{"id":670903,"date":"2026-04-24T08:28:01","date_gmt":"2026-04-24T06:28:01","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-115-21-1trprt-s1-2022-04-07\/"},"modified":"2026-04-24T08:28:01","modified_gmt":"2026-04-24T06:28:01","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-115-21-1trprt-s1-2022-04-07","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-115-21-1trprt-s1-2022-04-07\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 115\/21.1TRPRT.S1 \u2013 2022-04-07"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ANT?NIO GAMA. I ? Devem ser considerados at?picos os ju?zos de aprecia??o e de valora??o cr?tica vertidos sobre realiza??es cient?ficas, acad?micas, art?sticas, profissionais quando n?o se ultrapassa o ?mbito da cr?tica objetiva, isto ?, enquanto a valora??o e censura cr?ticas se at?m exclusivamente ?s obras, ?s realiza??es ou presta??es em si, n?o se dirigindo diretamente ? pessoa dos seus autores ou criadores, posto que n?o atingem a honra pessoal do cientista, do artista ou do desportista, etc., nem atingem a honra com a dignidade pena. II ? A atipicidade da cr?tica objetiva pode e deve estender-se a outras ?reas, aqui se incluindo as inst?ncias p?blicas, com destaque para os atos da administra??o p?blica, as senten?as e despachos dos ju?zes, as promo??es do Minist?rio P?blico. III ? O texto em causa constitui uma pe?a processual de reclama??o do despacho liminar de arquivamento de um inqu?rito pelo Minist?rio P?blico, para o imediato hier?rquico, reclama??o que configura o exerc?cio de um direito (art. 278.?\/1, CPP), que no caso era fundada, raz?o por que foi atendida, apesar de a atipicidade da cr?tica n?o depender do acerto, da adequa??o material ou da &quot;verdade&quot; das aprecia??es subscritas, as quais persistir?o como atos at?picos seja qual for o seu bem fundado ou justeza material, para al?m de que o correlativo direito de cr?tica, com este sentido e alcance, n?o conhece limites quanto ao teor, ? carga depreciativa e mesmo ? viol?ncia das express?es utilizadas, isto ?, n?o exige do cr?tico, para tomar claro o seu ponto de vista, o meio menos gravoso, nem o cumprimento das exig?ncias da proporcionalidade e da necessidade objetiva. IV ? O texto do arguido constitui uma pe?a processual que se enquadra numa das ?reas atr?s referidas e pese embora o arguido n?o tenha obedecido ao c?none do ?respeitinho?, consabidamente n?o exig?vel num Estado de Direito, tamb?m n?o enveredou pela cr?tica caluniosa nem se comportou com o ?nico prop?sito de rebaixar e de humilhar o ofendido, pelo que, admitindo por mera hip?tese que algumas express?es que constam do escrito, possam ser atentat?rias da honra e considera??o do ofendido, teriam de ser consideradas at?picas.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/f436b40005c265a78025881e002f1189?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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