{"id":669735,"date":"2026-04-24T06:43:53","date_gmt":"2026-04-24T04:43:53","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/"},"modified":"2026-04-24T06:43:53","modified_gmt":"2026-04-24T04:43:53","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 248\/11.2TAGLG.S1 \u2013 2022-04-27"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: CONCEI??O GOMES. I &#8212; A conduta da arguida, ao adulterar as guias de dep?sito, atestando que o valor ali aposto era a receita de determinada val?ncia da Conservat?ria, e documentos banc?rios que enviava ?s entidades centrais, que n?o traduziam a realidade, integra a pr?tica de um crime de falsifica??o, p. e p. pelo art. 256.?, n.? 1, al. c), d) e e), n.os 3 e 4, do CP, com refer?ncia ao art. 255.?, al. a), na forma continuada ? e a sua conduta de adulterar e falsificar as cinco Declara??es e os dois Requerimentos por si elaborados em pap?is timbrados do IRN e da Conservat?ria, a que a mesma tinha acesso, para que constassem e valessem como documentos oficiais, integra a pr?tica de outro crime de falsifica??o de documento, p. e p. pelo art. 256.?, n.? 1, al. a), c), d) e e), n.os 3 e 4, do CP, com refer?ncia ao art. 255.?, al. a), na forma continuada. II &#8212; A recorrente, ao agir reiteradamente, no lapso temporal em causa, visando apropriar-se de receitas p?blicas (que atingiram o valor global de ? 26.719.469,00) que sabia pertencerem ? Conservat?ria do Registo, Civil, Predial e Comercial e ao Cart?rio Notarial anexo, aproveitando-se, para tal, das possibilidades e conhecimentos que a sua qualidade de funcion?ria lhe facultava, violou os bens jur?dico-patrimoniais pr?prios (apropria??o ou onera??o ileg?tima de bens alheios), bem como a probidade e a fidelidade dos funcion?rios, que se traduz na imparcialidade no funcionamento da administra??o p?blica (?intangibilidade da legalidade material da administra??o p?blica? que o tipo legal do art. 371.? do CP, peculato, tutela). III &#8212; Atendendo ? diversidade dos bens jur?dicos protegidos, encontramo-nos perante um concurso efetivo de crimes, e n?o perante um concurso aparente, ainda que os crimes de falsifica??o ou contrafa??o de documento tenham sido instrumentais da pr?tica do crime de peculato. IV &#8212; Considerando os crit?rios norteadores a que aludem os art. 40.? e 71.? do CP, designadamente o grau de ilicitude dos factos ? elevado ? o modo de execu??o, o per?odo temporal em que os mesmo decorreram ? durante cerca de 10 anos e 5 meses ?a intensidade do dolo, direto ? a gravidade das consequ?ncias da conduta da arguida ? a recorrente apropriou-se da quantia de ? 26.719.469,00 de receitas p?blicas, causando preju?zo para o er?rio p?blico, as suas condi??es socioecon?micas e o grau de culpa, s?o adequadas as penas de: &#8212; 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de peculato, na forma continuada; &#8212; 2 (dois) anos e 9 (nove) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de falsifica??o de documento, na forma continuada; &#8212; 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de falsifica??o de documento; e &#8212; 3 (tr?s) anos e 6 (seis) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de branqueamento. V &#8212; Atendendo ? moldura penal abstrata do c?mulo jur?dico balizada entre um m?nimo de 4 (quatro) e 6 (seis) meses de pris?o e 13 anos e 1 (um) m?s) de pris?o, considerando o crit?rio e princ?pios supra enunciados, designadamente o conjunto dos factos e a personalidade do agente, as exig?ncias de preven??o geral e especial, e de harmonia com os crit?rios de proporcionalidade, da adequa??o e da proibi??o do excesso, entendemos que se mostra justa, necess?ria, proporcional e adequada pena a ?nica de 6 (seis) anos de pris?o, em que a arguida foi condenada.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/267976900f9d998d80258837004ec4a2?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: CONCEI??O GOMES. 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II - A recorrente, ao agir reiteradamente, no lapso temporal em causa, visando apropriar-se de receitas p?blicas (que atingiram o valor global de ? 