{"id":664646,"date":"2026-04-23T23:00:48","date_gmt":"2026-04-23T21:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2625-20-9t8lsb-l1-s1-2022-06-21\/"},"modified":"2026-04-23T23:00:48","modified_gmt":"2026-04-23T21:00:48","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2625-20-9t8lsb-l1-s1-2022-06-21","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2625-20-9t8lsb-l1-s1-2022-06-21\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2625\/20.9T8LSB.L1.S1 \u2013 2022-06-21"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: FREITAS NETO. I. Para que se verifique a simula??o relativa de um neg?cio ? necess?rio alegar e provar que as partes, sendo ambas declarantes e declarat?rias, acordaram (acordo simulat?rio) esconder um determinado neg?cio atr?s do neg?cio aparente ou declarado para desse modo enganarem algu?m. II. N?o configura a alega??o de um neg?cio dissimulado a simples afirma??o de que com a celebra??o de um contrato de presta??o de servi?o o cliente do servi?o quis pagar ao prestador uma d?vida que tinha para com ele. III. Integra a figura da cl?usula penitencial ou multa penitencial ? distinta da cl?usula penal a que se reportam os art.?s 810 a 812 do CC ? a cl?usula em que ? conferida a uma das partes a possibilidade de se desvincular livremente das suas obriga??es contratuais mediante o pagamento ? outra parte de uma determinada quantia. IV. Essa cl?usula penitencial ?, no entanto, suscept?vel de ser reduzida nos termos do art.? 812 do CC, porquanto esta norma, apesar de visar a cl?usula penal com fun??o ressarcitiva pura ou combinada, lhe ? analogicamente aplic?vel. V. A redu??o da cl?usula penitencial com fundamento no seu manifesto excesso, ao abrigo do art.? 812 do CC, depende da alega??o de factos que demonstrem essa despropor??o evidente, e, em particular, que provem que o dano real da parte que ? atingida pela desvincula??o ? claramente inferior, habilitando o tribunal a corrigir o excesso para o valor justo desse dano. VI. Sempre que esteja em causa o princ?pio da igualdade decorrente da necessidade de harmoniza??o de crit?rios jurisprudenciais correntemente seguidos no julgamento segundo a equidade, porque ent?o se move para al?m da mera quest?o de facto, ? l?cito ao Supremo Tribunal de Justi?a intervir na solu??o que as inst?ncias deram ao montante da cl?usula a atribuir ? parte que dela ? benefici?ria.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/7aae5d891a9be253802588680059dafc?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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