{"id":671300,"date":"2026-04-24T09:42:46","date_gmt":"2026-04-24T07:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-898-19-9t8ptl-g1-s1-2022-03-31\/"},"modified":"2026-04-24T09:42:46","modified_gmt":"2026-04-24T07:42:46","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-898-19-9t8ptl-g1-s1-2022-03-31","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-898-19-9t8ptl-g1-s1-2022-03-31\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 898\/19.9T8PTL.G1.S1 \u2013 2022-03-31"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MARIA DOS PRAZERES PIZARRO BELEZA. I. Tratando-se de um seguro facultativo, ramo vida, cabe na autonomia contratual das partes a liberdade de o celebrar ou n?o, bem como, ressalvadas eventuais normas imperativas, de definir, nomeadamente, o respectivo ?mbito de cobertura. II. Com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.? 72\/2008, de 16 de Abril, o contrato de seguro deixou de ser qualificado como um contrato formal, no sentido de ser condi??o de validade a adop??o de determinada forma (artigo 220,? do C?digo Civil); a formaliza??o na ap?lice que o n.? 2 do artigo 32.? do RJCS imp?e ao segurador passou antes a ser considerada como requisito de prova. III. ? interpreta??o de uma cl?usula de exclus?o que figura nas condi??es gerais, sem haver prova de que tenha sido resultado de negocia??o individualizada, aplicam-se as normas definidas pelo C?digo Civil para a interpreta??o dos neg?cios jur?dicos em geral (artigo 236.? e segs) e as normas sobre interpreta??o de cl?usulas contratuais gerais, constantes do Decreto-Lei n.? 446\/85, de 15 de Outubro. IV. O artigo 10.? da LCCG obriga a interpretar tais cl?usulas no contexto do contrato concreto em que se incluam; sendo amb?guo o seu sentido, prevalece o que for favor?vel ao aderente (artigo 11.?). V. Devendo ser interpretada a referida cl?usula no sentido de que apenas se exclui da cobertura do contrato a morte resultante de acidente causado por excesso de ?lcool, n?o bastando a prova da mera coincid?ncia temporal entre a causa do sinistro e esse excesso para afastar os efeitos do contrato de seguro, a falta de prova do nexo de causalidade implica que a ac??o seja julgada contra a seguradora, a quem incumbia o ?nus da prova.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/bf8b6aaff7be18e5802588160059c13c?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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