{"id":663587,"date":"2026-04-23T21:22:04","date_gmt":"2026-04-23T19:22:04","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/"},"modified":"2026-04-23T21:22:04","modified_gmt":"2026-04-23T19:22:04","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ORLANDO GON?ALVES. I &#8212; Nem os artigos 451.? a 454.? do CPP, que regulam a tramita??o do recurso de revis?o no tribunal onde se proferiu a senten?a que deve ser revista, nem qualquer outra norma que disciplina a tramita??o do recurso de revis?o, admite a possibilidade de ades?o ao recurso de revis?o interposto por outro sujeito processual com legitimidade para tal, nem determina a aplica??o, subsidiariamente, das disposi??es que regulam os recursos ordin?rios. Na tramita??o do recurso de fixa??o de jurisprud?ncia &#8212; tamb?m um recurso extraordin?rio, com tramita??o pr?pria fixada nos artigos 437.? a 448.? do CPP -, o legislador determina no art. 448.?, que aos recursos de fixa??o de jurisprud?ncia, se aplicam subsidiariamente as disposi??es que regulam os recursos ordin?rios. Assim, se o legislador tivesse querido que ? tramita??o do recurso de revis?o fossem aplic?veis subsidiariamente as disposi??es que regulam os recursos ordin?rios, n?o teria deixado de o estabelecer tamb?m para o recurso de revis?o. Deste modo, mesmo para quem considere que o art. 402.? do CPP &#8212; que respeita ao ??mbito do recurso? -, integrado nas disposi??es ?dos recursos ordin?rios? -, permite ao n?o recorrente ?aderir? ao recurso interposto por outro sujeito processual, entende este Supremo Tribunal que face ? natureza excecional do recurso de revis?o, tal ades?o n?o ? admiss?vel neste recurso extraordin?rio. II &#8212; Perante o disposto na al?nea e) do n.? 1 do art. 449.? do CPP, existe um entendimento jurisprudencial consolidado do STJ de que o fundamento de revis?o respeitante ? condena??o com recurso a provas proibidas exige a verifica??o de dois requisitos: (i) condena??o em provas proibidas, nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do C?digo de Processo Penal; e (ii) superveni?ncia na demonstra??o de que serviu de fundamento ? condena??o uma prova proibida. III &#8212; Ainda que n?o seja de todo pac?fico na doutrina saber se s? a viola??o dos direitos abrangidos no art. 32.?, n.? 8 da CRP constitui uma proibi??o de prova, ou se a viola??o de qualquer direito fundamental pode gerar tal proibi??o, o certo ? que a al?nea e), n.?1 do art. 449.? do CPP, ? taxativo no sentido de que s? a condena??o em provas proibidas previstas nos n.? 1 a 3 do art. 126.? deste C?digo ? fundamento de admissibilidade de revis?o transitada em julgado. III &#8212; A proibi??o de depoimento indireto n?o se insere, de modo algum, nas provas proibidas a que alude o art. 126.?, n.os 1 a 3 do CPP, ou seja, nas provas obtidas mediante tortura, coa??o, ou, em geral, ofensa da integridade f?sica ou moral das pessoas e intromiss?o n?o autorizada no domic?lio, vida privada e correspond?ncia ou telecomunica??es. A proibi??o de valora??o do depoimento indireto, fora dos condicionalismos legais, resulta do n.? 3 do art. 129.? do CPP. IV &#8212; Assim, n?o tendo o depoimento indireto servido de fundamento ? condena??o do ora recorrente do pedido de revis?o, nem constituindo tal depoimento indireto prova proibida tal como as previstas no art. 126.? do CPP, n?o se mostra preenchido o primeiro dos requisitos: (i) condena??o em provas proibidas, nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do C?digo de Processo Penal.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/fac4ea1666a3cdf08025886b00312307?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ORLANDO GON?ALVES. I &#8212; Nem os artigos 451.? a 454.? do CPP, que regulam a tramita??o do recurso de revis?o no tribunal onde se proferiu a senten?a que deve ser revista, nem qualquer outra norma que disciplina a tramita??o do recurso de revis?o, admite a possibilidade de ades?o ao recurso de revis?o interposto por outro sujeito processual com legitimidade para tal, nem determina a aplica??o, subsidiariamente, das disposi??es que regulam os recursos ordin?rios. Na tramita??o do recurso de fixa??o de jurisprud?ncia &#8212; tamb?m um recurso extraordin?rio, com tramita??o pr?pria fixada nos artigos 437.? a 448.? do CPP -, o legislador determina no art. 448.?, que aos recursos de fixa??o de jurisprud?ncia, se aplicam subsidiariamente as disposi??es que regulam os recursos ordin?rios. Assim, se o legislador tivesse querido que ? tramita??o do recurso de revis?o fossem aplic?veis subsidiariamente as disposi??es que regulam os recursos ordin?rios, n?o teria deixado de o estabelecer tamb?m para o recurso de revis?o. Deste modo, mesmo para quem considere que o art. 402.? do CPP &#8212; que respeita ao ??mbito do recurso? -, integrado nas disposi??es ?dos recursos ordin?rios? -, permite ao n?o recorrente ?aderir? ao recurso interposto por outro sujeito processual, entende este Supremo Tribunal que face ? natureza excecional do recurso de revis?o, tal ades?o n?o ? admiss?vel neste