{"id":663579,"date":"2026-04-23T21:21:47","date_gmt":"2026-04-23T19:21:47","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/"},"modified":"2026-04-23T21:21:47","modified_gmt":"2026-04-23T19:21:47","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: LEONOR FURTADO. I &#8212; A actual CRP n?o enuncia directamente o crit?rio de aplica??o da lei processual penal no tempo, como sucede quanto ? aplica??o da lei criminal substantiva no art. 29.? da CRP; II &#8212; Por?m, a doutrina e a jurisprud?ncia reconhecem que h? normas de processo a que os mesmos princ?pios s?o extens?veis, designadamente, aquelas que condicionam a aplica??o das san??es penais (v.g. as relativas ? prescri??o, ao exerc?cio, caducidade e desist?ncia do direito de queixa, ? reformatio in pejus), mas tamb?m as normas que possam afectar o direito ? liberdade do arguido (v.g. as relativas ? pris?o preventiva) ou, ainda, as que asseguram os seus direitos fundamentais de defesa, todas elas apelidadas de normas processuais penais materiais; III &#8212; Todavia, aceitar que tais princ?pios afectam a determina??o do momento-crit?rio da determina??o da lei processual penal aplic?vel n?o significa que para todas possa, simplesmente, transpor-se o dispositivo constitucional da aplica??o retroactiva da lei de conte?do mais favor?vel ao arguido, pois, h? tipos diversos de normas processuais materiais e a modula??o de influ?ncia dos referidos princ?pios constitucionais reflecte-se na sua aplica??o consoante a sua especificidade problem?tica. IV &#8212; A subordina??o ?s regras do art. 29.? da CRP, das situa??es de sucess?o no tempo de normas de processo que condicionam a responsabilidade penal resulta duma simples opera??o de qualifica??o e subsun??o, uma vez que elas se inserem, claramente, no ?mbito de previs?o daquele preceito constitucional, atenta a sua influ?ncia directa na puni??o criminal. V &#8212; J? relativamente ?s normas processuais que asseguram os direitos fundamentais de defesa, como ? a do regime de admissibilidade dos recursos, esses mesmos princ?pios implicam uma pondera??o do momento-crit?rio da determina??o da lei competente que n?o conduza ou evite a diminui??o de garantias. VI &#8212; Mas j? n?o assim no sentido inverso de aplica??o imediata da lei nova mais favor?vel a processos pendentes com aut?ntica efic?cia retroactiva, como sucederia num caso em que todos os elementos teoricamente eleg?veis para momento-crit?rio ou elemento de conex?o para determina??o da lei competente ocorreram no dom?nio de vig?ncia da lei antiga, quer se escolha para tal o in?cio do processo, a decis?o de primeira inst?ncia, a prola??o do ac?rd?o recorrido, a interposi??o do recurso ou o termo do respectivo prazo; VII &#8212; A regra de aplica??o imediata da lei processual penal no tempo, constante do art. 5.? do CPP, n?o dispensa a determina??o do factor de conex?o relevante, pelo que, no limite, na determina??o da lei aplic?vel ? admissibilidade dos recursos, o factor determinante ? o momento em que ? proferida a decis?o recorrida. VIII &#8212; Se, no momento da interposi??o de recurso, a decis?o da Rela??o era irrecorr?vel, consequentemente, o recurso para o STJ ? inadmiss?vel. E n?o passou a ser admiss?vel por efeito da entrada em vigor da lei nova, porque esta ? de aplica??o imediata, mas n?o tem efeito retroactivo. IX &#8212; Havendo decis?o confirmat?ria da Rela??o ? dupla conforme, incluindo a confirma??o in mellius (condena??o em pena menos grave) ?, s? h? recurso para o STJ de ac?rd?os que apliquem penas superiores a 8 anos de pris?o; X &#8212; No nosso sistema jur?dico-penal actual, a pena de pris?o suspensa n?o ? pena de pris?o efectiva ? uma pena n?o privativa da liberdade.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/c23988f4e7b4ad4e8025886b0031ae62?