{"id":666835,"date":"2026-04-24T02:16:14","date_gmt":"2026-04-24T00:16:14","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/"},"modified":"2026-04-24T02:16:14","modified_gmt":"2026-04-24T00:16:14","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: NUNO ATA?DE DAS NEVES. I &#8212; O julgamento das contas segundo o prudente arb?trio do juiz, nos termos do art. 943? n? 2 do CPC, ? o que resulta de uma actua??o judicial segundo crit?rios de ?pondera??o cautelosa e razo?vel, abstra?do das regras do ?nus da prova, informada pelas regras da experi?ncia, podendo e devendo o juiz, tendo em vista suprir eventuais lacunas ou dificuldades probat?rias, ordenar oficiosamente as dilig?ncias probat?rias que entenda adequadas, procurando obter um valor que, com forte e s?ria probabilidade, envolvendo a menor margem de erro e sem correr? riscos expressivos, constitua o valor mais aproximado da realidade, assim se evitando um ?non liquet?. II &#8212; N?o se confundindo a actividade decis?ria do juiz, balizada no art. 943? n? 2 do CPC, com o poder discricion?rio a que se refere o art. 679.? do CPC, nem com pondera??o arbitr?ria, o conceito de ?prudente arb?trio?, embora concedendo ao juiz alargados poderes de indaga??o dos factos, sem visar a ?certeza absoluta? no julgamento das contas, n?o abdica de fundadamente ser encontrado o valor que traduza proximidade com a realidade das contas &#8212; a realidade que ? poss?vel alcan?ar, de forma cuidada, cr?tica e inteligente, ?com base em elementos que o juiz entendeu confi?veis e dotados de relativa seguran?a e ?certeza relativa?. III &#8212; O afastamento da comina??o prevista no C?digo de Processo Civil de 1876, com a condena??o do r?u que n?o apresentasse contas no pagamento das contas que o autor viesse a apresentar, procurou afastar situa??es em que tal condena??o, por ser ?manifestamente exorbitante e excessiva?, se viria a configurar como uma situa??o de abuso de direito (art. 334? do CC), na ?ptica de desequil?brio no exerc?cio jur?dico e flagrante desproporcionalidade entre a vantagem de uma das partes e a desvantagem da outra. IV ? O art. 943? n? 2 do CPC, que determina que o juiz deve julgar as contas segundo o seu prudente arb?trio, inscreve-se no ordenamento jur?dico em plena harmonia com o art. 334? do CC, pelo que, concluindo-se que a decis?o se compagina perfeitamente com aquela regra de actua??o decis?ria, pela mesma ordem de raz?es se dever? concluir que dessa decis?o n?o resulta abuso de direito.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/495ae217c973caf38025884d003e0306?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: NUNO ATA?DE DAS NEVES. I &#8212; O julgamento das contas segundo o prudente arb?trio do juiz, nos termos do art. 943? n? 2 do CPC, ? o que resulta de uma actua??o judicial segundo crit?rios de ?pondera??o cautelosa e razo?vel, abstra?do das regras do ?nus da prova, informada pelas regras da experi?ncia, podendo e devendo o juiz, tendo em vista suprir eventuais lacunas ou dificuldades probat?rias, ordenar oficiosamente as dilig?ncias probat?rias que entenda adequadas, procurando obter um valor que, com forte e s?ria probabilidade, envolvendo a menor margem de erro e sem correr? riscos expressivos, constitua o valor mais aproximado da realidade, assim se evitando um ?non liquet?. II &#8212; N?o se confundindo a actividade decis?ria do juiz, balizada no art. 943? n? 2 do CPC, com o poder discricion?rio a que se refere o art. 679.? do CPC, nem com pondera??o arbitr?ria, o conceito de ?prudente arb?trio?, embora concedendo ao juiz alargados poderes de indaga??o dos factos, sem visar a ?certeza absoluta? no julgamento das contas, n?o abdica de fundadamente ser encontrado o valor que traduza proximidade com a realidade das contas &#8212; a realidade que ? poss?vel alcan?ar, de forma cuidada, cr?tica e inteligente, ?com base em elementos que o juiz entendeu confi?veis e dotados de relativa seguran?a e ?certeza relativa?. III &#8212; O afastamento da comina??o prevista no C?digo de Processo Civil de 1876, com a condena??o do r?u que n?o apresentasse contas no pagamento das contas que o autor viesse a apresentar, procurou afastar situa??es em que tal condena??o, por ser ?manifestamente exorbitante e excessiva?, se viria a configurar como uma situa??o de abuso de direito (art. 334? do CC), na ?ptica de desequil?brio no exerc?cio jur?dico e flagrante desproporcionalidade entre a vantagem de uma das partes e a desvantagem da outra. IV ? O art. 943? n? 2 do CPC, que determina que o juiz deve julgar as contas segundo o seu prudente arb?trio, inscreve-se no ordenamento jur?dico em plena harmonia com o art. 334? do CC, pelo que, concluindo-se que a decis?o se compagina perfeitamente com aquela regra de actua??o decis?ria, pela mesma ordem de raz?es se dever? concluir que dessa decis?o n?o resulta abuso de direito.