{"id":668633,"date":"2026-04-24T05:08:33","date_gmt":"2026-04-24T03:08:33","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-126-20-4t8oaz-a-p1-s1-2022-05-05\/"},"modified":"2026-04-24T05:08:33","modified_gmt":"2026-04-24T03:08:33","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-126-20-4t8oaz-a-p1-s1-2022-05-05","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-126-20-4t8oaz-a-p1-s1-2022-05-05\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 126\/20.4T8OAZ-A.P1.S1 \u2013 2022-05-05"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: JO?O CURA MARIANO. I. O advogado est? sujeito a sigilo profissional, relativamente a factos de que representante da parte contr?ria lhe tenha dado conhecimento durante negocia??es malogradas para acordo que visava p?r termo a lit?gio. II. Uma das consequ?ncias da viola??o deste dever de sigilo do advogado ? a de que as provas que desrespeitem esse dever de segredo n?o s?o id?neas a fundamentar a demonstra??o daqueles factos, o que abrange n?o s? o depoimento testemunhal do advogado ou dos seus colaboradores, como a jun??o de documentos que se relacionem direta ou indiretamente com a revela??o de factos naquelas circunst?ncias, e ainda o depoimento de terceiros cuja fonte de conhecimento dos factos relatados (raz?o de ci?ncia) seja o ocorrido nesse momento negocial, por a elas terem assistido, por lhes ter sido relatado ou ainda por terem consultado documenta??o relativa ?s negocia??es, designadamente atas, relatos, resumos ou simples notas das mesmas (testemunhos indiretos). III. Da? que n?o possa ser objeto de aprecia??o de prova o depoimento de uma testemunha que, embora n?o sendo advogado, nem tendo participado nas negocia??es entre advogados, invoque como raz?o de ci?ncia para o conte?do do seu depoimento a consulta de um apontamento escrito das negocia??es entre advogados com vista a solucionarem um determinado lit?gio. IV. Estamos perante uma proibi??o de valora??o da prova, tendo essa proibi??o um tratamento aut?nomo do que se encontra previsto para as nulidades processuais, podendo, designadamente, tal infra??o ser conhecida em recurso, sem que a nulidade da produ??o do respetivo meio de prova tenha que ser arguida nos termos previstos no artigo 199.? do C?digo de Processo Civil. V. A proibi??o de prova n?o incide aqui sobre o seu tema, uma vez que os factos poder?o ser sempre provados por outros meios que n?o hajam recolhido o seu conhecimento nas negocia??es ocorridas com vista ? autocomposi??o do lit?gio, recaindo sim sobre as circunst?ncias em que foi obtido esse conhecimento. VI. A refer?ncia a ?factos? nas al?neas e) e f), do artigo 92.?, do Estatuto da Ordem dos Advogados, ? feita com um sentido amplo, n?o abrangendo exclusivamente os que correspondem a declara??es de ci?ncia, estando tamb?m cobertos pelo dever de sigilo as denominadas declara??es de vontade emitidas naquele ambiente conciliat?rio. VII. Assim, se numa negocia??o, o advogado de uma das partes reconhece que a sua cliente ? devedora de uma determinada quantia e prop?e o seu pagamento faseado, quer o reconhecimento da d?vida, enquanto declara??o de ci?ncia, quer os termos da proposta de pagamento da mesma, enquanto declara??o de vontade, est?o sujeitos a sigilo, n?o podendo a sua revela??o fundamentar a prova desses factos.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/04d000eb0f70d9e180258839005cbaf3?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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