{"id":674183,"date":"2026-04-24T18:13:26","date_gmt":"2026-04-24T16:13:26","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/"},"modified":"2026-04-24T18:13:26","modified_gmt":"2026-04-24T16:13:26","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: ISA?AS P?DUA. I &#8212; Encontrando-se uma cl?usula inserida nas condi??es gerais de um contrato padronizado, ? sobre a parte que dela pretende prevalecer-se, e de modo exclui-la do regime da LCCG, que incumbe o ?nus de prova de que a mesma resultou de negocia??o pr?via entre as partes. II &#8212; A cl?usula penal tem a natureza de cl?usula acess?ria da chamada obriga??o principal assumida no contrato pela parte devedora. III &#8212; Uma cl?usula penal pode revestir-se de v?rias modalidades\/esp?cies (vg. assumindo uma fun??o indemnizat?ria e\/ou uma fun??o compuls?ria e\/ou ainda um tertio genus), podendo tanto concentrar em si todas essas fun??es, como apenas uma qualquer delas. IV &#8212; Como decorre dos conjugados art?s. 12? e 19? al. c) da LCCG, s?o proibidas, e como tal nulas, as cl?usulas contratuais gerais que ?consagrem cl?usulas penais desproporcionadas aos danos a ressarcir.? V &#8212; Sendo indeterminado, o conceito de desproporcionalidade de uma cl?usula penal, consagrado no 2?. daqueles normativos legais, deve ser concretizado e aferido, pelo julgador, com base num ju?zo objetivo e abstrato, e n?o casu?stico, ou seja, independentemente das circunst?ncias do caso concreto, tomando em conta o quadro negocial padronizado e espec?fico do setor de atividade em que ocorreu o contrato no qual a cl?usula penal foi estipulada, reportando ainda esse ju?zo ao momento em que a mesma foi estabelecida, devendo, e nessa medida, considerar-se para o efeito a despropor??o entre a pena estipulada e os danos ent?o previs?veis (e n?o os danos concretos\/efetivos), n?o bastando, por fim, na formula??o desse ju?zo que o valor dessa despropor??o seja superior, antes se exigindo que ele seja sens?vel. VI &#8212; O facto de se ter conclu?do pela validade de uma cl?usula penal (por n?o ser desproporcionada relativamente aos danos a ressarcir), n?o impede, todavia, que a mesma possa vir a ser, mesmo oficiosamente, reduzida, ? luz do art?. 812? do C?d. Civil, mesmo que se encontre inserida num contrato de ades?o. VII &#8212; Para o efeito necess?rio se torna que se conclua ser tal cl?usula manifestamente excessiva (n?o se bastando agora com uma despropor??o sens?vel entre a pena nela inserta e os danos a ressarcir). VIII &#8212; Por outro lado, neste segundo momento (visando a redu??o da pena da cl?usula), ao contr?rio daquele primeiro, o ju?zo sobre a manifesta excessividade da pena deve fazer-se, n?o por refer?ncia ao momento em que ela foi estipulada, mas antes reportado ao momento em que ela tenha de se cumprir. IX &#8212; Por fim, nesse segundo momento, e ao contr?rio do primeiro, o ju?zo a formular, visando a redu??o da pena, deve reportar-se ao dano efetivo, e n?o ao dano previs?vel.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/ff16abcadccdd08a802587d00046b3e9?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). Republication en metadata_only par prudence licencielle ; consulter la source officielle pour le texte authentique.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relator: ISA?AS P?DUA. I &#8212; Encontrando-se uma cl?usula inserida nas condi??es gerais de um contrato padronizado, ? sobre a parte que dela pretende prevalecer-se, e de modo exclui-la do regime da LCCG, que incumbe o ?nus de prova de que a mesma resultou de negocia??o pr?via entre as partes. II &#8212; A cl?usula penal tem a natureza de cl?usula acess?ria da chamada obriga??o principal assumida no contrato pela parte devedora. III &#8212; Uma cl?usula penal pode revestir-se de v?rias modalidades\/esp?cies (vg. assumindo uma fun??o indemnizat?ria e\/ou uma fun??o compuls?ria e\/ou ainda um tertio genus), podendo tanto concentrar em si todas essas fun??es, como apenas uma qualquer delas. IV &#8212; Como decorre dos conjugados art?s. 12? e 19? al. c) da LCCG, s?o