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[7763],"kji_chamber":[8713],"kji_year":[32183],"kji_subject":[7724],"kji_keyword":[7772,7774,7771,7773,7636],"kji_language":[7770],"class_list":["post-666835","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-supremo-tribunal-de-justica","kji_chamber-7-seco","kji_year-32183","kji_subject-civil","kji_keyword-acordao","kji_keyword-justica","kji_keyword-processo","kji_keyword-supremo","kji_keyword-tribunal","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.4 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: NUNO ATA?DE DAS NEVES. I - O julgamento das contas segundo o prudente arb?trio do juiz, nos termos do art. 943? n? 2 do CPC, ? o que resulta de uma actua??o judicial segundo crit?rios de ?pondera??o cautelosa e razo?vel, abstra?do das regras do ?nus da prova, informada pelas regras da experi?ncia, podendo e devendo o juiz, tendo em vista suprir eventuais lacunas ou dificuldades probat?rias, ordenar oficiosamente as dilig?ncias probat?rias que entenda adequadas, procurando obter um valor que, com forte e s?ria probabilidade, envolvendo a menor margem de erro e sem correr? riscos expressivos, constitua o valor mais aproximado da realidade, assim se evitando um ?non liquet?. II - N?o se confundindo a actividade decis?ria do juiz, balizada no art. 943? n? 2 do CPC, com o poder discricion?rio a que se refere o art. 679.? do CPC, nem com pondera??o arbitr?ria, o conceito de ?prudente arb?trio?, embora concedendo ao juiz alargados poderes de indaga??o dos factos, sem visar a ?certeza absoluta? no julgamento das contas, n?o abdica de fundadamente ser encontrado o valor que traduza proximidade com a realidade das contas - a realidade que ? poss?vel alcan?ar, de forma cuidada, cr?tica e inteligente, ?com base em elementos que o juiz entendeu confi?veis e dotados de relativa seguran?a e ?certeza relativa?. III - O afastamento da comina??o prevista no C?digo de Processo Civil de 1876, com a condena??o do r?u que n?o apresentasse contas no pagamento das contas que o autor viesse a apresentar, procurou afastar situa??es em que tal condena??o, por ser ?manifestamente exorbitante e excessiva?, se viria a configurar como uma situa??o de abuso de direito (art. 334? do CC), na ?ptica de desequil?brio no exerc?cio jur?dico e flagrante desproporcionalidade entre a vantagem de uma das partes e a desvantagem da outra. IV ? O art. 943? n? 2 do CPC, que determina que o juiz deve julgar as contas segundo o seu prudente arb?trio, inscreve-se no ordenamento jur?dico em plena harmonia com o art. 334? do CC, pelo que, concluindo-se que a decis?o se compagina perfeitamente com aquela regra de actua??o decis?ria, pela mesma ordem de raz?es se dever? concluir que dessa decis?o n?o resulta abuso de direito.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\\\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-24T00:16:14+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\\\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24","og_description":"Relator: NUNO ATA?DE DAS NEVES. I - O julgamento das contas segundo o prudente arb?trio do juiz, nos termos do art. 943? n? 2 do CPC, ? o que resulta de uma actua??o judicial segundo crit?rios de ?pondera??o cautelosa e razo?vel, abstra?do das regras do ?nus da prova, informada pelas regras da experi?ncia, podendo e devendo o juiz, tendo em vista suprir eventuais lacunas ou dificuldades probat?rias, ordenar oficiosamente as dilig?ncias probat?rias que entenda adequadas, procurando obter um valor que, com forte e s?ria probabilidade, envolvendo a menor margem de erro e sem correr? riscos expressivos, constitua o valor mais aproximado da realidade, assim se evitando um ?non liquet?. II - N?o se confundindo a actividade decis?ria do juiz, balizada no art. 943? n? 2 do CPC, com o poder discricion?rio a que se refere o art. 679.? do CPC, nem com pondera??o arbitr?ria, o conceito de ?prudente arb?trio?, embora concedendo ao juiz alargados poderes de indaga??o dos factos, sem visar a ?certeza absoluta? no julgamento das contas, n?o abdica de fundadamente ser encontrado o valor que traduza proximidade com a realidade das contas - a realidade que ? poss?vel alcan?ar, de forma cuidada, cr?tica e inteligente, ?com base em elementos que o juiz entendeu confi?veis e dotados de relativa seguran?a e ?certeza relativa?. III - O afastamento da comina??o prevista no C?digo de Processo Civil de 1876, com a condena??o do r?u que n?o apresentasse contas no pagamento das contas que o autor viesse a apresentar, procurou afastar situa??es em que tal condena??o, por ser ?manifestamente exorbitante e excessiva?, se viria a configurar como uma situa??o de abuso de direito (art. 334? do CC), na ?ptica de desequil?brio no exerc?cio jur?dico e flagrante desproporcionalidade entre a vantagem de uma das partes e a desvantagem da outra. IV ? O art. 943? n? 2 do CPC, que determina que o juiz deve julgar as contas segundo o seu prudente arb?trio, inscreve-se no ordenamento jur?dico em plena harmonia com o art. 334? do CC, pelo que, concluindo-se que a decis?o se compagina perfeitamente com aquela regra de actua??o decis?ria, pela mesma ordem de raz?es se dever? concluir que dessa decis?o n?o resulta abuso de direito.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"2 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-24T00:16:14+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-2009-08-7tbalm-a-l1-s1-2022-05-24\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 2009\/08.7TBALM-A.L1.S1 \u2013 2022-05-24"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"ru-RU"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"ru-RU","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","width":2114,"height":1253,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/666835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=666835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=666835"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=666835"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=666835"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=666835"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=666835"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=666835"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=666835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}