo de seis meses para proceder ao estudo da situa??o da crian?a ou do jovem e aplicar a medida definitiva adequada, tudo sem preju?zo da revis?o trimestral. Do exposto resulta que a Ex.ma Ju?za n?o tinha de fixar um prazo na decis?o ?quanto ? dura??o daquela medida provis?ria?, como defendem os peticionantes. A medida cautelar de acolhimento residencial fixada ao menor em 31 de maio de 2022, foi objeto de execu??o em 15 de junho de 2022, com a sua entrada na Casa de Acolhimento, pelo que est? ainda longe de ter decorrido o prazo m?ximo de 6 meses fixado no art.37.?, n.? 3, da LPCJP ou mesmo o prazo m?ximo de revis?o trimestral da mesma medida. IV - Ali?s, se fosse obrigat?rio estabelecer um prazo m?ximo de dura??o da medida cautelar ? e n?o ? ?, n?o se v? como na aus?ncia da sua fixa??o se poderia invocar o pressuposto da al. c) do n.? 2 do art. 222.? do CPP, quando este pressup?e estar o cidad?o ?preso? para al?m dos prazos fixados na lei ou por decis?o judicial.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"4 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 736\/20.0T8CBR-E.S1 \u2013 2022-06-30 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-23T18:51:30+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-736-20-0t8cbr-e-s1-2022-06-30\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 736\/20.0T8CBR-E.S1 \u2013 2022-06-30"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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