recurso extraordin?rio. II &#8212; Perante o disposto na al?nea e) do n.? 1 do art. 449.? do CPP, existe um entendimento jurisprudencial consolidado do STJ de que o fundamento de revis?o respeitante ? condena??o com recurso a provas proibidas exige a verifica??o de dois requisitos: (i) condena??o em provas proibidas, nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do C?digo de Processo Penal; e (ii) superveni?ncia na demonstra??o de que serviu de fundamento ? condena??o uma prova proibida. III &#8212; Ainda que n?o seja de todo pac?fico na doutrina saber se s? a viola??o dos direitos abrangidos no art. 32.?, n.? 8 da CRP constitui uma proibi??o de prova, ou se a viola??o de qualquer direito fundamental pode gerar tal proibi??o, o certo ? que a al?nea e), n.?1 do art. 449.? do CPP, ? taxativo no sentido de que s? a condena??o em provas proibidas previstas nos n.? 1 a 3 do art. 126.? deste C?digo ? fundamento de admissibilidade de revis?o transitada em julgado. III &#8212; A proibi??o de depoimento indireto n?o se insere, de modo algum, nas provas proibidas a que alude o art. 126.?, n.os 1 a 3 do CPP, ou seja, nas provas obtidas mediante tortura, coa??o, ou, em geral, ofensa da integridade f?sica ou moral das pessoas e intromiss?o n?o autorizada no domic?lio, vida privada e correspond?ncia ou telecomunica??es. A proibi??o de valora??o do depoimento indireto, fora dos condicionalismos legais, resulta do n.? 3 do art. 129.? do CPP. IV &#8212; Assim, n?o tendo o depoimento indireto servido de fundamento ? condena??o do ora recorrente do pedido de revis?o, nem constituindo tal depoimento indireto prova proibida tal como as previstas no art. 126.? do CPP, n?o se mostra preenchido o primeiro dos requisitos: (i) condena??o em provas proibidas, nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do C?digo de Processo Penal.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[7763],"kji_chamber":[7955],"kji_year":[32183],"kji_subject":[7632],"kji_keyword":[7772,34409,7774,7773,7636],"kji_language":[7770],"class_list":["post-663587","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-supremo-tribunal-de-justica","kji_chamber-5-seco","kji_year-32183","kji_subject-penal","kji_keyword-acordao","kji_keyword-gebrg-n","kji_keyword-justica","kji_keyword-supremo","kji_keyword-tribunal","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: ORLANDO GON?ALVES. I - Nem os artigos 451.? a 454.? do CPP, que regulam a tramita??o do recurso de revis?o no tribunal onde se proferiu a senten?a que deve ser revista, nem qualquer outra norma que disciplina a tramita??o do recurso de revis?o, admite a possibilidade de ades?o ao recurso de revis?o interposto por outro sujeito processual com legitimidade para tal, nem determina a aplica??o, subsidiariamente, das disposi??es que regulam os recursos ordin?rios. Na tramita??o do recurso de fixa??o de jurisprud?ncia - tamb?m um recurso extraordin?rio, com tramita??o pr?pria fixada nos artigos 437.? a 448.? do CPP -, o legislador determina no art. 448.?, que aos recursos de fixa??o de jurisprud?ncia, se aplicam subsidiariamente as disposi??es que regulam os recursos ordin?rios. Assim, se o legislador tivesse querido que ? tramita??o do recurso de revis?o fossem aplic?veis subsidiariamente as disposi??es que regulam os recursos ordin?rios, n?o teria deixado de o estabelecer tamb?m para o recurso de revis?o. Deste modo, mesmo para quem considere que o art. 402.? do CPP - que respeita ao ??mbito do recurso? -, integrado nas disposi??es ?dos recursos ordin?rios? -, permite ao n?o recorrente ?aderir? ao recurso interposto por outro sujeito processual, entende este Supremo Tribunal que face ? natureza excecional do recurso de revis?o, tal ades?o n?o ? admiss?vel neste recurso extraordin?rio. II - Perante o disposto na al?nea e) do n.? 1 do art. 449.? do CPP, existe um entendimento jurisprudencial consolidado do STJ de que o fundamento de revis?o respeitante ? condena??o com recurso a provas proibidas exige a verifica??o de dois requisitos: (i) condena??o em provas proibidas, nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do C?digo de Processo Penal; e (ii) superveni?ncia na demonstra??o de que serviu de fundamento ? condena??o uma prova proibida. III - Ainda que n?o seja de todo pac?fico na doutrina saber se s? a viola??o dos direitos abrangidos no art. 32.?, n.? 8 da CRP constitui uma proibi??o de prova, ou se a viola??o de qualquer direito fundamental pode gerar tal proibi??o, o certo ? que a al?nea e), n.?1 do art. 449.? do CPP, ? taxativo no sentido de que s? a condena??o em provas proibidas previstas nos n.? 1 a 3 do art. 126.? deste C?digo ? fundamento de admissibilidade de revis?o transitada em julgado. III - A proibi??o de depoimento indireto n?o se insere, de modo algum, nas provas proibidas a que alude o art. 126.?, n.os 1 a 3 do CPP, ou seja, nas provas obtidas mediante tortura, coa??o, ou, em geral, ofensa da integridade f?sica ou moral das pessoas e intromiss?o n?o autorizada no domic?lio, vida privada e correspond?ncia ou telecomunica??es. A proibi??o de valora??o do depoimento indireto, fora dos condicionalismos legais, resulta do n.? 3 do art. 129.? do CPP. IV - Assim, n?o tendo o depoimento indireto servido de fundamento ? condena??o do ora recorrente do pedido de revis?o, nem constituindo tal depoimento indireto prova proibida tal como as previstas no art. 126.? do CPP, n?o se mostra preenchido o primeiro dos requisitos: (i) condena??o em provas proibidas, nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do C?digo de Processo Penal.