26.719.469,00) que sabia pertencerem ? Conservat?ria do Registo, Civil, Predial e Comercial e ao Cart?rio Notarial anexo, aproveitando-se, para tal, das possibilidades e conhecimentos que a sua qualidade de funcion?ria lhe facultava, violou os bens jur?dico-patrimoniais pr?prios (apropria??o ou onera??o ileg?tima de bens alheios), bem como a probidade e a fidelidade dos funcion?rios, que se traduz na imparcialidade no funcionamento da administra??o p?blica (?intangibilidade da legalidade material da administra??o p?blica? que o tipo legal do art. 371.? do CP, peculato, tutela). III - Atendendo ? diversidade dos bens jur?dicos protegidos, encontramo-nos perante um concurso efetivo de crimes, e n?o perante um concurso aparente, ainda que os crimes de falsifica??o ou contrafa??o de documento tenham sido instrumentais da pr?tica do crime de peculato. IV - Considerando os crit?rios norteadores a que aludem os art. 40.? e 71.? do CP, designadamente o grau de ilicitude dos factos ? elevado ? o modo de execu??o, o per?odo temporal em que os mesmo decorreram ? durante cerca de 10 anos e 5 meses ?a intensidade do dolo, direto ? a gravidade das consequ?ncias da conduta da arguida ? a recorrente apropriou-se da quantia de ? 26.719.469,00 de receitas p?blicas, causando preju?zo para o er?rio p?blico, as suas condi??es socioecon?micas e o grau de culpa, s?o adequadas as penas de: - 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de peculato, na forma continuada; - 2 (dois) anos e 9 (nove) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de falsifica??o de documento, na forma continuada; - 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de falsifica??o de documento; e - 3 (tr?s) anos e 6 (seis) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de branqueamento. 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Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 248\/11.2TAGLG.S1 \u2013 2022-04-27 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 248\/11.2TAGLG.S1 \u2013 2022-04-27","og_description":"Relator: CONCEI??O GOMES. 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III - Atendendo ? diversidade dos bens jur?dicos protegidos, encontramo-nos perante um concurso efetivo de crimes, e n?o perante um concurso aparente, ainda que os crimes de falsifica??o ou contrafa??o de documento tenham sido instrumentais da pr?tica do crime de peculato. IV - Considerando os crit?rios norteadores a que aludem os art. 40.? e 71.? do CP, designadamente o grau de ilicitude dos factos ? elevado ? o modo de execu??o, o per?odo temporal em que os mesmo decorreram ? durante cerca de 10 anos e 5 meses ?a intensidade do dolo, direto ? a gravidade das consequ?ncias da conduta da arguida ? a recorrente apropriou-se da quantia de ? 26.719.469,00 de receitas p?blicas, causando preju?zo para o er?rio p?blico, as suas condi??es socioecon?micas e o grau de culpa, s?o adequadas as penas de: - 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de peculato, na forma continuada; - 2 (dois) anos e 9 (nove) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de falsifica??o de documento, na forma continuada; - 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de falsifica??o de documento; e - 3 (tr?s) anos e 6 (seis) meses de pris?o, pela pr?tica de um crime de branqueamento. V - Atendendo ? moldura penal abstrata do c?mulo jur?dico balizada entre um m?nimo de 4 (quatro) e 6 (seis) meses de pris?o e 13 anos e 1 (um) m?s) de pris?o, considerando o crit?rio e princ?pios supra enunciados, designadamente o conjunto dos factos e a personalidade do agente, as exig?ncias de preven??o geral e especial, e de harmonia com os crit?rios de proporcionalidade, da adequa??o e da proibi??o do excesso, entendemos que se mostra justa, necess?ria, proporcional e adequada pena a ?nica de 6 (seis) anos de pris?o, em que a arguida foi condenada.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 248\/11.2TAGLG.S1 \u2013 2022-04-27 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-24T04:43:53+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-248-11-2taglg-s1-2022-04-27\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 248\/11.2TAGLG.S1 \u2013 2022-04-27"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. 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