proibidas, e como tal nulas, as cl?usulas contratuais gerais que ?consagrem cl?usulas penais desproporcionadas aos danos a ressarcir.? V &#8212; Sendo indeterminado, o conceito de desproporcionalidade de uma cl?usula penal, consagrado no 2?. daqueles normativos legais, deve ser concretizado e aferido, pelo julgador, com base num ju?zo objetivo e abstrato, e n?o casu?stico, ou seja, independentemente das circunst?ncias do caso concreto, tomando em conta o quadro negocial padronizado e espec?fico do setor de atividade em que ocorreu o contrato no qual a cl?usula penal foi estipulada, reportando ainda esse ju?zo ao momento em que a mesma foi estabelecida, devendo, e nessa medida, considerar-se para o efeito a despropor??o entre a pena estipulada e os danos ent?o previs?veis (e n?o os danos concretos\/efetivos), n?o bastando, por fim, na formula??o desse ju?zo que o valor dessa despropor??o seja superior, antes se exigindo que ele seja sens?vel. VI &#8212; O facto de se ter conclu?do pela validade de uma cl?usula penal (por n?o ser desproporcionada relativamente aos danos a ressarcir), n?o impede, todavia, que a mesma possa vir a ser, mesmo oficiosamente, reduzida, ? luz do art?. 812? do C?d. Civil, mesmo que se encontre inserida num contrato de ades?o. VII &#8212; Para o efeito necess?rio se torna que se conclua ser tal cl?usula manifestamente excessiva (n?o se bastando agora com uma despropor??o sens?vel entre a pena nela inserta e os danos a ressarcir). VIII &#8212; Por outro lado, neste segundo momento (visando a redu??o da pena da cl?usula), ao contr?rio daquele primeiro, o ju?zo sobre a manifesta excessividade da pena deve fazer-se, n?o por refer?ncia ao momento em que ela foi estipulada, mas antes reportado ao momento em que ela tenha de se cumprir. IX &#8212; Por fim, nesse segundo momento, e ao contr?rio do primeiro, o ju?zo a formular, visando a redu??o da pena, deve reportar-se ao dano efetivo, e n?o ao dano previs?vel.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_crdt_document":""},"kji_country":[7762],"kji_court":[7763],"kji_chamber":[9174],"kji_year":[32183],"kji_subject":[7612],"kji_keyword":[7772,7774,7771,7773,7636],"kji_language":[7770],"class_list":["post-674183","kji_decision","type-kji_decision","status-publish","hentry","kji_country-portugal","kji_court-supremo-tribunal-de-justica","kji_chamber-1-seco","kji_year-32183","kji_subject-fiscal","kji_keyword-acordao","kji_keyword-justica","kji_keyword-processo","kji_keyword-supremo","kji_keyword-tribunal","kji_language-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"ru_RU\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relator: ISA?AS P?DUA. I - Encontrando-se uma cl?usula inserida nas condi??es gerais de um contrato padronizado, ? sobre a parte que dela pretende prevalecer-se, e de modo exclui-la do regime da LCCG, que incumbe o ?nus de prova de que a mesma resultou de negocia??o pr?via entre as partes. II - A cl?usula penal tem a natureza de cl?usula acess?ria da chamada obriga??o principal assumida no contrato pela parte devedora. III - Uma cl?usula penal pode revestir-se de v?rias modalidades\/esp?cies (vg. assumindo uma fun??o indemnizat?ria e\/ou uma fun??o compuls?ria e\/ou ainda um tertio genus), podendo tanto concentrar em si todas essas fun??es, como apenas uma qualquer delas. IV - Como decorre dos conjugados art?s. 12? e 19? al. c) da LCCG, s?o proibidas, e como tal nulas, as cl?usulas contratuais gerais que ?consagrem cl?usulas penais desproporcionadas aos danos a ressarcir.? V - Sendo indeterminado, o conceito de desproporcionalidade de uma cl?usula penal, consagrado no 2?. daqueles normativos legais, deve ser concretizado e aferido, pelo julgador, com base num ju?zo objetivo e abstrato, e n?o casu?stico, ou seja, independentemente das circunst?ncias do caso concreto, tomando em conta o quadro negocial padronizado e espec?fico do setor de atividade em que ocorreu o contrato no qual a cl?usula penal foi estipulada, reportando ainda esse ju?zo ao momento em que a mesma foi estabelecida, devendo, e nessa