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\\\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-23T19:22:04+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\\\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23","og_description":"Relator: ORLANDO GON?ALVES. I - Nem os artigos 451.? a 454.? do CPP, que regulam a tramita??o do recurso de revis?o no tribunal onde se proferiu a senten?a que deve ser revista, nem qualquer outra norma que disciplina a tramita??o do recurso de revis?o, admite a possibilidade de ades?o ao recurso de revis?o interposto por outro sujeito processual com legitimidade para tal, nem determina a aplica??o, subsidiariamente, das disposi??es que regulam os recursos ordin?rios. Na tramita??o do recurso de fixa??o de jurisprud?ncia - tamb?m um recurso extraordin?rio, com tramita??o pr?pria fixada nos artigos 437.? a 448.? do CPP -, o legislador determina no art. 448.?, que aos recursos de fixa??o de jurisprud?ncia, se aplicam subsidiariamente as disposi??es que regulam os recursos ordin?rios. Assim, se o legislador tivesse querido que ? tramita??o do recurso de revis?o fossem aplic?veis subsidiariamente as disposi??es que regulam os recursos ordin?rios, n?o teria deixado de o estabelecer tamb?m para o recurso de revis?o. Deste modo, mesmo para quem considere que o art. 402.? do CPP - que respeita ao ??mbito do recurso? -, integrado nas disposi??es ?dos recursos ordin?rios? -, permite ao n?o recorrente ?aderir? ao recurso interposto por outro sujeito processual, entende este Supremo Tribunal que face ? natureza excecional do recurso de revis?o, tal ades?o n?o ? admiss?vel neste recurso extraordin?rio. II - Perante o disposto na al?nea e) do n.? 1 do art. 449.? do CPP, existe um entendimento jurisprudencial consolidado do STJ de que o fundamento de revis?o respeitante ? condena??o com recurso a provas proibidas exige a verifica??o de dois requisitos: (i) condena??o em provas proibidas, nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do C?digo de Processo Penal; e (ii) superveni?ncia na demonstra??o de que serviu de fundamento ? condena??o uma prova proibida. III - Ainda que n?o seja de todo pac?fico na doutrina saber se s? a viola??o dos direitos abrangidos no art. 32.?, n.? 8 da CRP constitui uma proibi??o de prova, ou se a viola??o de qualquer direito fundamental pode gerar tal proibi??o, o certo ? que a al?nea e), n.?1 do art. 449.? do CPP, ? taxativo no sentido de que s? a condena??o em provas proibidas previstas nos n.? 1 a 3 do art. 126.? deste C?digo ? fundamento de admissibilidade de revis?o transitada em julgado. III - A proibi??o de depoimento indireto n?o se insere, de modo algum, nas provas proibidas a que alude o art. 126.?, n.os 1 a 3 do CPP, ou seja, nas provas obtidas mediante tortura, coa??o, ou, em geral, ofensa da integridade f?sica ou moral das pessoas e intromiss?o n?o autorizada no domic?lio, vida privada e correspond?ncia ou telecomunica??es. A proibi??o de valora??o do depoimento indireto, fora dos condicionalismos legais, resulta do n.? 3 do art. 129.? do CPP. IV - Assim, n?o tendo o depoimento indireto servido de fundamento ? condena??o do ora recorrente do pedido de revis?o, nem constituindo tal depoimento indireto prova proibida tal como as previstas no art. 126.? do CPP, n?o se mostra preenchido o primeiro dos requisitos: (i) condena??o em provas proibidas, nos termos dos n.?s 1 a 3 do artigo 126.? do C?digo de Processo Penal.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-23T19:22:04+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-208-19-5gebrg-n-s1-2022-06-23\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 208\/19.5GEBRG-N.S1 \u2013 2022-06-23"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"ru-RU"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"ru-RU","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","width":2114,"height":1253,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/663587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=663587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=663587"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=663587"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=663587"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=663587"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=663587"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=663587"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=663587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}