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: LEONOR FURTADO. I &#8212; A actual CRP n?o enuncia directamente o crit?rio de aplica??o da lei processual penal no tempo, como sucede quanto ? aplica??o da lei criminal substantiva no art. 29.? da CRP; II &#8212; Por?m, a doutrina e a jurisprud?ncia reconhecem que h? normas de processo a que os mesmos princ?pios s?o extens?veis, designadamente, aquelas que condicionam a aplica??o das san??es penais (v.g. as relativas ? prescri??o, ao exerc?cio, caducidade e desist?ncia do direito de queixa, ? reformatio in pejus), mas tamb?m as normas que possam afectar o direito ? liberdade do arguido (v.g. as relativas ? pris?o preventiva) ou, ainda, as que asseguram os seus direitos fundamentais de defesa, todas elas apelidadas de normas processuais penais materiais; III &#8212; Todavia, aceitar que tais princ?pios afectam a determina??o do momento-crit?rio da determina??o da lei processual penal aplic?vel n?o significa que para todas possa, simplesmente, transpor-se o dispositivo constitucional da aplica??o retroactiva da lei de conte?do mais favor?vel ao arguido, pois, h? tipos diversos de normas processuais materiais e a modula??o de influ?ncia dos referidos princ?pios constitucionais reflecte-se na sua aplica??o consoante a sua especificidade problem?tica. IV &#8212; A subordina??o ?s regras do art. 29.? da CRP, das situa??es de sucess?o no tempo de normas de processo que condicionam a responsabilidade penal resulta duma simples opera??o de qualifica??o e subsun??o, uma vez que elas se inserem, claramente, no ?mbito de previs?o daquele preceito constitucional, atenta a sua influ?ncia directa na puni??o criminal. V &#8212; J? relativamente ?s normas processuais que asseguram os direitos fundamentais de defesa, como ? a do regime de admissibilidade dos recursos, esses mesmos princ?pios implicam uma pondera??o do momento-crit?rio da determina??o da lei competente que n?o conduza ou evite a diminui??o de garantias. VI &#8212; Mas j? n?o assim no sentido inverso de aplica??o imediata da lei nova mais favor?vel a processos pendentes com aut?ntica efic?cia retroactiva, como sucederia num caso em que todos os elementos teoricamente eleg?veis para momento-crit?rio ou elemento de conex?o para determina??o da lei competente ocorreram no dom?nio de vig?ncia da lei antiga, quer se escolha para tal o in?cio do processo, a decis?o de primeira inst?ncia, a prola??o do ac?rd?o recorrido, a interposi??o do recurso ou o termo do respectivo prazo; VII &#8212; A regra de aplica??o imediata da lei processual penal no tempo, constante do art. 5.? do CPP, n?o dispensa a determina??o do factor de conex?o relevante, pelo que, no limite, na determina??o da lei aplic?vel ? admissibilidade dos recursos, o factor determinante ? o momento em que ? proferida a decis?o recorrida. VIII &#8212; Se, no momento da interposi??o de recurso, a decis?o da Rela??o era irrecorr?vel, consequentemente, o recurso para o STJ ? inadmiss?vel. E n?o passou a ser admiss?vel por efeito da entrada em vigor da lei nova, porque esta ? de aplica??o imediata, mas n?o tem efeito retroactivo. IX &#8212; Havendo decis?o confirmat?ria da Rela??o ? dupla conforme, incluindo a confirma??o in mellius (condena??o em pena menos grave) ?, s? h? recurso para o STJ de ac?rd?os que apliquem penas superiores a 8 anos de pris?o; X &#8212; No nosso sistema jur?dico-penal actual, a pena de pris?o suspensa n?o ? pena de pris?o efectiva ? uma pena n?o privativa da liberdade.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[7763],"kji_chamber":[7955],"kji_year":[32183],"kji_subject":[7632],"kji_keyword":[7772,7774,7771,7773,7636],"kji_language":[7770],"class_list":["post-663579","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-supremo-tribunal-de-justica","kji_chamber-5-seco","kji_year-32183","kji_subject-penal","kji_keyword-acordao","kji_keyword-justica","kji_keyword-processo","kji_keyword-supremo","kji_keyword-tribunal","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: LEONOR FURTADO. I - A actual CRP n?o enuncia directamente o crit?rio de aplica??o da lei processual penal no tempo, como sucede quanto ? aplica??o da lei criminal substantiva no art. 29.? da CRP; II - Por?m, a doutrina e a jurisprud?ncia reconhecem que h? normas de processo a que os mesmos princ?pios s?o extens?veis, designadamente, aquelas que condicionam a aplica??o das san??es penais (v.g. as relativas ? prescri??o, ao exerc?cio, caducidade e desist?ncia do direito de queixa, ? reformatio in pejus), mas tamb?m as normas que possam afectar o direito ? liberdade do arguido (v.g. as relativas ? pris?o preventiva) ou, ainda, as que asseguram os seus direitos fundamentais de defesa, todas elas apelidadas de normas processuais penais materiais; III - Todavia, aceitar que tais princ?pios afectam a determina??o do momento-crit?rio da determina??o da lei processual penal aplic?vel n?o significa que para todas possa, simplesmente, transpor-se o dispositivo constitucional da aplica??o retroactiva da lei de conte?do mais favor?vel ao arguido, pois, h? tipos diversos de normas processuais materiais e a modula??o de influ?ncia dos referidos princ?pios constitucionais reflecte-se na sua aplica??o consoante a sua especificidade problem?tica. IV - A subordina??o ?s regras do art. 29.? da CRP, das situa??es de sucess?o no tempo de normas de processo que condicionam a responsabilidade penal resulta duma simples opera??o de qualifica??o e subsun??o, uma vez que elas se inserem, claramente, no ?mbito de previs?o daquele preceito constitucional, atenta a sua influ?ncia directa na puni??o criminal. V - J? relativamente ?s normas processuais que asseguram os direitos fundamentais de defesa, como ? a do regime de admissibilidade dos recursos, esses mesmos princ?pios implicam uma pondera??o do momento-crit?rio da determina??o da lei competente que n?o conduza ou evite a diminui??o de garantias. VI - Mas j? n?o assim no sentido inverso de aplica??o imediata da lei nova mais favor?vel a processos pendentes com aut?ntica efic?cia retroactiva, como sucederia num caso em que todos os elementos teoricamente eleg?veis para momento-crit?rio ou elemento de conex?o para determina??o da lei competente ocorreram no dom?nio de vig?ncia da lei antiga, quer se escolha para tal o in?cio do processo, a decis?o de primeira inst?ncia, a prola??o do ac?rd?o recorrido, a interposi??o do recurso ou o termo do respectivo prazo; VII - A regra de aplica??o imediata da lei processual penal no tempo, constante do art. 5.? do CPP, n?o dispensa a determina??o do factor de conex?o relevante, pelo que, no limite, na determina??o da lei aplic?vel ? admissibilidade dos recursos, o factor determinante ? o momento em que ? proferida a decis?o recorrida. VIII - Se, no momento da interposi??o de recurso, a decis?o da Rela??o era irrecorr?vel, consequentemente, o recurso para o STJ ? inadmiss?vel. E n?o passou a ser admiss?vel por efeito da entrada em vigor da lei nova, porque esta ? de aplica??o imediata, mas n?o tem efeito retroactivo. IX - Havendo decis?o confirmat?ria da Rela??o ? dupla conforme, incluindo a confirma??o in mellius (condena??o em pena menos grave) ?, s? h? recurso para o STJ de ac?rd?os que apliquem penas superiores a 8 anos de pris?o; X - No nosso sistema jur?dico-penal actual, a pena de pris?o suspensa n?o ? pena de pris?o efectiva ? uma pena n?o privativa da liberdade.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\\\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-23T19:21:47+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\\\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23","og_description":"Relator: LEONOR FURTADO. I - A actual CRP n?o enuncia directamente o crit?rio de aplica??o da lei processual penal no tempo, como sucede quanto ? aplica??o da lei criminal substantiva no art. 29.? da CRP; II - Por?m, a doutrina e a jurisprud?ncia reconhecem que h? normas de processo a que os mesmos princ?pios s?o extens?veis, designadamente, aquelas que condicionam a aplica??o das san??es penais (v.g. as relativas ? prescri??o, ao exerc?cio, caducidade e desist?ncia