{"id":674177,"date":"2026-04-24T18:13:08","date_gmt":"2026-04-24T16:13:08","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3825-21-0t9csc-a-s2-2022-01-18\/"},"modified":"2026-04-24T18:13:08","modified_gmt":"2026-04-24T16:13:08","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3825-21-0t9csc-a-s2-2022-01-18","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-3825-21-0t9csc-a-s2-2022-01-18\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 3825\/21.0T9CSC-A.S2 \u2013 2022-01-18"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: EDUARDO LOUREIRO. I &#8212; O art. 31.?, n.? 1 da CRP figura o direito ? provid?ncia de habeas corpus como direito fundamental contra o abuso de poder por virtude de pris?o ou deten??o ilegais. II &#8212; Visando reagir contra tal abuso de poder, o habeas corpus constitui, n?o um recurso, mas uma provid?ncia extraordin?ria com natureza de ac??o aut?noma com fim cautelar, destinada a p?r um fim expedito a situa??es de ilegalidade grosseira, ostensiva e fora de toda a d?vida de priva??o da liberdade e, n?o, de toda e qualquer ilegalidade, essa sim, objecto de recurso ordin?rio ou extraordin?rio. III &#8212; Concretizando-se o abuso de poder em pris?o ilegal, h?-de a ilegalidade resultar ? art. 222.?, n.? 2, do CPP ? ou de a pris?o ter sido efectuada por entidade incompetente ? al. a) ?, ou de ser motivada por facto por que a lei a n?o permite ? al. b) ? ou de se manter para al?m dos prazos fixados pela lei ou por decis?o judicial &#8212; al. c). IV- E h?-de a priva??o de liberdade manter-se no momento em que provid?ncia ? apreciada. V &#8212; Podendo o fundamento da al. b), do n.? 2, do art. 222.?, do CPP abranger uma multiplicidade de situa??es, est?o, por?m, exclu?dos da sua previs?o (alegadas) nulidades, irregularidades ou ilegalidades, em geral, cometidas na condu??o do processo, na pr?tica de actos, na prola??o de decis?es ou na execu??o da medida coac??o de pris?o preventiva ? mormente, por ocasi?o da sua deten??o, do primeiro interrogat?rio judicial, da sua condu??o estabelecimento prisional ou da sua estada nele ?, ou (alegado) impedimento do juiz do processo, tudo apenas sindic?vel, conforme os caso, atrav?s de recursos, de requerimentos e em incidentes pr?prios, deduzidos no tempo e na sede apropriada.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/96017a90d6adf7eb802587e3003b87fd?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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