{"id":674197,"date":"2026-04-24T18:26:34","date_gmt":"2026-04-24T16:26:34","guid":{"rendered":"https:\/\/kohenavocats.com\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-9317-18-7t8prt-p1-s1-2022-01-18\/"},"modified":"2026-04-24T18:26:34","modified_gmt":"2026-04-24T16:26:34","slug":"acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-9317-18-7t8prt-p1-s1-2022-01-18","status":"publish","type":"kji_decision","link":"https:\/\/kohenavocats.com\/ru\/jurisprudences\/acordao-supremo-tribunal-de-justica-processo-9317-18-7t8prt-p1-s1-2022-01-18\/","title":{"rendered":"Ac\u00f3rd\u00e3o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a \u2013 Processo 9317\/18.7T8PRT.P1.S1 \u2013 2022-01-18"},"content":{"rendered":"<div class=\"kji-decision\">\n<p class=\"kji-summary\">Relator: MARIA JO?O VAZ TOM?. I. De acordo com a interpreta??o que tem sido feita do art. 854.? do CPC, n?o cabe revista (a n?o ser nos casos em que o recurso ? sempre admiss?vel) dos ac?rd?os do TR que, em sede de a??o executiva, n?o respeitem a recursos nos procedimentos de liquida??o n?o dependente de simples c?lculo aritm?tico, de verifica??o e gradua??o de cr?ditos e de oposi??o deduzida contra a execu??o. II. Incidindo a decis?o impugnada sobre uma decis?o do Tribunal de 1.? Inst?ncia de natureza interlocut?ria (n?o final), que versa sobre mat?ria adjetiva ? proferida ap?s desist?ncia do pedido por parte da Exequente -, a sua recorribilidade encontra-se limitada ?s situa??es previstas no art. 671.?, n.? 2, als. a) e b), do CPC. III. Pode dizer-se que a remunera??o adicional ou vari?vel do agente de execu??o visa premi?-lo pela ?efici?ncia e efic?cia? na recupera??o ou garantia do cr?dito exequendo. IV. N?o pode, mediante o argumento a contrario, deduzir-se da disciplina estabelecida para certos casos no art. 50.?, n.? 12, da Portaria n.? 282\/2013, um princ?pio-regra de sentido oposto para os casos n?o abrangidos pela norma. Conforme resulta dos diversos c?nones hermen?uticos, n?o se afigura apropriado atribuir ao agente de execu??o o direito ? remunera??o adicional nos casos em que a sua atividade n?o assume relev?ncia ? atual ou potencial ? para o sucesso da lide executiva. De qualquer modo, se tal preceito ? reconhecimento do direito ? remunera??o adicional em todas as hip?teses n?o contempladas no art. 50.?, n.? 12 ? se pudesses deduzir, a contrario, sempre careceria de uma redu??o teleol?gica. V. Poderia revelar-se desconforme ? Lei Fundamental, porque atentat?rio do princ?pio da proporcionalidade e do direito de acesso ? justi?a e ? tutela jurisdicional efetiva (arts. 18.?, n.? 2 e 20.?, n.? 1, da CRP), remunerar o agente de execu??o pela satisfa??o do interesse do credor-exequente, sem que aquele tivesse desempenhado qualquer atividade profissional relevante para o efeito.<\/p>\n<hr class=\"kji-sep\" \/>\n<p class=\"kji-source-links\"><strong>Sources officielles :<\/strong> <a class=\"kji-source-link\" href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/b7baf5d03b1179c1802587d000454a9a?OpenDocument&#038;ExpandSection=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">consulter la page source<\/a><\/p>\n<p class=\"kji-license-note\"><em>Portails officiels portugais (DGSI \/ Tribunal Constitucional). 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