medida, considerar-se para o efeito a despropor??o entre a pena estipulada e os danos ent?o previs?veis (e n?o os danos concretos\/efetivos), n?o bastando, por fim, na formula??o desse ju?zo que o valor dessa despropor??o seja superior, antes se exigindo que ele seja sens?vel. VI - O facto de se ter conclu?do pela validade de uma cl?usula penal (por n?o ser desproporcionada relativamente aos danos a ressarcir), n?o impede, todavia, que a mesma possa vir a ser, mesmo oficiosamente, reduzida, ? luz do art?. 812? do C?d. Civil, mesmo que se encontre inserida num contrato de ades?o. VII - Para o efeito necess?rio se torna que se conclua ser tal cl?usula manifestamente excessiva (n?o se bastando agora com uma despropor??o sens?vel entre a pena nela inserta e os danos a ressarcir). VIII - Por outro lado, neste segundo momento (visando a redu??o da pena da cl?usula), ao contr?rio daquele primeiro, o ju?zo sobre a manifesta excessividade da pena deve fazer-se, n?o por refer?ncia ao momento em que ela foi estipulada, mas antes reportado ao momento em que ela tenha de se cumprir. IX - Por fim, nesse segundo momento, e ao contr?rio do primeiro, o ju?zo a formular, visando a redu??o da pena, deve reportar-se ao dano efetivo, e n?o ao dano previs?vel.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\\\/\",\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\\\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-24T16:13:26+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jurisprudences\",\"item\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/jurisprudences\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\\\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"description\":\"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"ru-RU\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#organization\",\"name\":\"Kohen Avocats\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"ru-RU\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/01\\\/Logo-2-1.webp\",\"width\":2114,\"height\":1253,\"caption\":\"Kohen Avocats\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/kohenavocats.com\\\/ru\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/","og_locale":"ru_RU","og_type":"article","og_title":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18","og_description":"Relator: ISA?AS P?DUA. I - Encontrando-se uma cl?usula inserida nas condi??es gerais de um contrato padronizado, ? sobre a parte que dela pretende prevalecer-se, e de modo exclui-la do regime da LCCG, que incumbe o ?nus de prova de que a mesma resultou de negocia??o pr?via entre as partes. II - A cl?usula penal tem a natureza de cl?usula acess?ria da chamada obriga??o principal assumida no contrato pela parte devedora. III - Uma cl?usula penal pode revestir-se de v?rias modalidades\/esp?cies (vg. assumindo uma fun??o indemnizat?ria e\/ou uma fun??o compuls?ria e\/ou ainda um tertio genus), podendo tanto concentrar em si todas essas fun??es, como apenas uma qualquer delas. IV - Como decorre dos conjugados art?s. 12? e 19? al. c) da LCCG, s?o proibidas, e como tal nulas, as cl?usulas contratuais gerais que ?consagrem cl?usulas penais desproporcionadas aos danos a ressarcir.? V - Sendo indeterminado, o conceito de desproporcionalidade de uma cl?usula penal, consagrado no 2?. daqueles normativos legais, deve ser concretizado e aferido, pelo julgador, com base num ju?zo objetivo e abstrato, e n?o casu?stico, ou seja, independentemente das circunst?ncias do caso concreto, tomando em conta o quadro negocial padronizado e espec?fico do setor de atividade em que ocorreu o contrato no qual a cl?usula penal foi estipulada, reportando ainda esse ju?zo ao momento em que a mesma foi estabelecida, devendo, e nessa medida, considerar-se para o efeito a despropor??o entre a pena estipulada e os danos ent?o previs?veis (e n?o os danos concretos\/efetivos), n?o bastando, por fim, na formula??o desse ju?zo que o valor dessa despropor??o seja superior, antes se exigindo que ele seja sens?vel. VI - O facto de se ter conclu?do pela validade de