do direito de queixa, ? reformatio in pejus), mas tamb?m as normas que possam afectar o direito ? liberdade do arguido (v.g. as relativas ? pris?o preventiva) ou, ainda, as que asseguram os seus direitos fundamentais de defesa, todas elas apelidadas de normas processuais penais materiais; III - Todavia, aceitar que tais princ?pios afectam a determina??o do momento-crit?rio da determina??o da lei processual penal aplic?vel n?o significa que para todas possa, simplesmente, transpor-se o dispositivo constitucional da aplica??o retroactiva da lei de conte?do mais favor?vel ao arguido, pois, h? tipos diversos de normas processuais materiais e a modula??o de influ?ncia dos referidos princ?pios constitucionais reflecte-se na sua aplica??o consoante a sua especificidade problem?tica. IV - A subordina??o ?s regras do art. 29.? da CRP, das situa??es de sucess?o no tempo de normas de processo que condicionam a responsabilidade penal resulta duma simples opera??o de qualifica??o e subsun??o, uma vez que elas se inserem, claramente, no ?mbito de previs?o daquele preceito constitucional, atenta a sua influ?ncia directa na puni??o criminal. V - J? relativamente ?s normas processuais que asseguram os direitos fundamentais de defesa, como ? a do regime de admissibilidade dos recursos, esses mesmos princ?pios implicam uma pondera??o do momento-crit?rio da determina??o da lei competente que n?o conduza ou evite a diminui??o de garantias. VI - Mas j? n?o assim no sentido inverso de aplica??o imediata da lei nova mais favor?vel a processos pendentes com aut?ntica efic?cia retroactiva, como sucederia num caso em que todos os elementos teoricamente eleg?veis para momento-crit?rio ou elemento de conex?o para determina??o da lei competente ocorreram no dom?nio de vig?ncia da lei antiga, quer se escolha para tal o in?cio do processo, a decis?o de primeira inst?ncia, a prola??o do ac?rd?o recorrido, a interposi??o do recurso ou o termo do respectivo prazo; VII - A regra de aplica??o imediata da lei processual penal no tempo, constante do art. 5.? do CPP, n?o dispensa a determina??o do factor de conex?o relevante, pelo que, no limite, na determina??o da lei aplic?vel ? admissibilidade dos recursos, o factor determinante ? o momento em que ? proferida a decis?o recorrida. VIII - Se, no momento da interposi??o de recurso, a decis?o da Rela??o era irrecorr?vel, consequentemente, o recurso para o STJ ? inadmiss?vel. E n?o passou a ser admiss?vel por efeito da entrada em vigor da lei nova, porque esta ? de aplica??o imediata, mas n?o tem efeito retroactivo. IX - Havendo decis?o confirmat?ria da Rela??o ? dupla conforme, incluindo a confirma??o in mellius (condena??o em pena menos grave) ?, s? h? recurso para o STJ de ac?rd?os que apliquem penas superiores a 8 anos de pris?o; X - No nosso sistema jur?dico-penal actual, a pena de pris?o suspensa n?o ? pena de pris?o efectiva ? uma pena n?o privativa da liberdade.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-23T19:21:47+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-1085-14-8gamta-l1-s1-2022-06-23\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 1085\/14.8GAMTA.L1.S1 \u2013 2022-06-23"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"ru-RU"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"ru-RU","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","width":2114,"height":1253,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/663579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=663579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=663579"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=663579"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=663579"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=663579"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=663579"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=663579"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=663579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}