{"id":666926,"date":"2026-04-24T02:22:20","date_gmt":"2026-04-24T00:22:20","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-14570-16-8t8lsb-l1-s1-2022-05-24-2\/"},"modified":"2026-04-24T02:22:20","modified_gmt":"2026-04-24T00:22:20","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-14570-16-8t8lsb-l1-s1-2022-05-24-2","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-14570-16-8t8lsb-l1-s1-2022-05-24-2\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 14570\/16.8T8LSB.L1.S1 \u2013 2022-05-24"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MARIA OLINDA GARCIA. I &#8212; Verificam-se os pressupostos da responsabilidade civil por factos il?citos (art.483.? do CC e art. 70.?, n.? 1, da Lei da Televis?o) e a consequente obriga??o de indemnizar, quando um jornalista, sem autoriza??o, regista em imagem e ?udio o interrogat?rio de um arguido [comportamento vedado pelo art. 88.?, n.? 2, al. b), do CPP] que, depois, ? transmitido numa televis?o. II &#8212; Os operadores de televis?o respondem objetivamente, na qualidade de comitentes, pelos factos il?citos praticados pelos seus comiss?rios no exerc?cio das respetivas fun??es (nos termos do art. 500.? do CC), para al?m de poderem responder solidariamente por factos il?citos pr?prios nos termos do art. 70.?, n.? 2, da Lei da Televis?o (tratando-se de programas previamente gravados). III &#8212; N?o ? excessiva a indemniza??o de ? 35 000,00 por danos morais causados ao autor, cujo interrogat?rio foi registado, sem autoriza??o, e transmitido numa televis?o. IV &#8212; A informa??o divulgada numa televis?o em ?lead? (nota de rodap?), segundo a qual o autor teria sido detido, sendo uma not?cia falsa, constitui facto il?cito que responsabiliza o operador ou ?detentor? desse ?rg?o de comunica??o social (ainda que n?o seja poss?vel identificar o concreto autor respons?vel pela origem da not?cia e por esse espec?fico modo de divulga??o). V &#8212; N?o ? excessiva a indemniza??o de ? 10 000,00 por danos morais causados ao autor com a publica??o televisiva da not?cia falsa de que este teria sido detido. VI &#8212; N?o existe um concreto conflito entre a liberdade de informa??o ou de express?o e o direito ao bom nome ou ? honra, quando a divulga??o de uma informa??o (ainda que ver?dica), por um ?rg?o de comunica??o social, constitui um il?cito que foi criminalmente punido ou quando ? divulgada uma not?cia falsa. S?o comportamentos que est?o, indubitavelmente, para al?m da quest?o dos limites da liberdade de informa??o ou de express?o, n?o havendo, portanto, que proceder a qualquer ju?zo de prognose sobre o modo como o caso concreto seria apreciado ? luz da jurisprud?ncia do TEDH.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/b11dfc43d95561dd8025884d00372800?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: MARIA OLINDA GARCIA. 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