uma cl?usula penal (por n?o ser desproporcionada relativamente aos danos a ressarcir), n?o impede, todavia, que a mesma possa vir a ser, mesmo oficiosamente, reduzida, ? luz do art?. 812? do C?d. Civil, mesmo que se encontre inserida num contrato de ades?o. VII - Para o efeito necess?rio se torna que se conclua ser tal cl?usula manifestamente excessiva (n?o se bastando agora com uma despropor??o sens?vel entre a pena nela inserta e os danos a ressarcir). VIII - Por outro lado, neste segundo momento (visando a redu??o da pena da cl?usula), ao contr?rio daquele primeiro, o ju?zo sobre a manifesta excessividade da pena deve fazer-se, n?o por refer?ncia ao momento em que ela foi estipulada, mas antes reportado ao momento em que ela tenha de se cumprir. IX - Por fim, nesse segundo momento, e ao contr?rio do primeiro, o ju?zo a formular, visando a redu??o da pena, deve reportar-se ao dano efetivo, e n?o ao dano previs?vel.","og_url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/","og_site_name":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"\u041f\u0440\u0438\u043c\u0435\u0440\u043d\u043e\u0435 \u0432\u0440\u0435\u043c\u044f \u0434\u043b\u044f \u0447\u0442\u0435\u043d\u0438\u044f":"3 \u043c\u0438\u043d\u0443\u0442\u044b"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/","name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18 - Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat en droit p\u00e9nal \u00e0 Paris","isPartOf":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website"},"datePublished":"2026-04-24T16:13:26+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/#breadcrumb"},"inLanguage":"ru-RU","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-889-18-7t8eps-p1-s1-2022-01-18\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/avocats-en-droit-penal-a-paris-conseil-et-defense-strategique\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jurisprudences","item":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 889\/18.7T8EPS.P1.S1 \u2013 2022-01-18"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#website","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","name":"Kohen Avocats","description":"Ma\u00eetre Hassan Kohen, avocat p\u00e9naliste \u00e0 Paris, intervient exclusivement en droit p\u00e9nal pour la d\u00e9fense des particuliers, notamment en mati\u00e8re d\u2019accusations de viol. Il assure un accompagnement rigoureux d\u00e8s la garde \u00e0 vue jusqu\u2019\u00e0 la Cour d\u2019assises, veillant au strict respect des garanties proc\u00e9durales.","publisher":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"ru-RU"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#organization","name":"Kohen Avocats","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"ru-RU","@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","contentUrl":"https:\/\/kohenavocats.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Logo-2-1.webp","width":2114,"height":1253,"caption":"Kohen Avocats"},"image":{"@id":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision\/674183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_decision"}],"about":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/types\/kji_decision"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=674183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"kji_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_country?post=674183"},{"taxonomy":"kji_court","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_court?post=674183"},{"taxonomy":"kji_chamber","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_chamber?post=674183"},{"taxonomy":"kji_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_year?post=674183"},{"taxonomy":"kji_subject","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_subject?post=674183"},{"taxonomy":"kji_keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_keyword?post=674183"},{"taxonomy":"kji_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/wp-json\/wp\/v2\/kji_language?post=674183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}